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Produção de celulose tem alta em abril, mas greve força redução e paralisação

A produção de celulose no Brasil subiu 4,4% em abril em relação ao mesmo mês do ano passado, para 1,685 milhão de toneladas, informou nesta segunda-feira a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá).

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Com o resultado do mês passado, a produção da matéria-prima alcançou 6,962 milhões de toneladas nos quatro primeiros meses do ano, aumento de 10,6% em relação ao período de janeiro a abril de 2017.

As exportações brasileiras de celulose em abril subiram 11,1% ante o mesmo mês do ano passado, para 1,127 milhão de toneladas. No acumulado nos quatro meses do ano, a alta é de 16,5%, para 5,062 milhões de toneladas.

O Brasil ainda elevou em 3% a produção de papel no mês passado, para 879 mil toneladas, somando 3,467 milhões de toneladas de janeiro a abril, alta de 2,2% na comparação anual.
As vendas domésticas de papel tiveram alta de 4% em abril e acumulam ganho de 3,7% no ano. Já as exportações de papel avançaram 9,5% no mês passado, mas ainda acumulam queda de 2,7% no ano.

No caso dos painéis de madeira, as vendas domésticas subiram 13,5% em abril em relação ao mesmo mês do ano passado. Nos quatro primeiros meses do ano, a alta é de 5,5%. As exportações de painéis de madeira avançaram 18,5% em abril e acumulam alta de 10,6% nos quatro primeiros meses do ano.

Suzano – A Suzano Papel e Celulose informou nesta segunda-feira que “foi obrigada” a paralisar as suas operações em decorrência da greve dos caminhoneiros.

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O anúncio de suspensão das atividades vem após a empresa informar no fim da semana passada que sua produção e escoamento de produtos estavam sendo impactados pela paralisação dos caminhoneiros. “… mesmo tendo adotado todas as medidas para minimizar os impactos da greve dos caminhoneiros, a Suzano foi obrigada a paralisar as suas operações em virtude de tal greve”, disse a empresa em comunicado desta segunda-feira, sem determinar o prazo de paralisação de sua produção.

Nesta segunda-feira, mais cedo, a Marcopolo informou a suspensão de atividades em suas fábricas no Brasil de 28 de maio a 1º de junho, também em decorrência da greve dos caminhoneiros, que levou ao desabastecimento de suas linhas de produção.

Fibria – A produtora de celulose Fibria informou nesta segunda-feira que decidiu reduzir ritmo de produção em suas fábricas em Jacareí (SP) e Três Lagoas (MS), como consequência da greve dos caminhoneiros, que entrou em seu oitavo dia.

Maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, a Fibria afirmou que “até o momento” não precisou parar nenhuma de suas três fábricas no Brasil, que além de Jacareí e Três Lagoas incluem Aracruz, no Espírito Santo.

A empresa afirmou que vem fazendo ajustes operacionais em função da dificuldade de recebimento de insumos e combustíveis e de transporte dos seus produtos. A Fibria não deu detalhes sobre a redução no ritmo de produção. A fábrica em Jacareí tem capacidade para 1,1 milhão de toneladas de celulose por ano e em Três Lagoas são 3,25 milhões de toneladas de capacidade.

A companhia está em processo de aprovação de autoridades para a integração de seus negócios com a rival Suzano Papel e Celuose. Já no fim do dia, a Celulose Irani informou ter paralisado suas operações nos segmentos de papel para embalagens, embalagem de papelão ondulado e florestal e resinas, também em função da greve dos caminhoneiros.

Fonte: Diário do Comércio

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