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“A nanocelulose é um caminho sem volta”, diz executiva da Klabin

Silvana Sommer, gerente de P&D Industrial da Klabin, foi uma das participantes do último Painel Tissue Online, que abordou a celulose MFC

A celulose microfibrilada MFC, matéria-prima florestal de origem renovável que pode ser utilizada em diversos segmentos, como a indústria papeleira, foi tema do último Painel Tissue Online. Uma das especialistas participantes do debate foi Silvana Sommer, gerente de P&D Industrial da Klabin.

Na ocasião, Silvana falou sobre a relação entre a nanocelulose e a fabricação do papel, assim como os aspectos tecnológicos e econômicos dessa matéria-prima. “É impossível não ‘casar’, e da própria forma que a gente faz o papel, fazer a nanocelulose. Aqui na Klabin, temos diversos tipos de papéis e celuloses que podem ser utilizadas para este fim. No aspecto econômico, precisamos trabalhar a fibra disponível em determinada unidade, ou qual é o mix mais adequado economicamente falando para aquele tipo de produto; que nível de nanocelulose é preciso para aquele incremento de qualidade ou para aquela aplicação. É preciso fazer um experimental gigantesco, por isso é desafiador. É um produto de altíssimo valor agregado, mas precisa usar de outras tecnologias, outros processos, de pré-tratamento, de formas de aplicação. Trabalhamos muito forte a MFC, acho que é um caminho sem volta, tem muitas oportunidades e é isso que vai trazer o papel cada vez mais como um material do futuro”, destacou.

A especialista aproveitou para mencionar outras aplicações da nanocelulose, usadas dentro da Klabin. “A gente vinha explorando vários ramos da parte de espessantes, sabemos que a microfibrilada tem esse viés de ser bem viscosa, e esse é um desafio também para aplicá-la no papel, mas para outros fins, isso é um benefício. Fizemos um projeto, no ano de 2020, com o Senai, e conseguimos entrar nesse mundo de espessantes para cosméticos; fizemos um álcool em gel espessado por celulose e conseguimos distribuir por toda a comunidade onde a Klabin está. Fizemos 100% de doação, foram mais de oito toneladas deste produto. Tem muita pesquisa ainda que se faz necessária para gente entrar em outros mercados e aplicações, é uma aplicação economicamente muito favorável, que tem muito potencial”, ressaltou.

 

Silvana ainda falou a respeito dos desafios logísticos para a utilização da nanocelulose. “Apostamos muito nos investidores de tecnologia, mas também fazemos nossas parcerias e buscamos soluções para isso. Temos o desafio de escalonar esse processo, hoje fazemos tudo com base em planta-piloto, mas quando nos deparamos com a realidade de uma máquina de LPB (liquid packaging board) com volumes bem interessantes no final de ano no volume de papel, temos um gap de tecnologias a serem desenvolvidas. Acho que o desafio além da logística é também escalonar esses processos existentes, envolver outros pré-tratamentos”, concluiu.

Confira na íntegra o Painel Tissue Online: Celulose MFC:

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