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Notícias Tissue no Brasil

Mercado Tissue: Crise econômica não impediu resultado satisfatório em 2014. O que deve se repetir em 2015.

Apesar de o baixo crescimento do PIB apresentado pelo Brasil em 2014 (0,1%, segundo o IBGE) demandar cautela dos diferentes participantes da indústria, os resultados registrados pelos fornecedores do segmento tissue não deixaram a desejar. Luciano Donato, gerente de Marketing, Vendas e Serviços Técnicos da Albany, inclui a empresa entre os players satisfeitos com o desempenho do último ano. “Tivemos um bom ano e ficamos alinhados com as expectativas da corporação para o mercado da América do Sul.”

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Sobre o desenrolar de 2015, Donato reconhece certos impactos nos negócios, mas aponta que a empresa acredita nos sinais de recuperação da economia a partir do segundo semestre. “Além disso, como os demais países da América do Sul estão crescendo, enxergamos outras possibilidades para a atuação da empresa, o que ajuda a compensar a momentânea queda da demanda nacional.” Os projetos mais recentes que contaram com a participação da Albany confirmam o bom momento de outros países da América do Sul. Erothides V. Boas, gerente de Produto (Telas Formadoras), revela que a empresa instalou vestimentas nos conceitos de máquinas NTT no Chile e no México, UCTAD na Colômbia e ATMOS no Chile. Dando enfoque às estratégias de longo prazo, a empresa aposta que o mercado de tissue tende a crescer de forma constante acima do crescimento do PIB em praticamente todos os países sul-americanos. “Em paralelo ao aumento do consumo, existe uma tendência de migração para papéis de maior qualidade”, lembra Donato, frisando que, baseada nessa visão de futuro, a Albany investe continuamente na planta brasileira para atender ao crescimento do mercado da América do Sul, tanto no aspecto de volume de produção quanto de tecnologia. “Estamos preparados para a esperada continuidade do crescimento do segmento tissue em nosso continente”, garante.

Os projetos mais recentes do setor, que contaram com a participação da Albany, confirmam o bom momento de países da América do Sul

Os projetos mais recentes do setor, que contaram com a participação da Albany, confirmam o bom momento de países da América do Sul

Ainda sobre a preparação para o atendimento de mercado nos próximos anos, o gerente de Marketing, Vendas e Serviços Técnicos menciona que recentemente a Albany trouxe ao Brasil a fabricação dos feltros Hydroduct, tecnologia desenvolvida para o mercado tissue e  interiormente só produzida no Canadá. “O segmento tissue é pautado atualmente pela crescente qualidade do papel produzido e também pela eficiência no consumo de energia. Toda a nossa estratégia é prioritariamente guiada por esses elementos”, justifica.

Outros produtos e serviços que vêm sendo desenvolvidos para superar o desafio de produzir tissue de maior qualidade sem perder o foco na redução de custos são: balanço de capota para otimização do consumo energético e ajuste correto do sistema de secagem; análise de  performance por meio de imagem térmica; feltros Hydroduct 200, Dynavent II e Hydrocross II, com opções de enhancements para maximização de performance (rápido start-up, qualidade superficial, etc.); telas formadoras Microline e Microtex, e manta Ventabelt XT.

André Miranda Coelho, gerente de Mercado da área Tissue da Buckman, avalia que o mercado não foi atingido apenas pela crise político-econômica em 2014, mas também pelo aumento da oferta e pela redução da demanda de papel, combinação que acabou afetando a geração de novos investimentos no segmento e certa estagnação do mercado. “Acompanhando esse cenário, mantivemos nossa participação no mercado no ano passado”, informa.

Recentemente, a Buckman participou do desenvolvimento de importantes projetos para a indústria tissue, a exemplo do fornecimento de tecnologia de coating e aditivos destinados à parte úmida para fabricação de papéis estruturados de alta qualidade, com maior produtividade e menor consumo de energia. “Também estamos apresentando ao mercado novas tecnologias enzimáticas que permitem o uso de fibras alternativas, reduzem o consumo de energia, otimizam os químicos da parte úmida e melhoram significativamente a quali­dade do papel”, contextualiza Coelho, ressaltando que a empresa acredita em uma recuperação da economia em 2015, assim como na resolução da crise política instalada no País. “O setor retomará sua trajetória de crescimento”, aposta.

