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Transparência e criatividade são fundamentais para superar desafios, diz diretor da Mili

De acordo com Daniel Signori, o setor de tissue enfrentou dificuldades no início deste ano, como a alta e a escassez dos insumos, que colocam toda a cadeia produtiva em alerta

Além da alta nos insumos para fabricação, o segmento de tissue enfrentou uma baixa no consumo durante o primeiro semestre deste ano. O cenário ocorreu após um pico na demanda em março de 2020, provocado por uma ameaça de desabastecimento com as restrições da pandemia do coronavírus. “Felizmente, nós sempre fomos um segmento que investiu bastante em tecnologia, tanto no momento de fabricar, quanto no momento de distribuir”, disse o diretor técnico da Mili, Daniel Signori, durante o Talk Tissue – Especial Fabricantes.

Passado este “boom”, sem um crescimento populacional, o consumo de tissue per capita se mantém normal. Porém, mesmo após mais um ano de pandemia, a cadeia produtiva permanece em alerta por conta da escassez e dos altos custos de matérias-primas. “Os grandes varejistas, que detêm um percentual significativo do mercado, tiveram que aprender, assim como nós [fabricantes], a ser cuidadosos e cautelosos em relação ao que têm em casa e ficar ligados sobre onde está o consumo para poder então fazer o seu estoque”, afirma Daniel.

Com a alta veloz da celulose, Daniel acredita que as negociações ficaram mais duras. “A percepção de que a celulose é apenas um dos itens tem que considerar que ela representa 50% do nosso produto final, 45% do guardanapo, no campo das embalagens de 35% a 40%. Nós tivemos que trabalhar para sermos ainda mais eficientes em algo que já estava bastante regulado”, avalia.

“Olhando para os últimos quatro anos com relação, principalmente, à qualidade do papel higiênico e ao valor oferecido ao mercado por rolo, independentemente da marca, estamos notando que fizemos uma entrega de boa qualidade versus retorno financeiro muito baixo”, pondera. De acordo com o diretor, uma indústria saudável contribui para a manutenção de empregos e perpetuidade da empresa.

O executivo também ressaltou a importância da transparência dentro do segmento. “Na verdade, o que temos que fazer é colocar a planilha aberta, mostrar as nossas dores, porque sabemos que não é o momento de ganhar margem, não se trata disso, e sim, repassar exatamente os problemas com os quais estamos convivendo todos os dias, todos os meses”, explica.

Diante dos desafios, Signori garante que a criatividade tem sido essencial para atravessar o atual momento. “Nós temos que ser criativos, temos que mostrar as nossas dores e, principalmente, contar com a empatia dos varejistas e dos consumidores, pois nós suportamos todo tipo de pico, tanto de aumento de consumo quanto de retração”.

Confira na íntegra o Talk Tissue – Especial Fabricantes:

 

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