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Produção de celulose da Fibria cresce 25% no 3° trimestre para 1,8 milhões de toneladas

A Fibria produziu 1,809 milhão de toneladas de celulose no terceiro trimestre de 2018, o que representa uma expansão de 25% na comparação com o mesmo período do ano anterior e de 13% em relação ao trimestre imediatamente anterior.

A evolução no comparativo anual, segundo a companhia, pode ser atribuída à curva de aprendizado da linha de Horizonte 2 e maior eficiência operacional.

No informe de resultados a empresa também cita a ausência de paradas programadas e o impacto da paralisação de caminhoneiros ocorrido no trimestre anterior, maior número de dias de produção e conclusão da curva de aprendizado de Horizonte 2.

Recorde

Entre julho e setembro, o volume de vendas totalizou recorde de 1,988 milhão de toneladas, 12% superior ao segundo trimestre, com destaque para o aumento do volume vendido para a Europa e para a Ásia. No comparativo anual foi apurada alta de 35% nas vendas, com maior volume de produção de Horizonte 2, suportada pelo bom desempenho da demanda na Ásia e Europa.

“Esse resultado reflete uma boa demanda de celulose de fibra curta ao longo de todo o trimestre que foi, entre outros motivos, suportada por estoques baixos ao final do trimestre anterior e pedidos adicionais de celulose para abastecer novas máquinas de papel, especialmente na China, o que minimizou o impacto da pressão exercida pela tradicional sazonalidade da demanda percebida nos meses de verão do hemisfério norte. Durante o período, os níveis de oferta também permaneceram estáveis, sem novas paradas não esperadas que resultassem em redução significativa dos volumes de produção”, afirma a empresa ao detalhar os números.

No trimestre, o volume de vendas proveniente do contrato com a Klabin totalizou 229 mil toneladas, ante 186 mil toneladas informado no trimestre anterior. No terceiro trimestre, a Ásia foi responsável por 45% da receita líquida, seguida pela Europa, com 32%; América do Norte, 14%; e América Latina, 9%.

Os estoques de celulose encerraram o trimestre em 1,331 milhão de toneladas, o equivalente a 59 dias. O desempenho é superior ao informado no segundo trimestre (1,260 milhão de toneladas e 56 dias) e um ano antes (1,069 milhão de toneladas e 51 dias).

Custo caixa

O custo caixa de produção de celulose da Fibria recuou para R$ 584/tonelada no terceiro trimestre de 2018, indicando queda de 13% ante o segundo trimestre e de 4% frente ao reportado um ano antes. O menor custo é atribuído principalmente à ausência de paradas programadas, melhor resultado com a venda de energia e ao menor consumo de químicos e energéticos no período, apesar do impacto da valorização do câmbio médio.

Outro pontos positivos citados pela empresa são a conclusão da curva de aprendizado da linha de Horizonte 2, que contribuiu para as reduções de madeira, custo fixo e para o maior resultado de venda de energia.

Excluindo os efeitos das paradas e greve dos caminhoneiros, o custo caixa de produção foi 2% inferior ao informado no trimestre imediatamente anterior.

No informe de resultados, a Fibria ressalta que ainda atravessa um período de maior custo não recorrente da madeira na Unidade Aracruz.

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