Ainda sobre o contexto atual, o gerente de Mercado da área Tissue diz que a escassez de chuvas, principalmente na região Sudeste, reduz a disponibilidade e a qualidade da água, exigindo mais das estações de tratamento de água das plantas. “Para melhorar a qualidade da água nessas condições, introduzimos no mercado a tecnologia Oxamine, com grande capacidade de desinfecção da água fresca e também maior estabilidade no processo de tra­tamento. A tecnologia permite que fabricantes de papel sigam com suas operações sem sofrer o impacto da má qualidade da água fresca utilizada em seus processos”, detalha ele, comentando sobre mais um lançamento da empresa focado na superação de gargalos atuais.

O baixo consumo per capita de papel tissue na Amé­rica Latina em comparação à média mundial faz a Bu­ckman vislumbrar um significativo crescimento nos pró­ximos anos. “Brasil e México são os maiores produtores de tissue na região, onde estão presentes não somente os principais fabricantes mundiais, mas também em­presas locais que apresentam importante participação no mercado”, sublinha Coelho. Ele cita que outro fator importante para o fortalecimento do mercado tissue na região reside na disponibilidade de fibra de eucalipto, que reúne as principais características para a fabrica­ção de papéis de maior qualidade. “Para acompanhar o desenvolvimento do setor, seguiremos investindo em equipamentos de automação dos sistemas de aplicação e monitoramento dos principais processos de fabricação de tissue, bem como em novas tecnologias que possam contribuir para reduzir os custos de manufatura, aumen­tar a eficiência, tornar o processo mais sustentável e le­var à melhoria da qualidade dos produtos”, conclui ele sobre a estratégia de longo prazo.

“O ano de 2014 foi bastante desafiador na ótica eco­nômica, principalmente o último semestre. De qualquer forma, conseguimos encerrar o ano com crescimento significativo”, diz Luciano Viana da Silva, gerente co­mercial da Contech América Latina. O comportamento da economia continua trazendo reflexos sobre os meses iniciais de 2015. “O ano ainda se apresenta bastante tímido e cheio de incertezas. Não se escuta falar, por exemplo, em novos projetos significativos capazes de incrementar nosso setor.”

Sobre insumos químicos, efetivamente, Silva indica que o segmento se encontra em um processo de otimi­zação e substituições, o que pode favorecer empresas com soluções inovadoras e estrategicamente próximas a seus clientes. “Nossa grande expectativa gira em tor­no do mercado latino-americano, que tem se mostrado bastante promissor.”

Atento às tendências de longo prazo, o gerente co­mercial da Contech aponta que, mesmo passando por crises internas e externas, o mercado tissue caminha por uma trilha confortável. “No Brasil, ainda temos muito a crescer nos papéis de alta qualidade. Quando falamos em fibra reciclada, temos uma relação recuperação–uti­lização também bastante expressiva, inclusive em âm­bito mundial.” Com base nessas tendências, a empresa vem se preparando para um mercado cada vez mais exigente, seja na linha 100% fibra virgem, seja na 100% reciclada. “Seguramente a qualidade do produto final nesses dois mercados exigirá grande esforço de todos os fornecedores da cadeia produtiva”, prospecta Silva.

Não sem motivos, os investimentos no portfólio fu­turo da empresa estão alinhados com o aumento da gama de produtos para a linha tissue. “Novos equipa­mentos laboratoriais também fazem parte de nossos investimentos para reproduzir condições e situações operacionais no intuito de desenvolver produtos e aper­feiçoar estratégias de aplicações. Buscamos estratégias químicas diferenciadas e inovadoras, com a finalidade de acompanhar a veloz demanda do setor”, revela o executivo, que credita à constante pesquisa e à busca pela melhoria contínua dos processos internos e exter­nos a chave para a manutenção das empresas em um mercado cada vez mais competitivo.

