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É uma satisfação fabricar produtos que geram bem-estar nas pessoas, diz CEO da Copapa

Apesar das dificuldades enfrentadas recentemente pelos fabricantes de tissue, Fernando Pinheiro defende a importância de encontrar meios para manter o segmento vivo e produzindo itens de primeira necessidade

Em março de 2020, quando a pandemia de coronavírus afetou oficialmente o Brasil e começaram as restrições de quarentena, houve um boom de consumo no segmento de papel tissue. Mais de um ano depois, sem o pânico e a urgência que impulsionaram as compras, e ainda enfrentando diversas dificuldades em virtude da pandemia, o setor tenta driblar a alta dos insumos.

Durante o Talk Tissue – Especial Fabricantes, o CEO da Copapa, Fernando Pinheiro, afirmou que a comparação do primeiro quadrimestre de 2020 com o mesmo período de 2021 mostra que as margens sofreram impactos gigantescos devido ao preço elevado de insumos importantes. “A disparada dos custos impactou no CPV (Custo do Produto Vendido) de todas as indústrias de maneira quase uniforme: na celulose, para quem usa aparas; na parte de embalagens, a resina ao longo de um ano subiu acima de 150%; a energia subiu como um todo e também o combustível”, pontuou, ressaltando que o valor dos insumos afeta pontos de toda a cadeia produtiva, como o custo do frete, que é impactado pela alta do combustível.

Um grande desafio é equilibrar a necessidade de repassar custos, pois os preços aumentam de modo variável, enquanto os contratos dos fabricantes seguem prazos. “Os custos dos insumos de modo geral não esperam, aumentam na semana ou na quinzena e o fabricante tem que respeitar o tempo de vigência dos contratos, tem prazos para formar o aumento dos preços”, afirma o CEO.

Apesar do momento delicado, Fernando defende que é importante encontrar meios para a sobrevivência do segmento. “Todos nós temos que encontrar meios de garantir empregos, garantir negociações, em especial, por sermos indústria de necessidade básica, para não faltar o produto no mercado”, declara.

Há 13 anos no mercado de tissue, Fernando garante que, apesar das dificuldades mais recentes da indústria, há uma grande satisfação em fabricar produtos que geram bem-estar nas pessoas. “É uma grande cadeia de geração de empregos e possui tecnologias para oferecer o melhor para o consumidor, logo, não há dúvida de que estamos motivados a buscar estratégias e pontos de conjunto para salvar o setor e mantê-lo de pé”, conclui.

Confira na íntegra o Talk Tissue – Especial Fabricantes:

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