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Case do Carinho EcoGreen é tema de debate no Painel Tissue Online

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“Estávamos vendendo uma causa, um estilo de vida”, declarou o diretor industrial da Copapa, Jairo dos Santos, no Painel Tissue Online. Debates também contaram com a presença de parceiros fundamentais no desenvolvimento do Carinho EcoGreen

O último Painel Tissue Online debateu o primeiro papel higiênico com todo o ciclo de vida sustentável do Brasil, o Carinho EcoGreen, produzido pela Copapa (Cia Paduana de Papéis), que fica na cidade de Santo Antônio de Pádua, no noroeste do estado do Rio de Janeiro, e foi fundada em 1960. Neste ano, a empresa comemorou 60 anos em uma grande festa no museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, onde também foi lançado o Carinho EcoGreen.

O projeto do Carinho Eco Green teve um longo desenvolvimento e contou com a participação de grandes parceiros da Copapa. De acordo com Jairo dos Santos, diretor industrial da Copapa, criar o papel foi uma decisão estratégica da empresa, que teve início em 2008, juntamente com a vinda do CEO Fernando Pinheiro. “Iniciou-se um grande trabalho de reformular a Copapa, de a gente tomar novos rumos para a empresa, de se adequar mais ao mercado e às tendências que estavam vindo, rever os processos internos e a melhor forma de se preparar para perpetuar, dentro desse processo pensando já nessa questão da inovação, de que forma que poderíamos estar dentro desse mercado tão competitivo, trabalhando essa questão do tissue e trazendo coisas novas para ele. Na época, ele [Fernando] trouxe um desafio pra gente, no início de 2009, ele disse: ‘Eu queria fazer um produto completamente diferente do que tem no mercado, eu queira trazer algo que fosse diferente mesmo em termos de produto’”, conta.

A partir de então, teve início uma série de pesquisas de mercado até chegar à ideia de criar um produto totalmente ecológico. “A gente viu que, por exemplo, na Europa, já existiam produtos tissue embalados em papel, já existiam produtos tissue com conceitos diferentes, principalmente papel higiênico. A gente foi numa busca inicial, e quisemos fazer um produto que fosse ecológico; dentro desse processo, a gente começou a pesquisar nomes e, no final de 2009, a gente depositou a marca Carinho EcoGreen. Nesse momento, a gente compensou um estudo muito profundo a respeito de que forma nós poderíamos ter um produto que atendesse esses preceitos, nesse meio caminho, a gente entendeu que ter um produto apenas ecológico não era algo que o mercado estava procurando, o produto tinha que ser mais completo do que ser simplesmente ecológico. A gente começou a formular com mais profundidade a questão do ciclo de vida, de entender o impacto de produção do papel higiênico, a cadeia de produção do papel higiênico, e pensar quais são as formas que a gente poderia mudar a maneira que ele é produzido, como a gente interage com a comunidade, com os nossos colaboradores, com os outros parceiros, para fazer algo que seja mais sustentável a todos, mas que seja bom para todo mundo. Foi onde a gente começou uma pesquisa extensa de matérias e uma série enorme de testes, mas também, fez um ponto que foi muito estratégico e que foi o que a gente acredita ser o sucesso desse empreendimento, que foi linkar esse projeto de estratégia corporativa da empresa. A partir do momento que a gente entendeu que a inovação através do Carinho EcoGreen seria o futuro da nossa companhia, a gente passou a colocar em todos os nossos investimentos, todos nossos projetos, os preceitos para atendê-lo”, explica.

Jairo comenta, ainda, que muitas ideias usadas na produção do papel vieram do evento Tissue Summit, realizado pelo Tissue Online, e que a companhia empregou as tendências mais modernas do mercado na fabricação do Carinho EcoGreen. “A gente usou tecnologias que são de mercado, nada foi feito exclusivamente paro o uso no Carinho EcoGreen, a gente pegou o que tinha de melhor no mercado em termos de tecnologia e foi trabalhar em cima disso. Então, eu vejo que inovação também faz uma ponte sobre você usar aquilo que você tem disponível da maneira como aquilo foi projetado. O Carinho EcoGreen foi a gente entender cada etapa do processo, cada componente do papel higiênico e trabalhar formas melhores de alternativas e tecnologias com isso”, pondera.

Dentre as parcerias para esse projeto, destaca-se a Hergen. Vilmar Sasse, coordenador de vendas da empresa, falou de que forma ocorreu essa colaboração. “A história é de longa data, o DNA da Hergen sempre foi de ser parceira dos nossos clientes. A história começou lá em 2007, porque na época, a Copapa já procurava fazer algo diferente, foi quando nós vendemos o formador da máquina 3, foi feita uma engenharia e conseguimos colocar a máquina no lugar da mesa plana em cima dos trilhos e a Copapa também acreditou no potencial de uma empresa nacional, na época, a tecnologia Crescent Former era para poucos no Brasil, porque era uma tecnologia oferecida apenas por grandes companhias e basicamente importada. Parte era fabricada fora do Brasil, parte dentro do Brasil, e a Hergen veio com o propósito de levar essa tecnologia e difundi-la para a grande maioria de fabricantes tissue, com preço justo claro e sempre sendo parceiro dos nossos clientes”, pontua.

