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Voith Paper ainda aposta no avanço do tissue no Brasil

Fornecedora é uma das principais no setor e vê oportunidade de negócios para papel sanitário, apesar da crise

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Os investimentos das fabricantes brasileiras de papel tissue é uma das maiores apostas da Voith Paper para continuar crescendo no País.

A alta nas vendas da companhia para o setor, entretanto, continua dependente da melhora da economia interna. “O Brasil tem consumo per capita muito baixo de tissue e há oportunidades para expansão do consumo, porque depois que esse produto entra na cesta básica da família, ele não sai mais”, disse o presidente da Voith Paper América do Sul, Flávio Silva.

Segundo ele, os aportes da indústria em tissue se mantiveram no País, apesar da desaceleração econômica, diferente do observado em outros segmentos.

“Não existem investimentos no volume que desejamos para outros tipos de papel, como gráficos e papéis de embalagem de maneira geral.Mas existem prospecções para o futuro”, comentou.

Silva contou que a Voith tem dois projetos de máquinas para a Suzano em andamento. “A Suzano vai colocar a máquina de tissue próxima às fábricas de produção de celulose nas regiões Norte e Nordeste e, com isso, é esperada uma vantagem competitiva frente aos demais fabricantes no Brasil”, comentou.

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A situação macroeconômica, afirmou ele, tem sido a principal justificativa dosclientes da Voith para postergar ou deixar de fazer novos aportes na produção. “Os juros que temos no mercado interno são altos, o que exige retorno de investimento bastante elevado para que se compense os custos de um projeto”, citou.

A companhia, que também atende a indústria de celulose, começou a ver os fabricantes de tissue migrando do uso de aparas (papel reciclado) para fibra virgem (celulose).

O movimento é atribuído à falta crescente de aparas brancas, oriundas de papéis de imprimir e escrever, usadas para produzir papel tissue.

“O Brasil tem vantagem competitiva na produção da celulose, então o custo de matéria-prima virgem para os fabricantes de papel é vantajoso, mas essas indústrias precisam encontrar o equilíbrio, já que muitas ainda usam aparas na produção de tissue”, destacou.

Longo prazo

No longo prazo, a entrada de papéis tissue com qualidade superior às linhas de folha dupla comercializadas hoje, no País, deve incrementar os negócios da Voith Paper, de acordo com o executivo.

“O papel de folha dupla já é o carro-chefe de muitas companhias e o consumidor vai sempre buscar por produtos de maior qualidade.”

Silva conta que algumas fabricantes já estão importando versões de papéis de maior valor para testar a receptividade do produto no mercado local.

www.dci.com.br