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Coronavírus Notícias Tissue no Brasil

Secadores de mão podem propagar o Coronavírus?

imagem ilustrativa secador de mao coronavirus

Entenda por que secadores de mão são basicamente “canhões de bactérias”, segundo especialistas

É comum ver secadores de mãos em banheiros de ambientes de grande circulação, como shoppings centers, restaurantes, empresas e hospitais. O problema é que esses utensílios, além de não terem poder eficaz de secagem, serem barulhentos e consumirem energia, são apontados por especialistas como anti-higiênicos e capazes de oferecer riscos à saúde. Pesquisadores apontam que eles podem ser considerados canhões de bactérias e vírus, como o novo Coronavírus, que causa doença respiratória.

Sabe-se que uma boa higiene das mãos é fundamental no controle da propagação de vírus e bactérias, por isso, há diversas recomendações sobre quando e como lavá-las. Ao chegar da rua, após usar o banheiro, antes de comer, cozinhar ou de se aproximar de um bebê ou alguém doente, é recomendável lavar as mãos usando água e sabão, no entanto, pouca atenção é dada quando o assunto é secá-las de maneira correta.

pessoas shopping

Foto: Divulgação.

Muitos banheiros públicos ou em locais de grande circulação ofertam, em vez das toalhas de papel descartáveis, secadores automáticos a jatos de ar, tidos como mais higiênicos e sustentáveis.

imagem ilustrativa secador de mao coronavirus

Dispositivos dispersam quantidades alarmantes de bactérias no ar e nas superfícies dos locais em que estão instalados. Foto: Divulgação.

No entanto, essa teoria é contestada por muitos especialistas. Na questão da sustentabilidade, porque consome energia elétrica, proveniente de usinas hidrelétricas, que apesar de ser uma fonte de energia renovável e não emitir poluentes, não está isenta de impactos ambientais e sociais. Já as toalhas de papel descartáveis são produzidas com celulose, material proveniente de reflorestamento, ou com papel reciclável, podendo ser consideradas opções mais sustentáveis.

Quando o assunto é saúde, pesquisadores apontam que essa é uma forma de ter contato intenso com bactérias. De acordo com pesquisas realizadas no Reino Unido, França e Itália, os secadores a jato de ar são basicamente “canhões de bactérias”, podendo transmitir diversas doenças.

Cientistas da Universidade de Leeds, no Reino Unido, do Hospital Saint-Antoine de Paris, na França, e da Universidade de Udine, na Itália, descobriram que esses dispositivos dispersam quantidades alarmantes de bactérias no ar e nas superfícies dos locais em que estão instalados.

Isso acontece porque as pessoas, em geral, não lavam as mãos de forma adequada e, ao secá-las com os poderosos jatos de ar, espalham bactérias residuais.

“Na verdade, o secador vira um aerossol que contamina o banheiro, incluindo o próprio secador e, potencialmente, a pia, o chão e outras superfícies, dependendo do design do dispositivo e de onde está localizado”, comenta o professor de microbiologia da Universidade de Leeds, Mark Wilcox.

imagem ilustrativa secador de mão

Secadores de mão são basicamente “canhões de bactérias”, segundo especialistas. Foto: Divulgação.

Desse modo, é muito provável que um grande público esteja entrando em banheiros cheios de micróbios de outras pessoas.

A equipe do professor Wilcox já havia realizado testes de laboratório para estudar o tema, mas em 2018, fez uma pesquisa no mundo real para entender particularmente como diferentes métodos de secagem podem afetar a propagação bacteriana em banheiros de hospitais. O estudo foi realizado em hospitais de Leeds, Paris e Udine, pelo período de 12 semanas.

Em cada unidade, foram selecionados dois sanitários para o uso de pacientes, funcionários do hospital e visitantes. Em cada um deles, foram instalados um secador de mãos e toalhas de papel.

Durante quatro semanas, foram coletadas amostras do ar e das superfícies todos os dias. Depois de um intervalo de duas semanas, houve uma alteração e os banheiros passaram a oferecer apenas uma das duas maneiras de secar as mãos.

As culturas recolhidas das amostras revelaram concentrações de bactérias no ar e nas superfícies muito superiores às dos banheiros onde havia apenas secadores a jato de ar.

A diferença mais elevada foi identificada entre a superfície do secador e do dispensador de papel toalha. Em Udine, o secador continha 100 vezes mais bactérias; em Paris 33 vezes mais; e em Leeds, 22.

secador de mão

As pessoas, em geral, não lavam as mãos de forma adequada e, ao secá-las com os poderosos jatos de ar, espalham bactérias residuais. Foto: Divulgação.

A particularmente virulenta estirpe bacteriana Staphylococcus aureus, resistente à meticilina (SARM), era três vezes mais predominante nos banheiros de hospitais no Reino Unido durante os períodos em que foram utilizados os secadores de ar.

Também foram encontradas, mais frequentemente, bactérias resistentes à penicilina e a outros antibióticos, e, portanto, difíceis de tratar.

Diante dos resultados, a equipe pesquisadora afirmou, em artigo publicado na revista especializada Journal of Hospital Infection, que há pouca justificativa para o uso de secadores a jato de ar em banheiros públicos, dados os riscos. Por outro lado, o estudo apontou que “as toalhas de papel absorvem a água e os micróbios que permanecem nas mãos e, se descartadas corretamente, têm menos potencial para contaminação”.

Assim, o texto recomenda que “as diretrizes de controle de infecção existentes devem ser alteradas e fortalecidas nesse sentido”.

Desse modo, utilizar toalhas descartáveis para secar as mãos pode ser considerada uma prática mais higiênica, segura, confortável e sustentável, especialmente em se tratando de locais com grande circulação de pessoas. Quando o assunto é saúde, a atenção deve ser redobrada, a fim de evitar o contato com vírus nocivos como o Coronavírus.

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Foto: Divulgação.

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