O desempenho da Nalco no Brasil e nos demais pa­íses da América Latina no ano passado foi positivo. Os resultados obtidos demonstram a adequação da estratégia às necessidades do mercado. “Estamos focados em oferecer soluções que deem suporte ao crescimento sustentável e lucrativo de nossos clientes. A execução disciplinada dessa estratégia nos garante excelente nível de competitividade”, comenta Boechat, gerente de Marketing da região.

João Victor Boechat, gerente de Marketing do Segmento Tissue para a América Latina, da Nalco

João Victor Boechat, gerente de Marketing do Segmento Tissue para a América Latina, da Nalco

Entre os projetos que justificam as perspectivas positivas, está o suporte ao start-up da nova máquina de um cliente no Chile – “uma máquina tissue de dupla largura com tecnologia para papel estruturado de alta qualidade, um projeto extremamente importante para a região, com resultados já comprovados em teste de máquina piloto”, contextualiza o executivo. Segundo ele, o planejamento para longo prazo da Nalco está baseado no forte crescimento que o segmento tende a apresentar nos próximos anos, principalmente na América Latina. “O consumo de tissue está atrelado ao aumento da população e sua renda, dois parâmetros que tendem a crescer mais rápido em países em desenvolvimento”, diz ele, lembrando que a diferença de consumo per capita entre a região e os países desenvolvidos vale como mais uma prova do potencial latino-americano.

“Enquanto nos Estados Unidos o consumo fica em torno de 24 kg de tissue por ano, o Brasil consome 5,5 kg; o México, 8 kg; a Colômbia, quase 5 kg; e o Chile, 12 kg.” Para estar apta ao crescimento de tissue que vislumbra para a América Latina, a empresa já vem reformulando e treinando a equipe de vendas para incrementar a comunicação entre os laboratórios de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) e os clientes. “A Nalco pratica um processo de gestão do relacionamento com os clientes denominado Criar e Manter Valor, pelo qual identifica de forma clara e objetiva as principais metas estratégicas de cada cliente e define planos de ação que apoiem o atingimento dessas metas. Em outras palavras, trata-se de um processo de criação de valor customizado para cada cliente, baseado em nossa expertise e tecnologia”, detalha o gerente de Marketing da América Latina.

“Nosso grande diferencial competitivo tem sido a rapidez na identificação dessas necessidades e o trabalho efetivo para desenvolver soluções adequadas que garantam a competitividade de nossos clientes. Estamos conscientes de nosso papel e prontos a auxiliar na superação dos desafios atuais e futuros”, conclui. A Solenis vem apresentando anualmente crescimentos de dois dígitos desde 2005. O ano passado não foi diferente, segundo Noemy. “O bom desempenho, mesmo em períodos de crise, é fruto de toda a inovação que colocamos em prática, com novos produtos, tecnologias de aplicação e equipamentos de monitoramento capazes de interpretar os resultados de forma ágil, somada a uma equipe de bons profissionais”, justifica a gerente de Marketing e Aplicações Tissue da América Latina.

Para os próximos anos a empresa planeja dar continuidade aos trabalhos que resultam em seu expressivo crescimento. “Estamos atuando em um processo de start-up que é uma joint venture entre a Solenis, um cliente e um fornecedor de máquinas. Com esse tripé, conseguimos um start-up tranquilo, bem-sucedido e mais ágil”, revela Noemy. Segundo ela, como o segmento tende a apresentar grande volume de novas máquinas, a empresa vem apostando nesse projeto de desenvolvimento de um programa especialmente voltado a start-ups de novas máquinas, oferecendo tranquilidade aos clientes.

