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Empresas devem estar prontas para inovar e liderar

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Erivelto Sartor, executivo de operações tissue, afirma que é impossível prever como será o “novo normal” e como ficará o consumo para os diversos setores da economia, mas alerta: inovação e liderança são fundamentais para superar a crise

“Estamos vivendo uma crise sem precedentes”, segundo Erivelto Sartor, executivo de operações tissue. No programa Talk Tissue com Felipe Quintino, Erivelto falou como está enxergando os impactos da pandemia do novo coronavírus no mercado. Para ele, essa crise atípica tem três aspectos principais.

“O primeiro e o mais óbvio é o aspecto da saúde, devido às milhares de mortes no mundo todo; o segundo, como ainda não tem uma vacina, um tratamento eficaz, a única forma de minimizar propagação desse vírus é o que a gente chama de distanciamento social, e aí precisamos ficar em casa, isso gera uma segunda crise, que é a crise econômica, também provavelmente sem precedentes. E o terceiro aspecto, que no meu entendimento, é o que vai demandar mais atenção das empresas, dos nossos líderes, é crise psicológica, gerada por esse isolamento, por essa quarentena que a sociedade está enfrentando. As pessoas estão em casa, experimentando viver com suas famílias, trabalhando no home office, ou seja, é um momento de reflexão para todo mundo, refletir como vai ser o consumo depois da pandemia. Então, esse aspecto psicológico da crise que está gerando essas incertezas e imprevisibilidades que estamos vivendo. Como vai ser esse novo normal, como vai ficar o consumo para os diversos setores da economia? Ninguém tem essa resposta ainda”, diz.

Em meio a esse cenário de incertezas quanto ao futuro do consumo, ele traçou um panorama sobre o mercado de tissue pós-coronavírus. “Falando em produtos de consumo: a toalha de cozinha, por exemplo, o brasileiro está experimentando a praticidade de usar o tissue na cozinha, coisa que nos EUA é supernormal, então uma vez que você experimenta o tissue, que é muito bom na cozinha, talvez esse consumo aumentado da toalha venha para ficar. Já falando de papel higiênico, nós experimentamos um boom de consumo quando todo mundo correu para as gôndolas para se abastecer, mas eu acredito que ele é pontual, está muito mais ligado com esse medo do desabastecimento do que propriamente com uma mudança no hábito de consumo. Guardanapo de papel, nós sabemos que o guardanapo tem sazonalidade no Brasil, está muito ligado com festa de final de ano, eventos de família, eventos sociais, ou seja, como não tem evento social, a tendência é que tenha uma queda nesse consumo. Por último, o mercado que é o Away From Home, o institucional, esse realmente está despencando, gerando problemas seríssimos pra empresas. Muito provavelmente, essa demanda de consumo do institucional só deve retomar quando a economia reabrir, prédios comerciais voltarem a funcionar, é só aí, realmente, nós vamos saber como vai ficar o consumo nesse segmento, que é muito importante para o tissue, muito rentável”, avalia.

Em meio às incertezas, ele defende que é preciso que as empresas de tissue estejam prontas para inovar. “Lançar novos produtos, novos dispensers em tempo recorde, trocar linha de institucional para fazer papel higiênico, uma linha que fabricava toalha institucional tem que fabricar toalha de cozinha, uma máquina de papel que fabricava gramatura alta, que está lá toda adaptada para alta gramatura, tem que se reinventar e fabricar papel de baixíssima gramatura, ou seja, essa vai ser a dinâmica dos desafios que os líderes vão ter para conduzir nesse momento, inclusive, de pós-Covid -19”, fala.

Produtos descartáveis do segmento de personal care, como fraldas e lenços umedecidos, entre outros, também devem sofrer impacto. “Cada vez mais, os fabricantes estão entrando nesse mundo do personal care. Eu diria que, no caso das fraldas infantis, nós aprendemos aqui no Brasil que o consumo tem uma forte correlação com a renda das famílias. Se a renda cai, se o desemprego aumenta, as famílias vão buscar meios de reduzir a compra de fralda infantil, inclusive, até a taxa de natalidade é afetada num momento de recessão econômica, e com menos bebês nascendo, são menos bebês consumindo fraldas, ou seja, o consumo de fralda infantil pode ser afetado pela crise econômica que gente vai viver. O fato é que o consumo das famílias vai ser afetado por essa crise econômica, e aí como que vai ficar esse balanço total para os fabricantes de tissue é um grande segredo”, defende.

E, se o momento é marcado por desafios e dúvidas, o papel da liderança torna-se essencial. “Vai ser fundamental a liderança colaborativa, a interação entre as áreas – comercial, planejamento, fábricas, RH, fiscal, jurídico – todo mundo tem que estar alinhado. O departamento tem que trabalhar juntos, a empresa tem que estar pronta para agir rápido quando o consumidor decidir quais vão ser os novos hábitos de consumo, quais vão ser as novas demandas. Eu acredito que quem agir mais rápido vai sair com um diferencial competitivo importante, e um detalhe: fazer tudo isso num momento de total incerteza em relação ao futuro dificulta ainda mais o trabalho. Então, os líderes vão ter que redobrar a atenção, a gente vai ter que estar de olho no sentimento das pessoas, no comportamento das pessoas dentro das empresas e inclusive fora delas”, aponta.

Liderar é fundamental, especialmente para gerenciar os colaboradores que convivem com as incertezas trazidas pela crise. Nesse cenário, ele cita o conceito de liderança lean. “Liderança lean nesse mundo do novo normal significa criar um ambiente onde as pessoas possam aprender, crescer, um ambiente onde as pessoas vão criar suas próprias rotinas, vão aprender juntas, resolver problemas juntas, então esse é o desafio da liderança: criar esse ambiente que vai deixar todo mundo engajado para buscar solucionar da melhor forma os problemas que nós vamos viver amanhã, depois de amanhã, etc. Sinceramente, não é um ambiente fácil de criar, é muito desafiador, e o princípio básico tem que respeitar o ser humano. A empresa que conseguir criar esse ambiente em todos os níveis da organização certamente vai engajar muito mais as pessoas, vai aumentar o foco, a criatividade, vai despertar inovação, vai fazer bem para a cabeça das pessoas nesse momento de muita dúvida, em casa, no trabalho, e aí vai gerar um ambiente de tranquilidade, serenidade para que todo mundo possa desempenhar bem suas funções”, observa.

Criar um ambiente de tranquilidade no atual momento, ele reconhece, não é tarefa fácil, mas é uma missão necessária. “A gente precisa entender que motivar as pessoas é um ponto chave agora, uma vez que ninguém pode melhorar a performance de outra pessoa, senão ela mesma. Isso vai mostrar verdadeiramente que a empresa está se importando com os sentimentos das pessoas, isso vai gerar essa confiança mútua, a empresa vai mostrar que realmente quer saber o que a pessoa está sentindo, quais seus medos, como ela se comporta quando aparece um problema para resolver. Cada um reage de uma maneira diferente, como os colaboradores no ambiente de trabalho estão se relacionando, qual o grau de atitude de cada um, o grau de motivação… A empresa que valorizar o respeito vai sair na frente e quem não valorizar, infelizmente, vai ficar fora desse novo normal”, encerra.

Confira na íntegra o Talk Tissue com Erivelto Sartor, executivo de operações tissue:

 

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