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Suzano registra receita de R$ 5 bilhões em Bens de Consumo no terceiro trimestre

Segmento comercializou 299 mil toneladas e alcançou EBITDA ajustado de R$ 803 milhões, com contribuição da Arbex; operações brasileiras avançaram 15% em volume na comparação anual

A Suzano registrou receita líquida de R$ 5,018 bilhões em seu segmento de Bens de Consumo no terceiro trimestre de 2026, crescimento de 600% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho foi impulsionado principalmente pela consolidação da Arbex, joint venture formada com a Kimberly-Clark, cujas operações passaram a integrar os resultados da companhia em 1º de julho deste ano.

No período, o negócio comercializou 299 mil toneladas de produtos, alta de 369% na comparação anual, e alcançou EBITDA ajustado de R$ 803 milhões, avanço de 867%. A geração de caixa operacional totalizou R$ 609 milhões, ante R$ 68 milhões no terceiro trimestre de 2025.

A partir da incorporação da Arbex, a Suzano passou a apresentar Bens de Consumo como um segmento separado em seus relatórios trimestrais, ampliando a transparência sobre o desempenho dessa operação. A companhia detém participação de 51% na joint venture, enquanto a Kimberly-Clark possui os outros 49%. Conforme a estrutura da operação, a Suzano consolida 100% das demonstrações financeiras da empresa.

DESEMPENHO DAS OPERAÇÕES BRASILEIRAS

No mercado brasileiro, as vendas de bens de consumo somaram 71 mil toneladas no terceiro trimestre, correspondentes a 24% do volume total do segmento. O resultado representa crescimento de 9% em relação ao segundo trimestre de 2026 e de 15% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Na comparação trimestral, o avanço foi impulsionado principalmente pelo aumento das vendas de toalhas de papel e papel higiênico. Já na comparação anual, o destaque foi o maior volume comercializado de rolos.

As operações brasileiras registraram EBITDA ajustado de R$ 109 milhões, crescimento de 18% em relação ao segundo trimestre e de 31% na comparação anual. Segundo a companhia, o resultado foi favorecido pelo maior volume de vendas e pela redução do custo caixa dos produtos vendidos por tonelada, parcialmente compensados pelo aumento das despesas comerciais, gerais e administrativas.

VENDAS INTERNACIONAIS E MERCADO DE TISSUE

As vendas internacionais totalizaram 227 mil toneladas no trimestre, representando 76% do volume comercializado pelo segmento. A participação foi impulsionada pela consolidação das operações da Arbex, que possui presença em diferentes mercados.

Nos principais mercados internacionais atendidos pela joint venture, dados da NielsenIQ apontaram estabilidade no volume global de vendas de produtos tissue na comparação anual, enquanto as vendas em valor recuaram aproximadamente 2%, refletindo a pressão sobre preços e mix de produtos.

A América Latina apresentou o melhor desempenho regional, com crescimento de aproximadamente 2% tanto em volume quanto em valor. Já a Europa registrou retração de 2% em volume e de 3% em valor. Na Ásia, ambos os indicadores recuaram cerca de 5%.

Entre as categorias, o papel higiênico manteve volumes globalmente estáveis, enquanto as toalhas de papel apresentaram crescimento de 4% em volume, impulsionado principalmente pela Austrália e pela Ásia.

No Brasil, dados da NielsenIQ para a categoria de papel higiênico, que representa 87% do mercado de tissue para consumo doméstico, indicaram queda de 3% no volume no bimestre julho-agosto de 2026, em relação ao mesmo período de 2025. As vendas em valor, por sua vez, cresceram 2%, acompanhadas de aumento de 4% no preço médio.

Nesse cenário, a Suzano manteve a liderança em vendas em valor no mercado brasileiro de papel higiênico. A companhia também registrou aumento da participação dos produtos de três folhas em seu mix de vendas, acompanhando o movimento de migração dos consumidores para produtos de maior valor agregado.

RENTABILIDADE E GERAÇÃO DE CAIXA

O EBITDA ajustado consolidado do segmento alcançou R$ 803 milhões no terceiro trimestre, dos quais R$ 694 milhões foram provenientes da Arbex e R$ 109 milhões das operações brasileiras de bens de consumo.

A margem EBITDA ajustada ficou em 16%, ante 14% no terceiro trimestre de 2025, considerando a comparação pro forma divulgada pela companhia.

Nessa mesma base comparativa, que considera a contribuição econômica da Arbex nos períodos anteriores para permitir uma análise mais equivalente, a receita líquida recuou 4%, de R$ 5,23 bilhões para R$ 5,02 bilhões, enquanto o EBITDA ajustado avançou 7%, de R$ 747 milhões para R$ 803 milhões.

A geração de caixa operacional atingiu R$ 609 milhões, crescimento de 792% em relação ao terceiro trimestre de 2025 na comparação dos resultados reportados. O indicador por tonelada foi de R$ 2.038, alta de 90% na mesma base comparativa.

Os resultados do período refletem a ampliação da presença da Suzano no mercado de bens de consumo após o início das operações da Arbex, além da evolução das atividades já conduzidas pela companhia no Brasil.

Fonte
Suzano
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Sandra Nascimento

Sandra Nascimento é jornalista, pós-graduada em Comunicação Organizacional e desde 2022 escreve sobre os mercados de papel e celulose.
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