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Suzano anuncia compra de empresas com operações em quatro estados brasileiros

A transação, orçada em US$ 667 milhões, envolve áreas localizadas em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Bahia e Espírito Santo

A Suzano anunciou, ontem, 28, contrato para a aquisição da totalidade das participações societárias detidas por empresas titulares de ativos imobiliários e negócios. Totalizando uma área de 206 mil hectares, as propriedades estão localizadas nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Bahia e Espírito Santo.

Sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e da Assembleia de Acionistas da Suzano, a ser convocada para apreciação da matéria, a transação está orçada em US$ 667 milhões. O valor será pago entre 2022 e 2023.

De acordo com a companhia, a operação pretende ampliar sua eficiência operacional, alinhada à estratégia de ser referência em competitividade global na produção de celulose, garantir e melhorar o aproveitamento e custo de base florestal em regiões estratégicas às suas operações no longo prazo. Quase todas as operações das empresas adquiridas já são exploradas pela Suzano por meio de contratos de parceria florestal firmados em 2013.

“A Suzano possui atualmente um custo de dívida bastante competitivo e disponibilidade de caixa para adquirir esses ativos e garantir, dessa forma, uma maior eficiência operacional e menor dependência de madeira de terceiros no longo prazo. Isto porque, com a fusão, tais áreas tornaram-se ainda mais estratégicas para a nova companhia”, explica o presidente da Suzano, Walter Schalka.

Cerca de 50% do montante será pago após a conclusão da transação e o restante será desembolsado um ano depois do primeiro pagamento.

“A Suzano tem um balanço financeiro sólido, de forma que a transação não representa risco para o Grau de Investimento, dado que o montante não é significativo e será desembolsado em parcelas”, afirma o diretor executivo de Finanças e Relações com Investidores e Jurídico, Marcelo Bacci.

Ao final do ano passado, a Suzano possuía dívida líquida de US$ 10,4 bilhões e liquidez de US$ 5,1 bilhões. A alavancagem da gigante de celulose, em dólares, estava em 2,4 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado.

Fonte
Suzano
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