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Presidente da Voith Paper vê oportunidades de crescimento para produtores regionais de tissue

Durante o Talk Tissue – Especial Fabricantes de Máquinas e Equipamentos, Antonio Lemos afirmou que as regiões Norte e Nordeste possuem espaço para expansão

Com um consumo per capita de papel higiênico muito baixo, chegando a pouco mais de seis quilogramas por pessoa, abaixo da média de consumo da América Latina, o Brasil está inserido em um cenário de possível expansão. Segundo Antonio Lemos, presidente da Voith Paper América do Sul, o país cresce cerca de até 4% ao ano.

Durante o Talk Tissue – Especial Fabricantes de Máquinas e Equipamentos, o executivo analisou a possibilidade de crescimento, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, que possuem um consumo de 1,5 kg e 2 kg por pessoa, respectivamente, ficando muito abaixo da região Sul, que ultrapassa os 6 kg por pessoa. “Tem um espaço grande para crescer com o consumo per capita de papel, ainda mais nas regiões mais ao Norte do país. Com o consumo crescendo nessas regiões, certamente haverá oportunidades para novos negócios”, observou.

Para ele, duas vertentes têm se consolidado na indústria: a primeira são as grandes corporações, líderes de grandes produções de papel tissue; e a segunda são os produtores regionais, que ganham força. Algumas barreiras geográficas, como a distância entre as rodovias e os pedágios, fazem com que os pequenos produtores dominem os mercados de suas regiões. “Vemos essas duas vertentes tanto na área de consolidação quanto na fortificação de algumas médias e pequenas produções”, declarou Antônio.

“O Brasil ainda produz pouco high premium, menos de 5% de folha tripla, o que não é muita coisa, mas nota-se um certo deslocamento buscando um pouco mais de qualidade”, afirmou Lemos com relação às novas tendências de mercado. A busca por papel tissue de maior qualidade pode estar atrelada aos novos hábitos em decorrência da pandemia, como o fato de as pessoas passarem mais tempo em casa.

AQUISIÇÃO DA TOSCOTEC

A Voith adquiriu, no ano passado a Toscotec, fabricante de máquinas de tissue italiana, atuante no mercado desde 1948. Para Antônio, esta foi uma aquisição bastante estratégica e interessante do ponto de vista dos negócios. “A Toscotec tem um portfólio que nós não tínhamos de máquinas competitivas e máquinas menores e, isso, para nós, foi bem interessante na parte de tecnologia. Nós estamos agora interagindo muito forte”, contou o executivo. “Além disso, a Voith tem uma presença local e regional no mundo inteiro bastante significativa; estamos na Indonésia, na Ásia, aqui na América do Sul com muita força. Isso traz para a Toscotec uma nova avenida local e regional e já estamos vendo isso em números práticos”, completou.

Para 2021, a empresa já tem cerca de sete start-ups de máquinas previstos para acontecer ou em andamento e, para 2022, entre três e quatro que estão sendo ou foram negociados este ano. “Eu acho que as coisas estão caminhando muito bem, estamos muito contentes com a aquisição da Toscotec”, concluiu.

Confira na íntegra o Talk Tissue – Especial Fabricantes de Máquinas e Equipamentos:

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