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Unidade de tissue da Suzano tem curva de aprendizagem conforme o planejado

Plantas de Mucuri-BA e Imperatriz-MA contam com tecnologia de ponta para entregar um portfólio variado e de alta qualidade

Marcelo Zenni, gerente executivo industrial da Unidade de Bens de Consumo da Suzano, relata que o primeiro startup de tissue da companhia contou com a participação de uma equipe multidisciplinar, que reuniu profissionais de todas as empresas envolvidas no projeto e o time técnico e operacional da máquina. “O aprendizado do startup de Mucuri facilitou o planejamento para o início das operações de Imperatriz, já que trabalhamos praticamente com a mesma equipe para ambos”, conta ele sobre os projetos que mobilizaram cerca de 1.200 pessoas, somando as equipes da Suzano ao apoio das equipes da Voith, nas linhas de tissue, e da Fabio Perini, com as máquinas de conversão, bem como as demais prestadoras de serviços de obras civis, instrumentação, insumos operacionais e outros.

Ainda de acordo com Zenni, as duas unidades produtivas vêm mostrando uma boa evolução baseada na curva de aprendizagem originalmente projetada, tanto na produção de semiacabados (bobinas), quanto ao produto final destinado aos nossos clientes e consumidores. “A produção em ambas as fábricas está dentro do esperado em nível de produção, e também estamos com uma boa ocupação de ativos”, afirma.

Nesse processo de crescimento da produção, com foco na curva de aprendizagem, grandes desafios estão sendo vencidos, revela Zenni. Entre eles, estão a aceleração na absorção de conceitos fundamentais para uma garantia de alta qualidade, a agilidade dos times na discussão e ações para soluções de problemas que ocorrem a cada fase de aumento de velocidade das máquinas, a estabilidade de processos e a inter-relação com os processos produtivos das fábricas de celulose, haja vista o compartilhamento da área de utilidades e de fibra virgem.

Como desafios já superados, Zenni também cita a adaptação da equipe técnica em função do alto nível de automação das máquinas, novas tecnologias e utilização de celulose never dry, diz ele a respeito de um diferencial da Suzano na fabricação de tissue: a eliminação da etapa de secagem da celulose. O fato de a operação ser integrada, com a celulose sendo bombeada a partir da linha de produção, é algo inédito no Brasil e também confere ganhos expressivos em termos de consumo de vapor e energia. “Essa característica nos permite ter as únicas fábricas autossuficientes em energia do País, uma vez que o próprio complexo fabril gera energia suficiente para abastecer a fábrica de tissue, além de outros insumos como água”, pontua Zenni.

Na prática, a produção de papel tissue nas unidades de Mucuri e Imperatriz tem início com o bombeamento de celulose para o tanque de recepção. “A partir daí, segue para os refinadores, cuja função é conferir resistência ao papel. Na sequência, o processo continua para a fase de diluição e sistema de depuração, por meio de separadores centrífugos. Na etapa seguinte, passa pela bomba de mistura, que injeta a solução de massa e água na caixa de entrada, equipamento onde se inicia a formação da folha de papel. Em seguida, o produto passa por sistema de secagem através de pressão mecânica (prensa), a vácuo e secagem por meio de ar quente e vapor e, finalmente, vai para o sistema de rebobinamento do papel. Neste momento, tem-se bobinas, rolos de papel de grande dimensão, como produto final”, detalha Zenni.

Ele acrescenta que, ao longo do processo de fabricação, alguns químicos são adicionados para controle de pH, correção da cor do papel, resistência em úmido e seco e para promover película protetora no cilindro secador. “Estes aditivos incluem resina para resistência em úmido, anilinas, agente release, mono amônio fosfato, enzima e outros.”

Na última etapa do processo (conversão), informa Zenni, as bobinas são convertidas em rolos de papel higiênico. As etapas desse processo incluem desbobinamento, gravação do papel por meio de rolos de aço e borracha, sistema de picote da folha, rebobinamento do papel, corte, embalagem dos rolos em diferentes formas de apresentação e, finalmente, enfardamento dos pacotes para facilitar o transporte do produto até o cliente final.

Entre os demais diferenciais tecnológicos das novas plantas industriais da Suzano, destaca-se a capacidade de formação das folhas de papel das máquinas instaladas em Mucuri e Imperatriz. “Elas entregam uma formação da folha excepcional, ao mesmo tempo em que conferem uma maciez superior, aspectos fundamentais para competir no mercado de maior qualidade com custos competitivos”, define Zenni a respeito das vantagens competitivas dos equipamentos adotados. Monitorados online, os controles específicos e controle de custos somam mais diferenciais importantes aos projetos de tissue da Suzano.

Já na etapa de conversão, a tecnologia de ponta de rebobinamento leva à fabricação de um produto superior à média de mercado. “A integridade do papel é garantida desde o início até o final do rolo, a selagem do rabicho é realizada por pressão mecânica (evitando assim o inconveniente de selagem de rabicho através de cola, bem como eventual desperdício) e o sistema de gofragem foi concebido para que a maciez do papel seja a mesma em ambos os lados da folha”, ressalta Zenni.

A Facepa possui um parque industrial com máquinas de tissue mais antigas, porém possui linhas de conversão em Fortaleza com tecnologia atual. De acordo com o gerente executivo industrial da Unidade de Bens de Consumo da Suzano, estão previstos investimentos no sentido de aumentar a eficiência e o rendimento das máquinas já instaladas.

O fornecimento de celulose seca às fábricas da Facepa é feito pela fábrica de Imperatriz. “Recentemente, também iniciou-se o fornecimento de bobinas jumbo de tissue para alimentar as fábricas da Facepa e incrementar assim o volume de produtos acabados convertidos nessas unidades”, contextualiza Zenni.

Fonte: Revista O Papel

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