Financiamento público e privado pode contribuir para a transição climática, diz diretor da Klabin
Na COP26, Cristiano Teixeira defendeu que as instituições financeiras desenvolvam mecanismos de incentivo econômico mais verdes
Na COP26 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), o diretor-geral da Klabin, Cristiano Teixeira, alertou para a importância do financiamento público e privado para que economias emergentes e em desenvolvimento contribuam para o movimento de transição climática. O executivo participou do painel “Delivering Finance for Developing and Emerging Markets”, parte da programação oficial.
De acordo com Teixeira, é preciso observar de que forma as instituições financeiras precificarão os riscos e o impacto da inflação nos negócios, “no momento em que for possível desenvolver mecanismos de incentivo econômico mais verdes, para garantir que os mercados emergentes tenham condições de financiar o combate e a mitigação das mudanças climáticas”.
“Na Klabin, por exemplo, usamos a biomassa como principal fonte energética. É preciso buscar formas de que pequenos e médios empresários e os empreendedores também migrem para esta nova realidade”, declarou, ressaltando que grandes empresas já têm acesso a esses instrumentos.
O debate ocorreu durante o “dia das finanças” e foi mediada pelo economista, escritor e ex-presidente do Banco Central da Inglaterra, Mark Carney.
Teixeira permanecerá em Glasgow até o fim da conferência. Francisco Razzolini, diretor de tecnologia industrial, inovação, sustentabilidade e projetos da Klabin, também participa do evento.