Atualmente, a empresa também trabalha no lançamento de uma tecnologia release para crepado. “Trata-se de uma nova química de release”, resume Noemy sobre o produto desenvolvido para solucionar possíveis deposições de coating no cilindro Yankee, principalmente nas laterais. “Estamos lançando também enzimas específicas para fibra virgem e reciclada, com o objetivo de obter as características de resistência com menor aplicação de energia de refinação, para alcançar benefícios diversos. Além desses lançamentos, há a segunda geração do produto para resistência a úmido com menores níveis de AOX e a tecnologia para resistência em úmido temporário”, enumera ela. Pensando mais em longo prazo, John Todd Sarraf, diretor global de Tissue e Toalha da Solenis, revela que a empresa se dedicou ao contato direto com clientes durante os últimos 18 meses, a fim de identificar o que eles consideram como desafios futuros mais significativos. “Os resultados dessas entrevistas mostraram que há diversos desafios comuns a todas as regiões, apesar dos desafios próprios de cada uma”, adianta Sarraf. Entre os diversos pontos em comum estão: esforços sustentáveis em relação a água, energia e fibra; maciez e/ou resistên­cia aprimoradas em produtos faciais/de toalete e fabri­cação de produtos mais sustentáveis, sem custos adicio­nais significativos. Aqueles mais específicos ao Brasil e à América Latina são a necessidade de conservação de água e a exigência, constantemente crescente, de maior qualidade a um preço razoável, bem como o aumento da procura por produtos, o que resulta em partidas de novas máquinas.

Com base nas informações levantadas diretamente com os clientes, a Solenis tem trabalhado tanto nas questões comuns quanto nas específicas observadas em cada região. “Nossos esforços de inovação em termos de P&D, bem como nossas atividades de fusões e aqui­sições, concentram-se no fornecimento dos resultados que nossos clientes buscam em 2016”, afirma o diretor global de Tissue e Toalha.

Alguns desses projetos voltados ao atendimento das próximas tendências exigirão períodos de desen­volvimento mais longos do que outros, informa Sarraf. “Existem algumas tecnologias a serem lançadas mais brevemente, como uma resistência a seco que realmen­te superará químicas tradicionais à base de amido e GPAM. O benefício mais excitante deste produto está na capacidade de dissociar o aumento de resistência dos impactos negativos tradicionalmente observados com a adição do produto químico para resistência a seco.” No­vos produtos químicos para release do cilindro Yankee, que resolverão problemas de desenvolvimento das margens, também estão na lista dos lançamentos para breve. “Estamos ainda nos empenhando em programas de fechamento da água branca e gerenciamento de fi­nos, a fim de manter a eficiência de produtos químicos, a qualidade dos produtos acabados e a produtividade”, completa o executivo.

Para atender às demandas previstas, a fábrica da Fabio Perini teve capacidade ampliada em 2014 e passou por uma adequação para obter um processo de produção mais contínuo

Para atender às demandas previstas, a fábrica da Fabio Perini teve capacidade ampliada em 2014 e passou por uma adequação para obter um processo de produção mais contínuo

O desempenho da Fabio Perini tem sido positivo nos últimos anos. “A empresa segue em um crescimento contínuo desde 2010, impulsionado pelo aumento de consumo de tissue e pela consecutiva necessidade de linhas de conversão pelos produtores”, afirma o diretor de Vendas e Atendimento ao Cliente. Como a carteira de pedidos para este ano está fechada desde 2014, Silvério aposta em um novo balanço positivo. “A Fabio Perini participa de praticamente todos os proje­tos de expansão da capacidade produtiva de tissue no Brasil. Como destaque, há o fato de alguns players de pequeno e médio portes, de diversas regiões do País, terem dado início à produção de folha dupla, além dos projetos de alta capacidade produtiva em importantes players do mercado.”

Na visão do executivo, o mercado tissue ainda tem pela frente um longo percurso de crescimento no Bra­sil. “Se houver amadurecimento do mercado nacional, no sentido de se aproximar do consumo que vemos na Europa, por exemplo, teríamos de praticamente dobrar a capacidade produtiva existente em nosso país atual­mente. Logicamente isso não acontecerá de um dia para o outro, mas já nos dá a segurança de que temos ainda um bom caminho a percorrer”, analisa.

