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“A evolução do processo de crepagem não vai parar por aí”, diz executivo da Softys

Marcelo Zenni, diretor de operações da Softys Brasil, participou do Painel Tissue Online que debateu os avanços no processo de crepagem

O primeiro Painel Tissue Online de 2021 abordou as tecnologias e os avanços do processo de crepagem na indústria de tissue. Um dos participantes do debate foi Marcelo Zenni, diretor de operações da Softys Brasil.

O Grupo Softys possui mais de 20 máquinas de tissue na América Latina. Nesse sentido, Zenni explicou de que forma a companhia trata temas como crepagem, yankee, coating, rapadores e lâminas.

“Poucas pessoas têm uma consciência muito profunda do quanto é importante esse ativo chamado yankee – eu diria que é o principal ativo. Eu acredito que, hoje, as indústrias ou companhias estão com a mentalidade mais aberta sobre isso e devem estar trabalhando com mais cuidado, com mais procedimentos etc. Nós temos um comitê formado por pessoas especialistas de todas as regiões da América Latina, chamado Comitê do Yankee, em que é discutido tudo: desde a parte de manutenção, quanto, como e o que estamos utilizando”, contou.

Um exemplo é o uso de químicos para ajudar a proporcionar melhor coating e, assim, melhor qualidade ao papel. “Eu diria que um ponto importante para nós, produtores, é investir em treinamentos dos condutores de máquina de papel. Poucos produtores hoje têm uma noção muito clara de como é que se forma um coating, como é uma adesão; poucos condutores conhecem a mecânica. Não parece, mas tem uma engenharia por traz quando falamos de sistema de crepagem, ação mecânica, térmica, química, que vai te dar o resultado de qualidade e, por outro lado, uma proteção do seu ativo”, ponderou.

Com relação aos principais avanços no processo de crepagem e aos maiores desafios nesse quesito para os papeleiros, Marcelo refletiu. “Hoje, além da mudança que o próprio processo traz para gente, há realmente essa mudança tecnológica – independente da empresa, conheça seu processo, seu equipamento; a evolução não vai parar por aí. Nós, como fabricantes, temos que estar acompanhando essa evolução, lendo, pesquisando, discutindo, fazendo updates de informações, ou seja, passa muito do conhecer que você tem em mãos, a forma como você opera, se o equipamento que você tem hoje é melhorado ou não, se está com uma tecnologia um pouco defasada ou você pensa em melhorar. Enfim: tenha um conhecimento para saber qual é a melhor forma ou onde buscar ajuda para saber operar da melhor forma, ter uma qualidade boa e ter uma confiabilidade de ativo”, concluiu.

Confira na íntegra o Painel Tissue Online: Especialistas debatem tecnologias e avanços no processo de crepagem:

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