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Tecnologia de ponta na Celulose Riograndense

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Foto Rogério Gomes

Uma nova estrutura está chamando a atenção de quem passa pela frente do sítio da Celulose Riograndense: é o Wind Fence, uma grande tela circular de proteção para a pilha de cavacos que serão usados no processo de produção de celulose. Para projetar a estrutura, foi necessário o apoio especial do Laboratório de Aerodinâmica das Construções (LAC) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, que, com o auxílio das mais modernas tecnologias, desenvolveu o protótipo do equipamento e submeteu-o a simulações das condições climáticas da região (vento, chuva, sol, etc.).

Para isto, foi utilizado o túnel de vento, uma tecnologia bastante recente no Brasil e que está se tornando um recurso imprescindível para a construção civil, agregando segurança e inovação às obras. No País, existem apenas três túneis de vento, sendo que o mais requisitado para testes em projetos arquitetônicos e mais completo da América Latina é o da UFRGS. De acordo com o diretor do LAC, professor Acir Mércio Loredo Souza, “O túnel de vento é a ferramenta mais eficaz para detectar e controlar o efeito de fenômenos aerodinâmicos em obras civis”.

A partir dos experimentos, foi possível estabelecer os materiais e as medidas indicadas para que o Wind Fence minimize os impactos que a poeira de madeira poderia causar aos moradores do entorno.

O Gerente de Qualidade e Meio Ambiente da CMPC, Clovis Zimmer, explica: “Tínhamos que descobrir e testar qual a melhor tela a ser utilizada no cercamento da pilha de cavacos para obter um melhor desempenho na contenção do pó, qual a altura deste cercamento, qual a percentagem de cercamento necessário – se total ou parcial – e quais os impactos das obras do projeto Guaíba2 nos arredores da comunidade”.

Após os ensaios, os especialistas da UFRGS e da Celulose Riograndense criaram as soluções para eliminar os riscos de emissão de poeira de madeira. A estocagem de cavacos será feita numa pilha circular de 120m de diâmetro por 28m de altura, dentro do pátio da empresa. A tela de proteção auxiliará na contenção dos materiais particulados produzidos. Além do cercamento total da pilha de cavacos, serão instalados cinco filtros de mangas para captações de pó e canhões de água para abatimento de pó ao redor da estocagem de cavacos. Também serão instalados chuveiros com água nas esteiras de cavacos, formando uma espécie de névoa úmida sobre o material particulado, impedindo a sua dispersão.

Zimmer conta que serão investidos cerca de R$ 20 milhões neste sistema de prevenção de risco: “As conclusões dos estudos da UFRGS foram vitais para a CMPC decidir pela instalação do cercamento total da estocagem de cavacos e por todas as outras medidas de mitigação de impactos. Estamos baseados na melhor alternativa tecnologicamente viável e disponível para não alterar a qualidade do ar no entorno da fábrica”.

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