Ainda abordando as tendências que visualiza para os próximos anos, Silvério acredita que o mercado brasi­leiro passará pelo mesmo processo já atravessado por mercados mais maduros. “Novas tecnologias de for­mação e de conversão serão capazes de fazer produtos diferentes dos que vemos hoje no mercado”, aponta, salientando que essa tendência de diferenciação será percebida em um futuro bastante próximo, com dura­ção bastante prolongada, uma vez que os investimentos levam certo tempo para se concretizarem e serem colo­cados em prática.

Para atender às demandas previstas, a fábrica da Fabio Perini, em Joinville (SC), teve a capacidade ampliada em 2014 e passou por uma adequação para chegar a um processo de produção mais contínuo. A empresa também investiu em uma nova tecnologia que promete oferecer aos clientes a possibilidade de fabricar produtos de maneira diferenciada em relação a qualquer tecnologia atualmente existente. “Vamos apresentar essa e outras inovações no evento It’s Tissue, que promovemos anualmente e que, nesta edição, acontecerá entre os dias 21 e 28 de junho em nossa fábrica da Itália”, adianta Silvério. Ele completa que os investimentos em pós-venda são mais um ponto de atenção contínua, já que se considera o atendimento ao cliente tão importante quanto a venda de novos equipamentos. “Tudo isso faz parte de um planejamento que dará suporte à atuação da empresa nos próximos cinco a dez anos.”

A Valmet é mais uma empresa que registrou resultados satisfatórios em 2014. “Pela visão e atuação global, com diversos projetos ao redor do mundo, tivemos um ano com uma carteira de pedidos bastante intensa, o que nos gerou para 2015 instalações e start-ups de mais de 11 projetos de tissue, dois dos quais na América do Sul”, afirma Stefanini.

Configuração da prensa ViscoNip, da Valmet

Configuração da prensa ViscoNip, da Valmet

Detalhando os projetos citados, o executivo diz que a maioria busca características que proporcionem diferenciação no mercado, meta que pode ser alcançada com elevada qualidade do produto final ou um equipamento de baixo custo operacional. Com esses enfoques, a Valmet está fornecendo a tecnologia NTT para um projeto no Chile. “Trata-se de uma máquina que consegue operar em dois modos diferentes: um na fabricação de produtos texturizados com alto bulk e outro no modo tradicional, com itens convencionais semelhantes ao tissue de crepe seco de uma máquina DCT”, descreve ele, salientando que o processo é ideal para papel higiênico, lenços e papel toalha com alta taxa de produção, que pode atingir 1.800 m/min para produtos texturizados e 2.000 m/min para produtos convencionais.

Por ser uma empresa ainda nova no Brasil, Stefanini revela que a Valmet visa ampliar a disponibilidade de seus serviços no País nos próximos anos, a partir da capacitação de técnicos locais e da oferta de produtos de alto desempenho com soluções provenientes do setor de P&D, que contribuam para uma fabricação de Tissue ecologicamente correta. “Ninguém pode oferecer investimento em tecnologia e práticas obsoletas. Dessa forma, entendemos que o custo do ciclo de vida total deve ser considerado para novos projetos de investimentos, assim como a diferença no custo de energia anual, que pode ser de até 70% do total do investimento por ano.

Essas maneiras de pensar irão definir as novas máquinas de produção de tissue e indicarão o posicionamento dos fabricantes com suas marcas dentro do mercado consumidor”, antecipa a tendência. A Kadant comemora os bons resultados vistos em 2014 e também o salto do valor da ação da empresa no mercado, em razão do bom desempenho. “Focamos em melhorias e inovações que acabam sendo confirmadas nas instalações e refletindo nas compras pelo mercado”, aponta Machado. O diretor de Vendas reconhece que, por atuar em nível global, o contexto econômico que engloba cada país acaba levando a resultados diferentes dos planejados. “No Brasil, não tivemos um ano de grandes investimentos em equipamentos nem plantas sendo instaladas, como vemos em outros países da América Latina. Em contrapartida, tivemos a instalação de equipamentos para melhorias de processo e redução de custos, o que gerou um resultado satisfatório”, exemplifica.

