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Voith Paper vê mercado de tissue otimista para 2019 no Brasil

A avaliação é que, após a definição do novo presidente da República, empresas do setor que adiaram investimentos por causa da incerteza política voltarão a seus projetos e devem retomar planos de modernização e expansão, encorajadas também pela perspectiva de crescimento econômico.

Hjalmar Fugmann, presidente: Definição eleitoral pode dar a largada em investimentos em máquinas de papel no país

Uma das maiores fornecedoras de equipamentos e soluções para a indústria papeleira global, a Voith Paper está otimista quanto ao cenário pós-eleitoral no Brasil. A avaliação é que, após a definição do novo presidente da República, empresas do setor que adiaram investimentos por causa da incerteza política voltarão a seus projetos e devem retomar planos de modernização e expansão, encorajadas também pela perspectiva de crescimento econômico.

Para o presidente da divisão Paper do grupo alemão na América do Sul, Hjalmar Fugmann, tanto o nome de Jair Bolsonaro (PSL), que lidera as pesquisas de intenção de voto, quanto o do petista Fernando Haddad já estão “precificados”. Assim, em um cenário que considera expansão do Produto Interno Bruto (PIB) e demanda em alta de papéis no mercado externo, falta apenas a certeza sobre quem será o futuro presidente para que novos projetos sejam anunciados.

“O mercado procura informação para trazer o futuro a valor presente e tomar decisões. Cada candidato traz uma perspectiva diferente. Acredito que a simples definição já deve ser suficiente”, disse o executivo ao Valor. Diante disso, e do forte desempenho dos mercados internacionais de papéis para embalagens, a expectativa para o ano fiscal 2018/2019, que começou em 1º de outubro, é positiva. Projetos de novas máquinas de papel voltados à exportação e modernização de equipamentos, para fazer frente ao aumento de custos nos últimos anos – os preços da celulose subiram cerca de 40% somente em 2017 e o dólar valorizado elevou os gastos em real com a matéria-prima -, podem impulsionar os negócios na região, acrescentou Fugmann. “Quando conversamos com os clientes, vemos o desejo de investir em 2019”.

Nos dois últimos exercícios, o desenvolvimento de projetos e fornecimento de máquinas para mercados no exterior tiveram participação relevante nos negócios da Voith Paper no Brasil. No mercado doméstico, que reduziu o ritmo de investimentos na esteira da crise econômica e da nova onda de consolidação da indústria, uma das poucas exceções foram as duas máquinas de papel para fins sanitários (tissue) da Suzano Papel e Celulose, construídas pela empresa alemã.

Por outro lado, a melhora das economias europeia e americana elevou a demanda por papel – sobretudo de embalagens e tissue – nesses mercados, a indústria voltou a investir e a operação brasileira participou de mais projetos no exterior. No ano passado, a receita líquida da Voith Paper no Brasil cresceu 16,4%, para R$ 532 milhões, segundo anuário da revista Exame. Hoje, em carteira, a empresa tem pedidos de máquinas que serão instaladas nos Estados Unidos e México e é responsável pelo maior cilindro secador do mundo, encomendado por uma papeleira na Alemanha.

Globalmente, o último ano fiscal foi “excepcional” para a Voith Paper, conta o executivo. O grupo alemão, que deve divulgar os resultados do ano fiscal nas próximas semanas, encerrou o período com recorde de vendas de novas máquinas e colocou em risco a posição de liderança da Valmet, sua principal concorrente no segmento de papel, em novas máquinas. No ano fiscal 2016/2017, as vendas do grupo Voith, que completou 150 anos, totalizaram 4,3 bilhões de euros, enquanto as ordens cresceram 6%, a 4,4 bilhões de euros.

Há dois anos no grupo, Fugmann assumiu há pouco mais de um ano a presidência da Paper na América do Sul com a intenção declarada de cacifar a empresa como parceria tecnológica de seus clientes, com foco em inovação. Para tanto, incorporou ao portfólio soluções da indústria 4.0, uma delas já instalada em um cliente brasileiro – a primeira experiência na indústria de papel na América do Sul e uma das primeiras no mundo -, e passou a estimular uma nova abordagem, aproximando a empresa de startups e da área de pesquisa e desenvolvimento das próprias papeleiras. “O setor tem interesse em ser pioneiro e estamos olhando o que o cliente dos nossos clientes querem para conseguir atendê-los”, afirmou.

Uma mostra das novas soluções da Voith, incluindo realidade virtual, estará disponível no congresso da Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP), em São Paulo, na semana que vem.

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