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Celulose Notícias

Celulose garante emprego e renda em Três Lagoas

A cidade, no interior do Mato Grosso do Sul, que é considerada Capital Mundial da Celulose.

A cidade, no interior do Mato Grosso do Sul, que é considerada Capital Mundial da Celulose.

Pouco mais de um ano da interrupção da construção da fábrica da Petrobras, Três Lagoas deposita suas esperanças agora na expansão de produção de celulose na cidade. Entre o fim deste ano e 2017, apenas duas empresas falam em abrir até 25 mil vagas de emprego. As empresas são a Fibria e a Eldorado. Ambas já produzem celulose na cidade e trabalham na construção de extensões de suas fábricas.

A Fibria é líder mundial em celulose de eucalipto – usado em papéis com acabamento mais suave com papel higiênico e toalhas de papel – e que vive um momento de demanda global aquecida.

As obras da nova fábrica estão em andamento. Na atual, a capacidade de produção é de 1,3 milhão de toneladas. Na segunda será de 1,75 milhões. A Fibria diz que o projeto é uma das maiores obras privadas em curso no país. O investimento previsto é de R$ 8,7 bilhões. “No pico das obras, previsto para ocorrer no fim deste ano, devem estar trabalhando aqui entre 8 mil a 10 mil pessoas”, disse Júlio César Rodrigues da Cunha, diretor de engenharia e projetos da Fibria. “Com certeza será a maior unidade de celulose do mundo.”

A prefeitura diz que entre 2014 e 2018, o município tem um pipeline de investimentos que chegam a R$ 18 bilhões.

Nos últimos anos, a chegada de fábricas da Pepsico, Metalfrio, Emplal (que faz embalagens plásticas para a BR Foods) e Cargill, entre outras, têm ajudado a fazer de Três Lagoas um novo polo industrial. Há menos de 20 anos, era uma cidade que dependia da pecuária.

A Fibria planeja iniciar as operações da nova unidade no fim de 2017, com 3 mil empregos, diretos e indiretos. A empresa prevê que cerca de 70% desse contingente seja da cidade e região e fala em contribuir com quase R$ 15 milhões para a arrecadação do município.

Exatamente no fim de 2017, a concorrente Eldorado espera estar no pico de demanda de mão de obra para seu projeto de expansão. “Durante a fase de construção, estimamos que no fim de 2017, no pico das obras, teremos em torno de 14 a 15 mil pessoas trabalhando”, disse o presidente da Eldorado, José Carlos Grubisich.

Considerando os empregos indiretos que deverão ser criados em Três Lagoas e região, o executivo fala em mais de 40 mil vagas.

A Eldorado fala em investimento da ordem de R$ 8 bilhões na expansão. Mas está ainda em fase de captação de recursos. Se tudo sair como planejado, a fábrica ampliada entrará em operação em 2019, com uma capacidade de produção de celulose que poderá chegar a 4,2 milhões de toneladas. “Isso vai torná-lo o maior complexo de celulose do mundo”, diz Grubisich.

Em Três Lagoas, os dois projetos são esperados como motores de novos negócios e também como alento para a experiência ruim que muitos empresários da cidade tiveram com as obras paradas da usina de fertilizante da Petrobras.

Valor Econômico