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Softys pretende se tornar referência mundial no consumo de água

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As novas metas de sustentabilidade da companhia vêm em um momento de consumo aquecido de papéis tissue

Maior indústria de papéis tissue do Brasil, a Softys, integrante do grupo chileno CMPC, pode receber status de referência mundial no consumo de água. Isso porque ela definiu metas de sustentabilidade inovadoras, incluindo diminuir o consumo de água, um dos principais insumos na produção de celulose e papel, em até 40%, até 2025.

Além de reduzir o uso de recursos hídricos no processo industrial, a empresa quer zerar os resíduos de produção que têm como destino os aterros sanitários. “A meta é ter um consumo menor do que o da indústria na Europa e nos Estados Unidos”, comentou o diretor-geral da Softys no Brasil, Luis Delfim.

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A direção global da Softys apresentou, em evento transmitido on-line, na quarta-feira, 8, sua nova estratégia de sustentabilidade, associando as metas ao planejamento dos negócios para o período de 2020 a 2023, com prazos e objetivos ambientais e sociais.

A novidade vem em um momento de consumo aquecido de papéis tissue, estimulado em todo o mundo pela pandemia do coronavírus. Para Delfim, a pandemia tende a incentivar as pessoas terem novos hábitos de higiene, o que deve beneficiar a Softys, que além de papel higiênico, fabrica lenços e toalhas de papel e fraldas descartáveis. “Acredito que haverá uma maior consciência quanto à higiene [no pós-pandemia]”, defendeu.

Neste ano, a companhia investiu US$ 5 milhões em várias fábricas, objetivando diminuir o consumo de recursos hídricos. No Brasil, de acordo com o executivo, os investimentos necessários serão estabelecidos no segundo semestre, porém, nos últimos dois anos, já houve avanços, pois desde 2018, o consumo de água nas fábricas locais foi reduzido em 20%.

“Será preciso mudar processos e ampliar ainda mais a eficiência operacional. O benefício é que, ao usar a mesma máquina para produzir mais, vamos consumir menos água e gerar menos resíduos”, explicou Delfim, ressaltando que, em dois anos, o ganho de eficiência operacional no país chegou a 15%.

No Brasil, a Softys possui cinco unidades, uma delas, a Sepac, no Paraná, comprada em 2019 por R$ 1,3 bilhão. Com a aquisição, a empresa faturou R$ 2,6 bilhões no último ano. Cerca de 35% do faturamento consolidado da Softys está na operação brasileira, que deve ter peso relevante para atingir as metas recém-anunciadas.

Luis enfatiza que, no país, houve um aumento inicial de demanda por produtos como papel higiênico, guardanapos e toalhas de papel em março, quando a Covid-19 começou a se espalhar com maior velocidade. Em seguida, o consumo de tissue se estabilizou e voltou a um cenário próximo ao visto antes da pandemia.

Já no segmento de papéis para uso doméstico, como toalhas de cozinha, o Brasil ainda possui consumo per capita inferior aos vistos em países vizinhos. A pandemia trouxe um aumento de 20% a 30% na demanda local por essa linha de produtos, mas ainda não é possível afirmar até quando esse consumo se manterá em níveis mais altos. Para Luis, há uma dúvida isso se prolonga por mais tempo.

A pandemia adicionou mais um novo item ao portfólio da Softys: as máscaras cirúrgicas, para cuja produção a empresa adquiriu equipamentos específicos, dois deles para instalação no Brasil. O objetivo foi produzir máscaras para seus funcionários e ofertá-las aos estados onde a companhia atua, totalizando 3 milhões de unidades doadas. Em agosto, ocorre a chegada da segunda linha de produção ao país, e assim, a capacidade instalada deve saltar para 12,5 milhões de máscaras mensais, que passarão a ser comercializadas sob a marca Elite em diferentes canais.

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