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Cenibra prevê a exportação de 1,1 milhão de toneladas

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A Celulose Nipo Brasileira S/A (Cenibra), situada no Leste de Minas Gerais – Belo Oriente, com atuação em 54 municípios no entorno –, passou por uma grande provação ao ficar um mês fechada por conta do acidente da Samarco, em novembro do ano passado. Em operação novamente, a Cenibra tem um custo adicional de R$ 1 milhão por mês para filtrar a água do rio. “Se olhar o rio de cima, é muita lama. Vamos continuar filtrando a água até quando precisar, porque tinha um índice de turbidez da água que era de 100, 120, 150 NTU (unidades de turbidez) e hoje está em 4.000 e já esteve em 50 mil, aí não teve jeito e a fábrica parou”, conta o diretor-presidente da Cenibra, Paulo Brant.

Mercado favorável. Ainda bem que a situação do mercado, para o segmento da Cenibra, está ótima. Segundo indicadores da Fiemg, 7,3% foi a alta no faturamento de celulose e papel no acumulado de 2015 – um dos quatro únicos que subiu, e o segundo maior em expansão, perdendo apenas para o de química.

“Nós não conseguimos atender a demanda, recusamos venda, é um bom problema, não é?”, revela Brant, que tem contratos de um ano. O executivo diz que, se quisesse, poderia fazer contratos de cinco anos. “O ano está bom”, sintetiza o dirigente da terceira maior empresa do país na produção de celulose.

E o dólar ajuda também, e muito. “Fechamos o câmbio quando o dólar sobe e estamos a uma média de R$ 3,90 a R$ 4”, entrega.

O volume exportado foi de 1,1 milhão de toneladas, em 2015, o mesmo previsto para 2016. E o faturamento em 2015 foi de R$ 1,92 bilhão. Mas a capacidade instalada está totalmente esgotada, segundo Brant. E vai ter investimento para aumentá-la? Sim, mas “japonês é cuidadoso, eu já deixei de ficar ansioso. É no ritmo deles”, avisa o executivo.

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O projeto para a expansão está pronto e é para dobrar a capacidade para 2,5 milhões de toneladas. Assim, o investimento necessário é de US$ 2 bilhões (R$ 7 bilhões). “A Cenibra não deve nada hoje, a Cenibra está sem dívidas”, diz.

Com 4.800 funcionários, o projeto de expansão é na própria fábrica em Belo Oriente. “Já tem 40 mil m² para poder expandir”. E o que gasta muito nesse setor é floresta. “Teremos que plantar mais 100 mil hectares de eucaliptos. Atualmente, temos 130 mil hectares plantados. Em média, são 1.200 árvores por hectare. A Cenibra colhe por dia 60 mil árvores”.

Atuação

Fibra. A Cenibra opera com duas linhas de produção de celulose branqueada de fibra curta de eucalipto com produto direcionado ao mercado externo como a Ásia, a Europa e a América do Norte.

otempo.com.br