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Novo terminal da fibria pode operar 800 mil toneladas em 2018

Área arrendada pela Fibria no Porto compreende o lote STS07, arrematado em 2015

Fibria

Com a previsão de movimentar 800 mil toneladas até o final do ano, a Fibria iniciou, no último mês de março, as operações de seu terminal de celulose e papel no Porto de Santos. Os trabalhos – que começaram 27 meses após o arrendamento da área de 33 mil metros quadrados que a instalação ocupa no Cais do Macuco – têm a participação da Concórdia Logística (Conlog), responsável por parte das atividades na unidade.

A área arrendada pela Fibria no Porto compreende o lote STS07, arrematado em 9 de dezembro de 2015, no primeiro leilão portuário organizado pelo Governo Federal desde a promulgação da Lei 12.815, a Lei dos Portos, de 2013.

Na disputa, a empresa levou a melhor, pagando R$ 115,047 milhões pela área. Sua proposta inicial era de R$ 110.047 milhões. Já a Eldorado do Brasil ofertou R$ 95 milhões. A partir daí, foi aberta a disputa, na qual cada empresa aumentou seus lances em R$ 500 mil até o valor final.

“A operação do Terminal 32 reforça a estratégia e o diferencial competitivo da Fibria em logística integrada às áreas de floresta e indústria, já que exportamos mais de 90% da nossa produção”, destacou o diretor de Logística, Suprimentos e TI da Fibria, Wellington Giacomin.

Segundo o executivo, o terminal integra um projeto de R$ 7,3 bilhões da empresa, desenvolvido para garantir o escoamento da produção da segunda fábrica de celulose da Fibria, localizada em Três Lagoas (MS) e que entrou em operação em agosto do ano passado.

A carga parte desta região, precisamente da cidade de Aparecida do Taboado, e vem de trem até Santos. No novo terminal, é descarregada e vai ser estocada para a exportação.

A nova instalação da Fibria no cais santista é capaz de armazenar 40 mil toneladas de celulose e tem capacidade de embarque de 1 milhão de toneladas de celulose por ano. Mas os números devem crescer com a implantação da segunda fase da unidade.

Segundo Giacomin, para que isto ocorra, é necessário o adensamento de áreas no Macuco, o que depende das obras de construção da Avenida Perimetral da Margem Direita do Porto de Santos entre o Canal 4 (Macuco) e a Ponta da Praia. Com essas intervenções, as linhas férreas que hoje passam no meio dos terminais dessa região serão realocadas para o limite da zona de cais. Como resultado, as instalações terão suas áreas unificadas.

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“A previsão do Governo é de que a obra esteja concluída no final de 2019. Assim, poderemos iniciar a nossa no início de 2020”, disse o executivo.

Com isso, o terminal contará com mais 11 mil metros quadrados de área. Assim, terá sua capacidade ampliada para 1,8 milhão de toneladas exportadas anualmente. Até que isto aconteça, a Fibria traçou uma estratégia para escoar a sua produção.

Serão utilizados os armazéns 13, 14 e 15, em Outeirinhos, que a empresa já opera no Porto e que têm capacidade para escoar 1 milhão de toneladas por ano. E há o contrato para a utilização de um berço da DPW Santos, a antiga Embraport, que fica na Margem Esquerda, na Área Continental de Santos.

Movimentação

De acordo com Giacomin, a movimentação deste ano no novo terminal ficará em torno de 800 mil toneladas. A previsão é de que, nos picos de atividade, seja atingida a marca de 80 mil toneladas mensais.

“Temos uma operação de qualidade porque o terminal foi desenhado para a operação de celulose”, destacou o executivo. Segundo ele, isto será possível já que toda a estrutura que havia naquela região foi derrubada e reconstruída. Isto garante ainda maior eficiência, principalmente nas operações de descarga.

As operações de desembarque de celulose do trem, o transporte para o armazém, o gerenciamento do estoque e a movimentação interna no armazém do terminal da Fibria são de responsabilidade da Conlog. A empresa, que foi contratada através de uma concorrência, também realiza o carregamento e o embarque no navio.

Atualmente, 120 profissionais estão envolvidos em todo o processo de embarque. Já os processos de estivagem são realizados pelo Órgão Gestor de Mão de Obra, como determina a legislação.

Fonte: A Tribuna

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