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Valmet vê novo ciclo de projetos em celulose e papel

Principal fornecedora de máquinas de cartão e de papel para fins sanitários (tissue) no mundo, a Valmet antevê um novo ciclo de projetos da indústria de celulose e papel. Escolhida em outubro como uma das grandes provedoras de equipamentos e serviços do Mapa, o maior programa de investimentos na história da chilena Arauco, a companhia finlandesa também viu os negócios crescerem no mercado brasileiro em 2018, embalados principalmente por novos contratos na área de serviços e projetos de médio porte.

Tacla, presidente, vai inaugurar um centro de alta tecnologia em Araucária (PR)

“O pipeline é bastante promissor”, disse ao Valor o presidente da Valmet para a América do Sul, Celso Tacla. Para a Arauco, que investirá US$ 2,35 bilhões para modernizar e ampliar a produção de celulose na fábrica que leva o nome da empresa, a Valmet fornecerá importante conjunto de tecnologias, que inclui secagem e enfardamento da celulose e caldeiras de recuperação e de biomassa.

O valor do contrato não foi revelado, mas projetos com esse escopo são avaliados pelo mercado entre EUR 250 milhões e EUR 300 milhões. Esse é o maior projeto na carteira da Valmet neste momento e abre o novo ciclo de investimentos relevantes do setor, na avaliação de Tacla.

O pedido seria incluído nas ordens de compra do quarto trimestre. Para 2018, a Valmet já havia sinalizado a expectativa de vendas líquidas globais acima dos EUR 3,06 bilhões registrados em 2017. A companhia não informa em quais concorrências está ou estará presente, mas há alguns projetos de grande porte já anunciados para os próximos anos no Brasil, entre os quais o de expansão da Klabin e da WestRock e a joint venture entre Duratex e Lenzing em celulose solúvel.

Nos últimos três anos, comentou Tacla, não houve um número relevante de projetos de grandes fábricas e o que manteve a operação rentável na região foram os contratos na área de serviços, além de projetos de modernização e performance.


Neste momento, a companhia está fornecendo três máquinas de tissue, uma delas para a fábrica da CMPC em Zarate, na Argentina. Há uma entrega prevista para o Brasil, mas o nome do cliente é preservado por acordo de confidencialidade.

A máquina de Zarate, disse Tacla, foi desenhada para permitir o menor consumo possível de energia e será a primeira na América do Sul equipada com a tecnologia desenvolvida pela companhia finlandesa que possibilita a recuperação de cerca de metade da energia consumida.

A Valmet tem avançado na área da indústria 4.0, que, na prática, já vinha sendo incorporada às tecnologias da companhia antes de ganhar o destaque atual. Mas a visão interna é a de que a internet das coisas tem mais aplicação para conectar pessoas do que permitir que máquinas e equipamentos façam autogestão.

Assim, uma das grandes apostas nesse terreno são os centros de alta tecnologia que estabelecem conexões remotas com fábricas de celulose e papel e especialistas da empresa. Um desses centros será inaugurado em Araucária (PR), onde fica a sede da Valmet na América do Sul. Por meio desses centros, é possível acompanhar as operações de clientes em tempo integral.

Fonte: Valor Econômico

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