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Vendas da Kimberly-Clark na América Latina crescem um dígito

As vendas orgânicas da Kimberly-Clark, fabricante americana de produtos feitos de papel, informou que as vendas orgânicas na América Latina cresceram um dígito médio em 2018. O resultado do mercado brasileiro não foi detalhado no balanço.

Em outras regiões emergentes, a dona de marcas como Huggies, Neve, Plenitud e Scott, obteve avanço de dois dígitos na Europa Oriental e no Sudeste da Ásia. Na China, a companhia registrou queda nas vendas.

Na divisão de cuidados pessoais, os produtos dos produtos foram elevados, principalmente, na América Latina, Oriente Médio, Leste da Europa e África, mas parcialmente compensados por reduções nos valores no mercado chinês.

A expectativa da gigante de consumo é de que o ambiente de negócios continuará desafiador em 2019, porém, melhor do que no ano passado. A previsão é de que as vendas totais registrem declínio de 1% a 2%, mas em termos orgânicos, que desconsideram variação na taxa de câmbio, aquisições e desinvestimentos, devem expandir 2%.

Durante teleconferência com investidores, os executivos da Kimberly-Clark apresentaram o plano estratégico para 2022, quando completará 150 anos. O presidente Mike Hsu mencionou a meta de aumentar o portfólio com as marcas icônicas e aumentar a disciplina financeira. Outra ambição é elevar as vendas totais e orgânicas entre 1% e 3% anualmente.

A fabricante também quer acelerar a expansão nos mercados em desenvolvimento, com ênfase nas divisões de cuidados pessoais e na K-C Professional. As vendas da companhia nessas regiões representaram 19% do total no ano passado. A América Latina, China e Europa Oriental estão entre as prioridades.

Entre os objetivos nos próximos três anos está a avaliação de fusões e aquisições para “melhorar o portfólio”. Não está descartada a entrada em novas categorias, mas a prioridade é para as áreas em que a Kimberly-Clark atua. Essas transações não deverão ter valores significativos, mas deverão colaborar para acelerar os negócios.

Resultados

No quarto trimestre de 2018, a multinacional americana reportou um lucro líquido de US$ 411 milhões, queda de 33,4% em relação ao mesmo período de 2017. As vendas recuaram 0,7%, passando de US$ 4,603 bilhões para US$ 4,569 bilhões.

Hsu comentou que o ambiente macroeconômico no período foi desafiador, resultando em queda nas margens e refletindo uma significante redução da inflação de commodity e forte volatilidade cambial. Além disso, os custos de produção cresceram.

Às 14h50, as ações da fabricante registravam queda de 3,02%, cotadas a US$ 111,73.

Fonte: Valor Econômico

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