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Como a digitalização está transformando o setor de tissue

Automação, IoT e análise de dados vêm redesenhando a gestão fabril, aumentando a produtividade e reduzindo desperdícios nas fábricas de papel tissue

A digitalização deixou de ser uma promessa futura e tornou-se uma realidade que vem moldando a nova era da indústria em diferentes segmentos. No setor de tissue, conhecido por processos contínuos e altamente exigentes, a adoção de tecnologias da Indústria 4.0 tem se mostrado um diferencial competitivo, tanto para fabricantes quanto para convertedoras de papel tissue.

Os avanços vão desde sensores que monitoram variáveis como temperatura e umidade em tempo real, até sistemas de gestão integrados que analisam dados para tomada de decisões estratégicas. A conectividade entre máquinas, pessoas e processos permite não apenas o acompanhamento mais preciso da produção, mas também a antecipação de falhas, o que contribui diretamente para a redução de paradas não programadas e manutenção corretiva. 

“A tecnologia tem desempenhado um papel cada vez mais importante na melhoria da eficiência operacional e na redução de desperdícios. A adoção de soluções como automação, Internet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial (IA) na manufatura é um movimento que vem ganhando força. Essas ferramentas permitem otimizar processos, aumentar a produtividade e reduzir custos, além de aliviar a pressão pela escassez de mão de obra qualificada”, comentou Luciana Dobuchak, conselheira administrativa da IPEL, em uma coluna para o Portal Tissue Online.

Apesar dos benefícios, muitas empresas ainda enfrentam desafios na digitalização que vão desde a resistência cultural até limitações orçamentárias. A jornada digital exige investimento em infraestrutura, treinamento de equipes e, sobretudo, uma mudança de mentalidade para aceitar o erro como parte do processo de aprendizado e inovação. Mais do que uma tendência, a digitalização das operações é uma necessidade para as empresas que buscam se manter competitivas e alinhadas com as demandas do mercado”, acrescentou Dobuchak.

GESTÃO BASEADA EM DADOS 

Com o uso de softwares de análise preditiva e Inteligência Artificial, é possível transformar dados brutos em insights valiosos. Imagine poder prever uma queda de produtividade antes mesmo que ela ocorra ou programar uma manutenção com base em dados de desgaste real, e não apenas por calendário. Em linhas de produção mais avançadas já é possível ver isso na prática. 

Além disso, dashboards personalizados permitem que gestores acompanhem a performance da planta em tempo real, mesmo à distância. Indicadores como eficiência global dos equipamentos (OEE), consumo energético e perdas por refugo tornam-se visíveis e comparáveis, gerando oportunidades contínuas de melhoria. 

CAMINHO SEM VOLTA 

O setor de tissue, como tantos outros, está inserido em um ecossistema global cada vez mais dinâmico e exigente. Quem investe em digitalização não apenas melhora sua eficiência operacional, mas também fortalece sua resiliência e capacidade de adaptação. 

Nesse contexto, o futuro da gestão industrial no setor passa, inevitavelmente, por uma integração de tecnologias digitais, pois não se trata apenas de acompanhar uma tendência, mas de garantir a competitividade e a sustentabilidade do negócio em longo prazo. 

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