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MST ocupa fábrica da Suzano na Bahia

Ocupação ocorre desde a madrugada desta segunda-feira (13), em Mucuri. Grupo também protesta contra impactos ambientais causados por empresa.

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Cerca de 1.450 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupam desde a madrugada desta segunda-feira (13) a fábrica da Suzano Papel e Celulose, localizada no município de Mucuri, na região do extremo sul da Bahia. O ato na fabrica, uma das maiores de celulose do país, ocorre em protesto contra o governo de Michel Temer, contra os impactos ambientais causados pela fábrica na região e em defesa da reforma agrária.

De acordo com o dirigente estadual do movimento, Paulo César, uma área de plantação da Suzano no município vizinho de Caravelas, denonimada Fazenda Mato Verde, também foi ocupada por cerca de 220 pessoas, durante a madrugada.

O ato faz parte da “Jornada Nacional de Lutas do MST”. Na Bahia, também foram ocupadas três unidades regionais da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf), nas cidades de Juazeiro, Bom Jesus da Lapa e Barreiras, e três unidades regionais do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Salvador, Itabuna e Bom Jesus da Lapa, desde a semana passada. Um dia após a sede do Incra na capital baiana ter sido ocupada, o superintendente do órgão, Luiz Gugé, foi exonerado do cargo a pedido próprio.

Conforme César, a ocupação na fábrica em Mucuri interrompe parte das atividades, nesta segunda. “Estamos protestando contra o governo golpista de Temer, pelo fechamento do MDA [Ministério do Desenvolvimento Agrário] e também devido aos impactos ambientais que a Suzano vem causando na região com a ampliação de sua fábrica, que traz impactos negativos aos rios e pequenos agricultores”, destacou.

A  expansão da fábrica no município de Mucuri foi anunciada no início do mês, com previsão de investimento na ordem de R$ 700 milhões. O projeto inclui a ampliação e modernização de setores já existentes e a implantação de uma nova linha de produção para papel tissue. As intervenções na fábrica devem começar no próximo mês de setembro e a conclusão está prevista para o segundo semestre de 2017. O protocolo de intenções para a ampliação da unidade foi assinado pelo governador Rui Costa e o diretor-presidente da companhia, Walter Schalka, no dia 4 de maio.

Os membros do MST também reclamam do não cumprimento de um acordo de assentamento de mais de 700 famílias na região. “Foi um acordo feito em 2012 entre a Suzano e os governos Federal e Estadual para o assentamento de 750 famílias da região e, com isso, diminuir o conflito agrário, mas até hoje esse acordo não foi totalmente cumprido. A Suzano só passou uma parte das terras e faltam ainda quatro mil hectares”, destaca.

Em nota, a Suzano Papel e Celulose informou que a ocupação ocorre desde as 4h da madrugada na fábrica de Mucuri. Segundo a empresa, o ato é na área externa, em frente a uma das portarias da unidade e restringe parcialmente o acesso e a circulação de veículos e de pessoas. A empresa diz, no entanto, que a fábrica está operando normalmente e que já está tomando todas as medidas jurídicas necessárias. A empresa não citou na nota enviada à imprensa nesta segunda as demais ocupações.

G1