Apesar de 2014 não ter sido um ano de grandes investimentos em equipamentos ou plantas nstaladas no Brasil, o diretor de Vendas da Kadant afirma que o resultado foi satisfatório

Apesar de 2014 não ter sido um ano de grandes investimentos em equipamentos ou plantas nstaladas no Brasil, o diretor de Vendas da Kadant afirma que o resultado foi satisfatório

Neste ano, continua Machado, o mercado segue um pouco menos movimentado do que nos anos anteriores, mas a Kadant considera o momento oportuno para colocar em prática projetos de redução de custos. “Mesmo em um cenário de dificuldade econômica, o País não pode parar. A continuação do negócio leva as fábricas a preocupar-se com a redução de custos por meio de melhorias, de modo a se manterem competitivas. Oferecemos diversas oportunidades para tais metas, incluindo incrementos para redução do consumo de energia e melhorias no tratamento de água.” Ao avaliar as tendências que devem se impor no longo prazo, o diretor de Vendas deixa claro que o mercado é dinâmico e que as ações tomadas no presente acabam indicando o caminho a ser percorrido. “Ainda não podemos prever se existirá uma fibra nova, de alguma árvore diferente ou um processo de fabricação completamente distinto do atual, mas certamente esses serão os próxi-mos passos a guiar nossos enfoques futuros”, comenta ele sobre a atuação da empresa.

“É por isso que a Kadant tem uma constante preocupação em participar ativamen­te das demandas dos fabricantes e disponibilizar investi­mentos para o Centro de Pesquisas, preparando-se para uma série de cenários que venham a surgir”, sublinha.

O diretor presidente da Andritz Brasil, Luis Bordini, afirma que o desempenho da empresa em 2014 superou as expectativas. “Para 2015, as perspectivas são igual­mente promissoras, devido ao bom desempenho do setor e aos investimentos que estão em curso”. Atual­mente, a empresa está presente em diversos projetos no setor tissue no Brasil e na América do Sul, com a oferta de tecnologias de pulper, depuração e refinação.

Como tendência para os próximos anos, o gerente de Vendas da empresa ressalta que inúmeros fornece­dores de fibras ajustaram seus programas de melhorias para incluir variáveis pertinentes à produção de tissue. Nesse contexto futuro, Ribeiro acredita que novas tec­nologias de prensa de sapata irão marcar as mudanças do processo de produção, já que têm função impor­tante principalmente quanto à manutenção do bulk do papel. Além disso, a tendência para economia de energia deverá seguir como um drive indispensável no desenvolvimento de tecnologias.

Projetos que contam com a substituição da fibra longa por curta nas etapas em que for possível tam­bém tendem a se fortalecer nos próximos anos, na visão do executivo. “Como essas tendências estão presentes, principalmente no Brasil, o maior produtor de fibra virgem de eucalipto, temos de adequar nossa tecnologia de preparação de massa e refinação para acompanhá-las, sempre buscando o melhor em efici­ência energética e qualidade de fibra.”

Tanto o movimento de vendas quanto o lucro atingido excederam as expectativas da MWN no fechamento de 2014. “Este ano também começou bem promissor. Esta­mos próximos da nossa capacidade de produção para o segundo semestre e esperamos crescimento adicional de 4% a 5% para o ano completo”, prospecta Sold.

Entre os projetos mais recentes com participação da empresa destaca-se o fornecimento de rolos de pres­são e de pressão de sucção, equipamentos que ainda constituem componentes chave para as atuais linhas de produção de tissue. Sold revela que também é co­mum os clientes solicitarem incrementos e soluções para problemas técnicos apresentados em rolos já ins­talados que afetam o desempenho operacional ou a qualidade do produto final. “Independentemente de se tratar de vibrações, teor de seco insuficiente ou falta de runnability, devido à nossa experiência de mais de 100 anos no negócio, sempre encontramos uma proposta adequada.” Como exemplo, ele cita o trabalho atu­almente em desenvolvimento para um cliente suíço. “Estamos instalando alavancas de prensas novas e exe­cutando uma reforma do mancal do lado de comando para Yankees que estão passando por problemas de vibrações excessivas. Assim que essas medidas forem colocadas em prática, dedicaremos nossa perícia ao de­saguamento com calha e sistema de raspadores do nível atual da técnica”, detalha os próximos passos.

