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Com classes A e B, bens não duráveis crescem em 2014; Em higiene, foi a vez da fralda e do papel higiênico.

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Após um recuo de 0,4% em 2013, a venda de bens de consumo de compra recorrente cresce em torno de 3,5% em volume no varejo brasileiro em 2014, na comparação com 2013, segundo a Nielsen. A indústria segurou preços no primeiro semestre, o que contribuiu para o desempenho. A pesquisa inclui alimentos, bebidas, produtos de cuidados pessoais e de limpeza.

Em higiene e beleza, foi a vez da fralda e do papel higiênico. E, em limpeza, esponjas, inseticidas e concentrados de limpeza puxaram a alta.

A demanda é sustentada pelas classes A e B. “Em 2013, a classe C estava se endividando, mas ainda comprava bastante, contribuindo proporcionalmente acima do seu tamanho”, diz Priscila Nahas, analista de mercado da Nielsen. Já em 2014, o cenário foi outro. A classe C foi a que mais buscou alternativas para tentar manter o consumo, reduzindo a frequência de compras e os gastos nas lojas menores. As classes A e B, que representam 33% da população, contribuíram para 68% do crescimento da cesta Nielsen até agosto.

O verão mais intenso que o habitual impulsionou categorias de produtos sazonais no início do ano, como sorvetes, protetores solares e cervejas. Por isso, as cestas de alimentos perecíveis e bebidas alcóolicas são as que mais crescem. As classes A e B gastam, geralmente, 30% mais que a média da população. No verão deste ano, as famílias dessas camadas gastaram 45% mais que os brasileiros em geral.

Passado o verão, no entanto, houve uma desaceleração gradual das vendas. Em janeiro, o volume de vendas crescia 7,1%, na comparação anual. No acumulado até agosto, o índice está em 5,2%, e a previsão da Nielsen é que termine o ano em 3,4%, com margem de um ponto percentual para mais ou para menos.

Desanimada com a demanda, a indústria de consumo adiou reajustes de preços, fez ofertas e ações nos pontos de venda desde o segundo semestre de 2013. Essas iniciativas, aliadas às temperaturas mais altas, elevaram as vendas no fim de 2013 e início de 2014. Por conta da Copa do Mundo, parte da indústria continuou segurando preços no primeiro semestre de 2014, mas, a partir de agosto, os reajustes foram aplicados. A partir daí, a desaceleração no volume de vendas foi acentuada e deve continuar.

Segundo Priscila, a tendência é que em 2015 a alta nas vendas seja menor do que 2014 – abaixo de 2%. A intenção de consumo das famílias tem oscilado e perdido força, além disso, a base de comparação de 2014 será relativamente alta. “Mesmo se tivermos um verão intenso, e a indústria voltar a segurar preços, não deveremos ter um crescimento acima de 2%”, diz Priscila.

A Nielsen audita 137 categorias de produtos. A pesquisa é feita em canais como supermercados, hipermercados, bares, mercearias, perfumarias e drogarias e abrange 98% do potencial de consumo no Brasil, segundo a consultoria. No Norte, só entram Belém e Manaus.

A Copa do Mundo beneficiou apenas alguns setores, segundo Priscila. Cervejas, refrigerantes e produtos de carne industrializados responderam por 90% da expansão no período de maio a julho. A cerveja é a categoria de maior peso na cesta da Nielsen.

O cenário de incerteza, desaceleração econômica e de inflação fez com o consumidor planejasse mais a compra e diminuísse a frequência aos pontos de venda. Mas o valor gasto foi maior. Em linha com o que vem sendo observado nos últimos anos, o pequeno varejo é o preferido e deve puxar o crescimento.

A região do Estado de São Paulo, fora a capital, é a que mais cresce. Nordeste e Centro-Oeste são as únicas regiões com expansão tanto em 2013, quanto em 2014. “São regiões ainda em desenvolvimento, com alto investimento do governo e com um aumento de renda superior à média do Brasil”.

No segmento de mercearia doce, o leite condensado e o chocolate foram os produtos que mais cresceram em volume no acumulado do ano até agosto. Na mercearia salgada, o peixe enlatado e o pão foram os protagonistas. O sorvete, a batata congelada e a carne industrializada se destacaram entre os perecíveis. A cerveja, por sua importância, impulsionou as bebidas alcóolicas. Energéticos, sucos prontos e a água de coco foram os que mais cresceram entre os não alcóolicos.

Valor Econômico