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É preciso acompanhar o mercado para entender a dinâmica de preços, diz executiva da RISI

Durante o Talk Tissue – Especial Fastmarkets RISI, a gerente editorial Marina Faleiros explicou qual a importância do índice Foex para os produtores de celulose

No ano de 2021, os fabricantes de papel tissue tiveram grandes desafios com as máximas históricas alcançadas pela celulose. Para os produtores da matéria-prima, no entanto, esta tem sido uma oportunidade de recuperar as margens.

Durante o Talk Tissue com Felipe Quintino, a gerente editorial da Fastmarkets RISI, Marina Faleiros, explicou que diversas variáveis afetam o mercado dessa commodity. “Essa é uma commodity que vai funcionar puramente por oferta e demanda; esse é o fundamento de mercado que rege a celulose”, afirmou Marina.

Dentro das variáveis que interferem no valor da celulose, o índice Foex é essencial para a metodologia que precifica o insumo. No Brasil, é utilizado como referência o Foex da Europa. “Antes, a Europa era o centro de atenções para o produtor de celulose, [agora] estamos convergindo muito pra China, não sei se no futuro isso causará alguma mudança de metodologia de reajuste do preço aqui no Brasil. Mas foi uma metodologia acordada entre os produtores e compradores no passado há muitos anos, que vem seguindo desde então”, explicou.

Maior provedora de informações da indústria global de produtos florestais, a RISI ouve diversas fontes, entre compradores e vendedores, seguindo uma metodologia rigorosa, para que possa fornecer dados de inteligência de mercado. “Não é passado o preço do produtor e, sim, o preço que as duas partes acordaram e foi válido para aquele momento”, falou. “No Brasil, existe esse acordo de que vai ser sempre o Foex da última semana do mês anterior para combinar o preço da celulose”, completou.

De acordo com Marina, os produtores de tissue não pagam o preço completo – existem descontos que são praticados no mercado brasileiro, com média de 25% do preço do Foex.

Além deste índice, é necessário se atentar a outras variáveis, não bastando saber o índice sem estar atento às movimentações do mercado. “Assim, só se sabe se vai pagar mais caro ou barato, mas não se sabe por que ou qual a tendência dos preços para as próximas semanas”, observou.

“É preciso entender se aquilo realmente é factível no mercado, e nada mais fácil do que ter um índice para saber se você está tomando a melhor decisão e se não está pagando mais caro do que deveria naquele momento. E o índice é feito dessa conversa nossa com o mercado, de um contato constante. Eu sei se tem fábrica parando, se tem uma parada não programada acontecendo, ou uma greve no país”, acrescentou, ressaltando que todo tipo de acontecimento pode interferir na oferta e demanda que precifica a celulose. Não basta receber a informação e, sim, acompanhar o seu fluxo, para que seja possível antecipar impactos no curto, médio e longo prazo.

CONGRESSO ANUAL

Em agosto, será realizado o Congresso Anual da RISI, de maneira on-line devido à pandemia, que reúne os principais economistas da companhia em palestras. O evento também é uma oportunidade de tirar dúvidas e participar com os executivos do setor presentes. “Se você quer ter uma ideia do que acontecerá com a celulose nos próximos dois anos, nesse congresso, você vai ficar sabendo e ter a oportunidade de discutir a respeito”, contou Mariana. O congresso também terá um painel de CEO’s com a participação dos principais líderes da região, dividido entre empresas de celulose e capital aberto, e embalagens.

A Fastmarkets RISI oferece um desconto para quem fizer a inscrição para sua Conferência Virtual Latinoamericana por meio do link.

Confira na íntegra o Talk Tissue Especial – Fastmarkets RISI com Marina Faleiros:

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