Outra contribuição de destaque com o projeto foi a da Fabio Perini, conforme explica o coordenador de vendas da companhia no Brasil, Filippe Dalponte. “A gente tem uma parceria de longa data, coincidentemente o ano que a Copapa entrou no papel higiênico foi o ano que a Perini entrou no Brasil, a Copapa é cliente da Perini desde que ela passou a fazer aquele papel Copapinha, em quatro rolos. A gente foi muito para essa questão tecnológica desde que o senhor Fernando entrou na Copapa, desde 2008, 2010, já estamos com cinco linhas completamente automatizadas, realmente alto padrão de linha que, naquele momento, já estava ficando pronta para esse projeto que a gente está comentando agora, então as compras, em 2012, já foram pensadas para os próximos dez anos”, relata.

Ricardo Toigo, diretor geral da Sertec20 do Brasil, também contou de que forma se deu a participação da empresa nesse projeto. “O bacana de tudo era que a Sertec já vinha no contexto de renovação muito grande de toda linha, para bases sustentáveis e, principalmente, buscando toda uma parte biodegradável. Quando o Jairo nos colocou esse projeto, veio bastante em coincidência com o que nós já estávamos fazendo de lição de casa, mas eu acho que a Copapa conseguiu montar um quebra-cabeça muito fantástico, justamente pegando todas essas parcerias, fazendo com que os parceiros trouxessem as inovações de ponta naquele momento. Então, eu acho que isso que deu essa fusão muito positiva, a nossa lição de casa foi justamente verificar todas as normativas que tínhamos por de trás”, revela, falando que um dos maiores desafios foram as normas e legislações a serem seguidas. “A sacada foi pegar bases que não existiam no mercado, então, eu acho que foi um ajuste fino, conseguimos passar por todas as auditorias internas e externas que a Copapa passou e transferiu isso para cada fornecedor e o resultado foi fantástico”, completa.

Assim como a Sertec, a fabricante de químicos Buckman teve importante papel nas questões regulatórias. “A gente teve uma participação muito grande do time interno da Buckman nessa análise de documentos, legislações, ABNT, etc. Porque a gente tinha todo pacote químico da máquina, então, a gente fez um estudo muito de parte de documentação que foi o pontapé inicial; passada essa primeira etapa de documentação, a gente começou os testes. Então, foram vários testes ao longo de 2019, em etapas, muito bem conduzidas e direcionada em conjunto”, afirma o gerente de vendas da Buckman, Rodrigo Costa.

A Incape também teve participação decisiva no desenvolvimento do primeiro papel com todo o ciclo de vida sustentável do Brasil. “Depois de várias trocas de ideias [com a Copapa], fizemos um teste de pequena escala e, após isso, a gente fez a produção maior para atender essa necessidade que o projeto tinha. Realmente, esse desenvolvimento teve muito sucesso e até hoje a gente faz o fornecimento desse material. Para toda a equipe da Incape, foi um grande prazer estar participando e trabalhando nesse projeto tão incrível que a Copapa tem, que é o Carinho EcoGreen”, ressalta Marli Baade, gerente comercial da empresa.

Todas essas parcerias fizeram com que o produto fosse um sucesso de vendas e superasse as expectativas iniciais, permitindo que a Copapa adentrasse novos mercados. “A gente fez uma pesquisa de branding, sabia onde queria chegar e entendia que queria sair do comum. A gente fez uma ampla pesquisa antes do desenvolvimento dessas embalagens e do conceito do produto, e esse produto nos deu a oportunidade de inclusive entrar e redes que nós não comercializávamos, essas redes abraçaram o projeto também e hoje é um sucesso; a gente está 59% acima do projetado com relação ao volume dos produtos e é um produto rentável. É um produto que, quando a gente foi levar ele no mercado, não levamos como commodity, nós levamos ele como uma inovação, então, a percepção das redes para aquele produto foi diferente do que para os outros. Quando a gente foi apresentar, apresentamos o projeto, não apresentamos o produto, ali nós estávamos vendendo uma causa, um estilo de vida. Então, foi muito bom, é um sucesso, trouxe vários ensinamentos para empresa, a gente tem entrado em redes que não tínhamos nenhum tipo de contato”, conclui Jairo.

Confira na íntegra o Painel Tissue Online sobre o case: Copapa – Carinho EcoGreen:

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