O mercado brasileiro de tissue atravessa um dos ciclos mais desafiadores das últimas décadas. A pressão sobre margens, o aumento do custo da celulose, energia e logística, além da crescente competitividade de papéis reciclados branqueados com qualidade elevada, exigem uma indústria mais eficiente, estruturada e preparada para decisões estratégicas.
Segundo Marli Dias, diretora geral da Anin Papéis Especiais, este é um momento de maturidade para o setor. “O mercado não permite mais decisões reativas. A indústria precisa ser técnica, estruturada e estrategicamente posicionada. Eficiência deixou de ser diferencial e tornou-se obrigação”, afirmou.
Com mais de 20 anos de atuação, o grupo construiu sua trajetória com disciplina industrial, crescimento sustentável e visão de longo prazo. Atualmente, a companhia opera quatro unidades de fabricação e conversão, com presença estratégica nos estados de São Paulo e Espírito Santo, além de estrutura geográfica e fiscal planejada em três estados. São mais de 60 mil m² de área construída, capacidade produtiva superior a 4 mil toneladas por mês e mais de 600 colaboradores diretos.

Para Marli, o posicionamento geográfico é parte central da estratégia competitiva da empresa. “Estar em São Paulo, maior mercado consumidor do país, e no Espírito Santo, com eficiência logística e competitividade fiscal, não é coincidência. É planejamento industrial”, destaca.
Além da expansão operacional, a Anin iniciou um novo ciclo de transformação. “Estamos estruturando a companhia para um novo nível de governança e performance. Implantamos um modelo focado em modernização industrial, padronização de processos e planejamento de longo prazo”, revelou Marli.
O movimento contempla modernização e padronização de processos, estruturação de diretoria e gerências técnicas, implantação de área dedicada a projetos e engenharia, planejamento de manutenção preventiva e preditiva de longo prazo e gestão baseada em indicadores de performance.
Ainda de acordo com a executiva, o futuro do setor será determinado pela capacidade de combinar escala, eficiência operacional e governança profissional. “O consumidor mudou. O varejo evoluiu. A indústria precisa acompanhar esse movimento com organização, tecnologia e visão estratégica”, destaca Marli.
A companhia afirma que seguirá investindo, fortalecendo parcerias e aprimorando sua operação para competir com responsabilidade, disciplina e sustentabilidade. “O mercado é desafiador – e é exatamente isso que nos impulsiona a crescer”, conclui a diretora geral.
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