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Brasileiro troca produto premium por marcas de baixo custo no supermercado

As marcas consideradas “alternativas” ou “low-cost” e as marcas próprias dos supermercados vêm ganhando mais preferência no carrinho de compras

As marcas premium costumam disputar a liderança em suas categorias de consumo, no entanto, em 2021, elas começaram a perder espaço nas compras dos brasileiros. Como consequência da inflação alta, queda da renda e desemprego, as marcas consideradas “alternativas” ou “low-cost” e as marcas próprias dos supermercados vêm ganhando mais preferência no carrinho de compras.

A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) identificou uma mudança no hábito de consumo do brasileiro, no comparativo de 2021 com 2020.

Considerando os produtos mais consumidos nos supermercados, a compra do consumidor foi composta por 20,8% de produtos low-cost, 51,9% de marcas consideradas intermediárias e 27,3% de marcas premium durante 2020. Já no ano seguinte, as marcas premium, em geral, perderam 1,8% do seu espaço, enquanto as marcas médias cederam 2,1%. No sentido oposto, as marcas low-cost ampliaram em 8,2% sua presença nos carrinhos.

“A inflação contribuiu para o crescimento das marcas ‘low-cost’. Com isso, a participação dos produtos premium e intermediários perderam espaço. Esse comportamento reforça que os consumidores estão substituindo as marcas”, afirma Márcio Milan, vice-presidente institucional da Abras.

De acordo com Milan, a divisão das marcas varia dentro de cada uma das categorias, mas, de modo geral, as opções mais baratas ganharam espaço no ano passado em relação a 2020 em praticamente todas as categorias. Com valores cerca de 20% mais em conta, as marcas alternativas avançaram sobre as intermediárias e premium em categorias como higiene e limpeza.

“Os supermercados passaram a oferecer marcas que não tinham antes. Com isso, percebemos que um quarto do consumo já foi para marcas alternativas, o que inclui as marcas próprias dos supermercados. Acreditamos que essa tendência continue em 2022, na medida em que o consumidor se identifique com as novas marcas e não a troque mais”, diz Milan.

No segmento de higiene e beleza, houve mudança. As marcas alternativas, que representaram 29,6% das compras da categoria em 2020, passaram a deter uma fatia de 32% no ano passado. Já os produtos intermediários mudaram pouco, passando de 31,8% para 31,4%. Contudo, as marcas mais caras da categoria perderam mais participação, caindo de 38,6% para 36,6%.

Fonte
Investing.com
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