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Em ascensão, preços da celulose podem ter novos reajustes

Analistas defendem que as cotações da matéria-prima podem subir em todos os mercados

Os preços da celulose estão em ascensão na Europa e o cenário indica que os ajustes anunciados para fevereiro podem ser aplicados em todas as regiões, de acordo com analistas do setor. Caso o mercado chinês mantenha a tendência positiva, também pode haver novos anúncios para a Ásia.

Segundo a Fastmarkets Foex, o preço da celulose de fibra curta subiu US$ 14,61 no mercado europeu, para US$ 711,97 a tonelada. Já na China, conforme índice divulgado pela Foex na sexta-feira, o preço líquido teve alta de US$ 2,97 em uma semana, alcançando US$ 536,91 por tonelada.

O analista Daniel Sasson, do Itaú BBA, avalia que os reajustes de US$ 30 por tonelada anunciados para dezembro e janeiro foram aplicados sem dificuldades, o que sustenta a aposta na recuperação dos preços. A redução na oferta, devido à falta de contêineres e à concentração de paradas para manutenção no fim de 2020, e os estoques apertados ao longo da cadeia ocasionaram um desequilíbrio no mercado.

Para o próximo mês, espera-se que haja continuidade da valorização da matéria-prima tanto na China como na Europa. Na última semana, a Suzano reportou aos seus clientes a elevação do preço na China em US$ 50, a partir de 1º de fevereiro, para US$ 580 por tonelada; e em US$ 70 na Europa e na América do Norte, onde os preços vão para US$ 820 por tonelada e US$ 1.040 por tonelada, respectivamente.

 

Com relação à fibra longa, a diferença de preços chegou a US$ 242 por tonelada na China frente ao nível histórico de US$ 120, o que também impulsiona a fibra curta. De acordo com os analistas do Credit Suisse, Caio Ribeiro, Gabriel Galvão e Gabriel Spillmann, após a forte valorização dos contratos futuros na Bolsa de Xangai. os fabricantes de fibra longa responderam com aumentos de preço de até US$ 120 por tonelada.

Por fim, os analistas Márcio Farid, Rodolfo Angele e Lucas F. Yang, do J.P.Morgan, acreditam que as chances de reajustes mais agressivos serem implantados na Europa e na América do Norte são elevadas. “Vemos espaço para um aumento de US$ 100 por tonelada na fibra curta e US$ 200 por tonelada na fibra longa na Europa”, avaliaram.

Fonte
Valor Econômico
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