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The Navigator Company tem lucro 24% maior no primeiro semestre

A empresa de celulose de Pedro Queiroz Pereira ganhou 119 milhões de euros entre janeiro e junho, com a subida de preços a compensar a redução no volume de produção

O resultado líquido da Navigator cresceu 24% no primeiro semestre do ano, atingindo os 119,4 milhões de euros, segundo os resultados comunicados à Comissão de Mercados de Valores Mobiliários (CMVM).

Segundo os dados da companhia, divulgados hoje, o EBITDA (resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) cresceu 14% para 226 milhões de euros e o volume de negócios da Navigator totalizou 817 milhões de euros, 0,5% acima do semestre homólogo.

De acordo com a mesma informação, a evolução positiva dos preços permitiu compensar a perda de volume disponível para venda devido às paragens de manutenção prolongadas nas fábricas.

O endividamento líquido da empresa subiu para 740 milhões de euros após o pagamento de 200 milhões de dividendos no passado mês de Junho e o valor de investimento cresceu para 77 milhões com o desenvolvimento dos novos projetos em curso em Cacia (Tissue) e na Figueira da Foz (Pasta).

A Navigator Company registou no primeiro semestre deste ano um volume de negócios de 817 milhões, o que representa um ligeiro aumento em relação ao primeiro semestre de 2017. Com vendas de 604 milhões, o segmento de papel representou 74% do volume de negócios, a energia 10% (84 milhões), a celulose cerca de 9% (73 milhões) e o negócio de tissue 5% (40 milhões).

O primeiro semestre deste ano ficou marcado pela evolução favorável dos preços do papel UWF, pasta BEKP e Tissue e pelos menores volumes disponíveis para venda devido essencialmente às paragens de produção ocorridas ao longo do período, que não se verificaram no semestre homólogo.

Paragem na fábrica de Setúbal condicionou

No negócio de celulose, além da paragem de manutenção ocorrida na fábrica de Setúbal no primeiro trimestre, ocorreu, já em Abril, uma paragem na fábrica da Figueira da Foz para manutenção, que se prologou para permitir a conclusão do projeto de aumento de capacidade instalada em curso.

“O elevado número de dias de paragem, assim como a necessidade de constituição de estoques nos meses anteriores, condicionaram fortemente a disponibilidade de celulose para venda no Grupo durante este semestre”, recorda a empresa.

Deste modo, as vendas da Navigator situaram-se em 114 mil toneladas, 37,5% abaixo do volume registado no 1.º semestre de 2018. A diminuição do volume foi parcialmente compensada pelo aumento do preço de venda, pelo que as vendas em valor refletem uma redução de 21%, para cerca de 73 milhões.

No negócio do papel, as vendas de UWF totalizaram 756 mil toneladas, situando-se 2% abaixo do semestre homólogo, “essencialmente devido a desvios na produção que resultaram de algumas paragens não programadas, assim como da necessidade de reconstituição de estoques de forma a assegurar um bom nível de serviço ao cliente”.

Segundo a Navigator, a evolução positiva do preço permitiu compensar a redução nos volumes vendidos, pelo que as vendas em valor cresceram 3,3% para 604 milhões.

Aumento do preço médio do tissue

No negócio de tissue, verificou-se um ajustamento em alta do preço médio de venda face ao período homólogo de 2017 (+7,6%) e o volume de vendas situou-se em 28,5 mil toneladas, crescendo 1,6% acima do volume do semestre homólogo.

“O aumento do preço médio do tissue não foi, no entanto, suficiente para absorver o agravamento nos custos de produção, em particular do preço da pasta (hardwood e softwood) e dos químicos”, explica a empresa, acrescentando: “Em meados de Maio, ocorreu o arranque da primeira linha de transformação da nova fábrica de Cacia, devendo a linha de produção de bobines iniciar a sua produção durante o mês de Agosto”.

No negócio de energia verificou-se uma recuperação no 2.º trimestre no valor das vendas de energia eléctrica, o que conduziu no total do semestre a um ligeiro aumento de 0,2%, face ao 1.º semestre do ano anterior (84,3 milhões).

A produção bruta total de energia eléctrica no final do primeiro semestre de 2018 registou uma redução de 2,5% face ao período homólogo, que resultou sobretudo das paragens programadas das fábricas de pasta, tendo no entanto atingido o valor de 1,09 Twh.

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