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“O plano futuro tem a ver com eficiência tecnológica”, diz vice-presidente da K-C

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Confira a entrevista com Federico Calello, o argentino que hoje é vice-presidente da empresa para a América Latina

Mesmo antes de a pandemia mostrar sua força, a Kimberly-Clark estava trabalhando em um plano global para a conversão e redefinição de seus centros de produção. A multinacional encerrou uma das três fábricas que a empresa tinha na Argentina, a fábrica de Bernal, onde era produzido papel higiênico. “Era um mercado muito pequeno, sem escala”, diz Federico Calello, o argentino que hoje é vice-presidente da empresa para a América Latina.

“O plano futuro tem a ver com eficiência tecnológica”, diz vice-presidente da K-C

O objetivo era que a subsidiária argentina – que emprega 1.100 pessoas – da empresa norte-americana se concentrasse em dois mercados “com grande potencial”: cuidados femininos e fraldas, em que a categoria adulta tem grande espaço para crescimento. Além disso, continua apostando na unidade local hoje representa 10% das exportações, empregando 250 pessoas.

Cinco meses após o início da quarentena, a empresa não trabalha mais com comitês de crise e iniciou um processo de reflexão sobre como será o trabalho do futuro. “Estamos pesquisando como imaginamos o retorno e vendo o que nos resta e o que não somos”, explica Calello.

– No momento, o que têm feito?

Facilitando, simplificando muitos processos que eram complexos, especialmente grandes processos de planejamento. Antes, muito mais foi investido para descobrir o que iria acontecer. Tínhamos grandes planos anuais, semestrais e quinquenais. E, mesmo antes da crise, identificamos que a cada três meses tínhamos mudanças bruscas de cenário. É importante saber para onde se quer chegar, as principais macrotendências, mas depois não perder tanto tempo nos detalhes do planejamento, mas sim, ganhar agilidade na decisão e na correção.

A pandemia também nos levou a acelerar vários processos que já havíamos iniciado. Um deles, a ampliação do portfólio para produtos mais acessíveis, não só com embalagens menores, mas também com o lançamento de segmentos com marcas mais baratas. Por exemplo, Kimbies que é uma marca de fraldas dos anos 90 e nós a revivemos. Em absorventes femininos lançamos Kotex Essentials, uma linha mais barata de nossa tradicional marca e com Lina, nossa marca econômica de lenços umedecidos, apresentamos sua versão para incontinência.

Hoje, o consumidor é um consumidor mais cauteloso e acreditamos que é um momento em que teremos que ir procurá-lo. Se não o fizermos e dermos a ele o que ele precisa, nós o perderemos.

– Vocês apostam em manter o volume?

– Sim, os mercados estão caindo mas, por outro lado, como estamos desenvolvendo essa estratégia de buscar enquanto consumimos, o volume está chegando. Não caímos. Talvez não em rentabilidade, que é sustentável, mas em volumes.

– Por que vocês decidiram fechar a fábrica de Bernal?

– Foi uma decisão global. Na Argentina, tínhamos um negócio de papel muito pequeno, não tínhamos escala para fazer uma boa proposta. E, por outro lado, tínhamos mercados que queríamos promover como adultos e lenços umedecidos. Portanto, queríamos redirecionar algumas apostas para onde tivéssemos mais habilidade.

Além disso, temos um plano robusto de exportações potenciais. Temos exportado, por exemplo, lenços umedecidos para o Brasil e temos planos de continuar com isso.

– Qual a porcentagem da produção exportada?

– Hoje, entre 25 e 30%. Exportamos para o Chile Uruguai e Paraguai e, após a redefinição, adicionamos Peru e Bolívia.

– O objetivo é aumentar as exportações?

– Vamos ver, temos que continuar trabalhando na matriz de custos que não está nos ajudando em algumas coisas. Ainda existem, por exemplo, retenções de exportação.

Na Argentina, já faz algum tempo que trabalhamos para conseguir um equilíbrio entre importação e exportação, de forma a produzir aqui e fazer a maior reposição possível das importações. E esse é um plano no qual estamos trabalhando há sete, oito anos. A partir daí, por exemplo, investimos em uma fábrica de lenços umedecidos ao invés de importá-los. Hoje, nossa importação é muito pequena. Não atinge 5% do produto acabado.

– Qual foi o investimento desse plano?

– Entre 2028 e 2019, investimos US$ 29 milhões na Argentina.

– Com o fechamento da Bernal, vocês importam papel?

– Não, temos trabalhado com algum estoque, trouxemos algumas produções mínimas, mas nossa estratégia é desenvolver parceiros locais. Estamos trabalhando justamente nisso, já que a indústria papeleira tem bons players para desenvolver uma indústria papeleira de médio porte que nos permita oferecer um produto com a força de nossas marcas.

– Existe um plano de investimento futuro?

– O plano futuro tem a ver com eficiência tecnológica. Ainda não estamos pensando em expandir a capacidade. Como acontece em todos os países da América Latina, estamos estudando a velocidade da recuperação. Acreditamos que demore entre três e cinco anos. E quando digo recuperação, quero dizer poder de compra, não PIB. Isso nos obriga a repensar algumas coisas.

– Como termina este ano e quais são as suas expectativas para o próximo?

– Foi um ano de transformação e adaptação que vai continuar no próximo ano. Tivemos que acelerar muitas coisas que planejamos. Daí a importância da agilidade.

Estamos conquistando robustez com agilidade nas decisões do dia a dia em um futuro totalmente imprevisível. Se para uma inovação fazemos o processo típico de pesquisa do consumidor, testamos, desenvolvemos, o produto mudou antes de ser lançado.

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