Tractian lança sensor que une vibração e ultrassom para detectar falhas antes dos primeiros sinais
Desenvolvido e validado no Tractian AI Center, o Smart Trac UG2 é o primeiro sensor de monitoramento contínuo da empresa com canal ultrassônico de alta precisão
A Tractian lançará, no fim de março, o Smart Trac UG2, a nova geração do seu sensor de monitoramento de condição de ativos industriais. O principal avanço é a integração de um canal ultrassônico, uma tecnologia que expande o padrão de detecção precoce de falhas no Brasil e posiciona a Tractian como a primeira empresa a viabilizar o monitoramento contínuo por ultrassom em escala industrial no país.
Na indústria de tissue, onde as linhas operam em regime contínuo e cada hora de máquina parada compromete milhares de toneladas de produto acabado, a detecção precoce de falhas em ativos rotativos é uma vantagem competitiva direta.
O produto foi desenvolvido para atacar a principal causa de falhas em equipamentos rotativos: problemas de lubrificação, responsáveis por 80% das quebras. O ultrassom captura o sinal antes mesmo da degradação verificável pela vibração: quando ainda há tempo para uma intervenção simples.
“É a diferença entre sentir o cheiro de fumaça e ver o incêndio. Quando você vê o incêndio, as suas opções já são bem mais limitadas”, diz Igor Marinelli, cofundador e CEO da Tractian.
No Brasil, o monitoramento por ultrassom ainda é feito, quando feito, com coletores manuais e inspeções periódicas – um processo que não acompanha o ritmo de degradação real dos ativos e depende de uma equipe de manutenção que, na maior parte das plantas, está cada vez menor.
O Smart Trac UG2 torna esse monitoramento automático e contínuo, sem aumentar a carga de trabalho do time.
TECNOLOGIA DESENVOLVIDA E DESTRUÍDA INTERNAMENTE
O Smart Trac UG2 foi projetado, testado e validado no Tractian AI Center, o centro de pesquisa e desenvolvimento da empresa em São Paulo, com 10.000 m² e R$ 60 milhões de investimento.
É lá que os engenheiros da Tractian forçam equipamentos a falhar de todas as formas possíveis – sub-lubrificação, sobrecarga, desgaste acelerado – para garantir que a tecnologia funcione no mundo real antes de chegar a qualquer planta industrial.
Poucas empresas no planeta fazem isso com o próprio hardware. A Tesla é uma delas. A Tractian é outra.
Além do canal ultrassônico, o sensor incorpora magnetômetro embutido para medição de rotação e desbalanceamento em máquinas de velocidade variável. A Inteligência Artificial da Tractian detecta todos os modos de falha via redes neurais. A instalação é feita por NFC, sem cabos, em segundos. A bateria dura de três a cinco anos.
RESULTADOS EM CAMPO
A IPEL, uma das maiores fabricantes brasileiras de papel higiênico, papel toalha e guardanapos, com produção superior a 7 mil toneladas mensais, implementou o monitoramento online da Tractian e obteve resultados expressivos já nos primeiros sete meses.
A inteligência artificial identificou anomalias em uma caixa redutora crítica, correlacionando o padrão de vibração ao início de deficiência de lubrificação, e a equipe técnica atuou antes que o desgaste evoluísse para falha funcional. No total, a empresa evitou 180 horas de parada e mais de R$ 500 mil em custos de manutenção corretiva.
“Passamos a ter uma visão muito mais clara do comportamento dos equipamentos e conseguimos agir antes que o problema aconteça”, afirma Vinicius Morandi, gerente de Manutenção da IPEL.
SOBRE A TRACTIAN
Fundada em 2019 por Igor Marinelli, Gabriel Lima e Leonardo Vieira, a Tractian desenvolve sensores industriais, software e inteligência artificial para monitoramento de condição e gestão de ativos. Seus sensores monitoram a saúde de máquinas em tempo real e alertam equipes de manutenção antes que pequenos desvios se tornem paradas de produção. Com sedes no Brasil, México e Estados Unidos, a empresa atende mais de 1.500 indústrias e foi reconhecida pela Forbes AI 50 como uma das líderes globais em IA aplicada ao setor industrial.


















