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Novo Mercado visa liberar companhia de amarras, diz diretor da Suzano

A decisão do controlador da Suzano Papel e Celulose, a família Feffer, em levar a companhia para o Novo Mercado e unificar as classes de ações em ON está relacionada com a estratégia de liberar a empresa “de diferentes amarras que limitassem seu desenvolvimento no futuro”, de acordo com o diretor de finanças e relações com investidores, Marcelo Bacci.

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“Ter uma classe única de ações, em um setor extremamente intensivo em capital, dá condições de fazer operações que de outra forma seriam muito mais difíceis de se fazer. É um ganho para o futuro da companhia, e não imediato, como poderia haver com um prêmio”, afirmou, em teleconferência com analistas.

Na conversa, o presidente da companhia, Walter Schalka insistiu em afirmar que a proposta aprovada ontem pelo conselho de administração não tem relação com uma eventual operação de fusão ou aquisição que a Suzano venha a concretizar.

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“A consolidação no setor de celulose é alternativa possível e que cria valor, mas não é a única alternativa. Temos de buscar outras alternativas, como a verticalização, por exemplo. Vamos iniciar a operação de ‘tissue’ e estamos buscando outras avenidas de crescimento no futuro”, ressaltou.

Em relação a uma possível oferta pela Eldorado — neste momento, a Arauco está em negociações exclusivas com a J&F Investimentos —, o executivo disse que a Suzano fez estudos sobre potenciais sinergias, mas não fará nenhum movimento antes do encerramento do prazo concedido aos chilenos da Arauco. Tampouco participará de um eventual leilão pelo ativo. “Entendemos que outros ‘players’ têm muito mais sinergias por custo de capital ou localização. E, se ainda assim houver possibilidade de fazer negócio, nós faremos, mas estamos nos posicionando de forma mais conservadora”, afirmou.

Schalka reiterou que o objetivo é criar alternativas para a Suzano no futuro. “Existe uma tendência natural de as pessoas pensarem em fusão com player local, mas essa não é a única alternativa. Temos de buscar outras soluções e estamos fazendo isso, tanto no mercado nacional quanto no internacional, e tanto em celulose quanto em papel e em tissue”, afirmou.

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