A Essity está promovendo mudanças em sua estrutura de produção de tissue na América Latina. Na Colômbia, a companhia iniciou a transferência gradual de linhas da planta de Medellín para a unidade de Cajicá, em Cundinamarca. No Equador, a operação da fábrica de Babahoyo, anteriormente conhecida como Industrial Papelera Ecuatoriana (Inpaecsa), teria deixado de produzir papel tissue.
Os movimentos ocorrem em operações que fazem parte da estrutura industrial da companhia na região. Segundo o relatório anual de 2025 da Essity, as instalações de Cajicá e Medellín, na Colômbia, tinham capacidades de produção de tissue de 70 mil toneladas e 30 mil toneladas por ano, respectivamente, enquanto a unidade Inpaecsa, no Equador, tinha capacidade de 15 mil toneladas.
TRANSFERÊNCIA NA COLÔMBIA
Na Colômbia, a Essity afirma que a transferência das linhas de Medellín para Cajicá faz parte de uma reconfiguração de sua rede de manufatura. De acordo com a companhia, a medida busca fortalecer a competitividade, melhorar a eficiência operacional e garantir a sustentabilidade do negócio no longo prazo.
O processo ocorre de forma gradual e não representa, segundo a empresa, um encerramento imediato da manufatura em Medellín. Algumas linhas serão transferidas progressivamente para Cajicá, enquanto a Essity mantém suas operações no país para garantir o abastecimento dos produtos e cumprir seus compromissos comerciais.
A mudança vem sendo acompanhada por um conflito trabalhista. Trabalhadores sindicalizados e o Sinaltrafamilia questionam as condições propostas para a transferência de funcionários para Cajicá e afirmam que alguns colaboradores teriam sido pressionados a aceitar a mudança de cidade ou acordos econômicos para encerrar o vínculo com a companhia.
A Essity informou que a maioria dos trabalhadores já chegou a acordos de mútuo consentimento. Alguns colaboradores aceitaram a transferência para Cajicá, enquanto outros permanecerão temporariamente em Medellín durante a transição. A companhia também afirmou que continua negociando com os funcionários que ainda não definiram sua situação.
Segundo a empresa, o processo segue a legislação trabalhista e conta com programas de Assistência ao Empregado, incluindo alternativas de empregabilidade, formação e acompanhamento profissional.
A planta de Medellín tem histórico ligado à marca Familia e produz itens de tissue, como papel higiênico, guardanapos e lenços. A unidade de Cajicá, por sua vez, segue como parte da estrutura produtiva da companhia na Colômbia. A Essity mantém inclusive oportunidades de trabalho relacionadas à manufatura na localidade.
OPERAÇÃO NO EQUADOR
No Equador, a situação é diferente. A unidade de Babahoyo, dedicada à fabricação de produtos tissue, principalmente papel higiênico e guardanapos, teria interrompido suas atividades. A fábrica anteriormente operava como Industrial Papelera Ecuatoriana (Inpaecsa) e esteve vinculada ao Grupo Familia antes da integração dos negócios à Essity.
A paralisação teria sido acompanhada pela movimentação de veículos pesados para a retirada de máquinas do complexo industrial. Até o momento, porém, a Essity não comunicou publicamente as razões para a suspensão das atividades nem confirmou se a medida é temporária ou definitiva. Também não foi informado o destino das instalações e dos equipamentos ou se a produção será transferida para outra unidade.
A situação mantém em aberto o futuro da capacidade produtiva instalada em Babahoyo e os impactos da paralisação sobre a atividade econômica local. A companhia também não esclareceu publicamente, até o momento, quais serão os próximos passos para a operação.
Os dois movimentos representam mudanças distintas na estrutura industrial da Essity na América Latina. Enquanto a operação colombiana passa por uma transferência gradual de capacidade produtiva, o futuro da unidade equatoriana permanece sem definição pública.


















