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Tecnologia em ácido sulfúrico equilibra produção e economiza recursos em plantas de celulose

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Solução desenvolvida pela Valmet na Finlândia melhora balanço de sódio e enxofre, o que pode gerar economia de US$ 8 a 10 milhões por ano em plantas de grande capacidade

A Valmet apresentou ao mercado brasileiro recentemente uma nova tecnologia de produção de ácido sulfúrico. A técnica pioneira, desenvolvida para a fábrica da Metsä Fibre, na Finlândia, apresentou resultados positivos no equilíbrio de sódio e de enxofre na produção de celulose.

Ministrada no último dia 6 de maio pelo engenheiro de produto da Valmet, Lucas Fonseca, o webinar “Tecnologia de Ácido Sulfúrico”, realizado em parceria com a ABTCP, trouxe dados importantes e reveladores para o mercado de papel e celulose, como uma potencial economia de recursos necessários com o make-up de químicos (NaOH) devido à redução de eliminação de resíduos do processo, além da possibilidade de utilização de ácido sulfúrico gerado internamente na planta em processos como branqueamento, tratamento de cinzas, separação de lignina e ajuste de pH no tratamento de efluentes.

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“Essa solução é uma nova referência global, pois podemos conseguir um equilíbrio muito consistente no balanço químico, gerando grandes economias nos custos de insumos. Por exemplo, em uma planta com capacidade de 2 milhões de toneladas de celulose, a estimativa é que a fábrica poderá obter uma economia de aproximadamente US$ 8 a 10 milhões em um ano”, explica Fonseca.

A utilização de ácido sulfúrico, gerado a partir do enxofre já em circulação na fábrica, é importante pois reduz o enxofre excedente no ciclo químico e diminui a necessidade de purgas, que também eliminam sódio. O processo de fabricação de celulose produz gases não-condensáveis (NCG), que são compostos orgânicos voláteis, ricos em enxofres e que podem se tornar explosivos caso não sejam processados com segurança – o que torna a tecnologia da Valmet sustentável e benéfica ao meio-ambiente. “Ela reduz emissões atmosféricas através do tratamento dos NCGs; reduz geração de efluentes para a água e para o solo, através da redução das purgas, e ainda produz internamente um ácido sulfúrico de qualidade superior ao adquirido no mercado, a uma concentração de cerca de 60 a 70%”, salienta o engenheiro.

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O gerente de vendas da área de recuperação da Valmet, Felippe Rosa, destaca que a tecnologia, que já possui alguns anos de operação na fábrica da Metsä Fibre Äänekoski, já despertou interesse de clientes na América do Sul, e em breve as plantas de ácido sulfúrico a partir de gases não condensáveis devem se tornar populares em outros mercados de celulose prósperos, como o sul-americano. “O fato de existir a referência em operação na fábrica finlandesa e, mais recentemente um pré-acordo para uma segunda planta com o mesmo conceito em outra fábrica do mesmo grupo (Metsä Kemi), torna a discussão com os clientes sul-americanos baseada em fatos e dados e isto deixa ambos, fornecedor de tecnologia e produtor de celulose, mais confortáveis nas tomadas de decisão”, conta Felippe.