Traçando metas de longo prazo, Sold enxerga uma tendência de saturação, em particular na Europa. “Com base nos projetos já revelados, a capacidade média de produção de tissue aumentará significativamente nos próximos três anos, ao passo que o consumo per capita não poderá acompanhá-la. Em outras palavras, veremos uma capacidade de produção excessiva defrontar-se com uma demanda muito pequena no mercado”, avalia. O diretor de Vendas e Projetos da MWN acredita que, mais adiante, tal tendência também se aplicará à Améri­ca do Sul, o que conduzirá a uma competição ainda mais acirrada entre produtores de tissue, deixando no páreo apenas os atores mais rápidos, eficientes e inovadores.

Outro futuro desafio contemplado pela empresa diz respeito aos custos de energia. “Além de serem merca­dos quase saturados, prosseguimos com a suposição de que os custos de energia subirão no longo prazo, particularmente na Europa e nos Estados Unidos. A situação da América do Sul é semelhante, embora se diferencie por alguns anos de retardamento. Assim sendo, a Índia e a África poderiam ser mercados com enorme poten­cial para produtores de tissue em todo o mundo”, aposta.

Ainda abordando as tendências que vislumbra para os próximos anos, Sold diz que, por um lado, o mercado buscará redução adicional de cus­tos, mediante a aplicação de equipamentos de automação de processos de alta tecnologia; por outro, propriedades de tissue individualizadas ganharão espaço, mediante a implantação de novos tratamentos de superfícies. Segundo ele, a empresa tem feito parcerias estratégicas e está prestes a fazer outras, com companhias que se encaixam na filoso­fia comercial, no portfólio de produtos e no porte da MWN. “Estamos trabalhando em conjunto com a Schaefer Rolls e também fundamos a joint venture CCOR, focada em materiais alternativos. Acreditamos que produtos e serviços complementares criam novas possibilidades para cada parceiro. Ao usarmos efeitos de sinergia, também proporcionamos benefícios a nossos clientes”, justifica.

De acordo com Flávio Silva, a Voith Paper segue um planejamento de longuíssimo prazo, característica que ajuda a manter a estrutura sem­pre equilibrada, evitando quaisquer movimentos repentinos em cená­rios mais desafiadores. “Do ponto de vista econômico, já esperávamos algumas situações difíceis para o Brasil. Dessa forma, o que havíamos planejado para o último ano foi alcançado sem nenhum tipo de pro­blema”, conta ele, fazendo o balanço de 2014. Neste ano, a Voith tam­bém se prepara para alguns cenários econômicos previstos. “Ainda não houve nenhuma questão excepcional que tenhamos deixado de cobrir com uma série de ações colocadas em prática dentro da empresa. Pelo contrário, estamos cada vez mais fortes para seguir adiante”, garante ele, comentando a preparação que resulta em bom desempenho tanto no mercado interno quanto no externo.

Silva informa que hoje a Voith está em processo de fabricação de duas máquinas novas no Brasil com capacidade de rodar a 2.000 m/min. Ampliando o enfoque à atuação global da empresa, ele revela a participação em start-ups de quatro máquinas com­pletas em regiões distintas: duas na Ásia, uma na Europa e uma na América do Sul. “Falando em incrementos tecnológicos em má­quinas existentes, há inúmeras iniciativas, incluindo fabricação de Yankees e entregas de Nipco Flex T”, informa, evidenciando que há muita movimentação no segmento, de maneira global.

Para superar os desafios que tendem a se desenrolar nos próxi­mos anos, a Voith Paper manterá seu foco em soluções altamente eficientes que proporcionarão maior valor agregado para os clien­tes. “Tiramos proveito de nossa competência em outros segmentos e de nossa presença consolidada no Brasil para desenvolver novas soluções no segmento tissue. Cada vez mais, buscaremos platafor­mas tecnológicas que tragam custo e qualidade associados, tendo em vista que o brasileiro tende a passar por uma migração signifi­cativa para papéis de melhor qualidade”, conclui Silva.

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