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Suzano vê mercado de celulose equilibrado

A discussão sobre as opções da empresa a partir do próximo ano deverão incluir os cenários futuros de oferta e demanda de celulose no mundo.

A Suzano avalia que poderá concluir a operação de integração da rival Fibria entre dezembro e a primeira quinzena de janeiro do próximo ano, liberando a empresa para discutir o crescimento futuro do grupo combinado em um momento em que o cenário de oferta e demanda de celulose no mundo está equilibrado.

“A companhia vai ter potencial de geração de caixa expressivo, a desalavancagem está mais rápida do que esperávamos, isso gera um nível de flexibilidade maior para discutirmos opcionalidades…e o crescimento orgânico é uma das opcionalidades que teremos”, disse o presidente-executivo da Suzano, Walter Schalka, em teleconferência com jornalistas.

A empresa divulgou na véspera uma geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) recorde, saltando 78,6 por cento sobre um ano antes, para 2,118 bilhões de reais.

A discussão sobre as opções da empresa a partir do próximo ano deverão incluir os cenários futuros de oferta e demanda de celulose no mundo. Segundo Schalka, para o quarto trimestre, pelo menos, os mercados globais estão equilibrados entre oferta e demanda, mas os estoques do setor estão elevados, o que pode gerar “volatilidades” em discussões de preços com clientes.

As ações da Suzano tinham queda de 4,8 por cento às 12h05, enquanto o Ibovespa recuava 0,5 por cento.

Representantes da Fibria também citaram, na quarta-feira, estoques elevados de celulose na cadeia global e possíveis volatilidades de preços entre clientes, mas atribuiu a situação à entrada de novas capacidades de produção de papel nos últimos meses, que naturalmente demandam mais matéria-prima.

Questionado se uma entrada da empresa no mercado de papel para embalagens poderia ser uma das opções que estarão diante da Suzano após a conclusão da incorporação da Fibria, Schalka afirmou que a Suzano prefere estar em mercados onde possa ter competitividade. Isso foi o que levou a empresa a entrar no segmento de bens de consumo, com papéis sanitários, “mas não vejo como termos competitividade em embalagem porque não temos fibra longa”, disse o executivo, referindo-se à matéria-prima para a produção de papelão.

Na véspera, a International Paper anunciou que está considerando venda de sua unidade de produção de embalagens no Brasil, cuja principal rival é a Klabin, atual fornecedora de parte da celulose vendida pela Fibria.

Sobre a eleição de domingo no Brasil, Schalka afirmou que qualquer que seja o candidato vitorioso, Fernando Haddad (PT) ou Jair Bolsonaro (PSL), o próximo governo do país deveria trabalhar para “pacificar o país a partir de segunda-feira” e ter como uma das prioridades reforçar o papel do Brasil de “líder em questão ambiental global, preservação do meio ambiente e da Amazônia”.

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