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Maximize a produção em máquinas de papel tissue com tratamento de contaminantes

No segundo Painel Tissue Online, os especialistas debateram o atual cenário, com a diminuição da geração de aparas de papel e a baixa qualidade do material produzido

O segundo Painel Tissue Online, que foi ao ar na terça-feira, 30, debateu o tema: “Como maximizar a produção em máquinas de papel tissue”. Participaram do bate-papo os seguintes convidados: Sidney Melotti, sócio da Papel Tangará, empresa fabricante de papel tissue, que atua no município de Pinheiro Preto, em Santa Catarina; Rogério Dias, engenheiro de produção e gerente de contas Região Sul da Contech, com mais de 15 anos de experiência em papel e, há nove anos, faz parte do time da Contech; e Jorge Silvestrini, engenheiro químico e coordenador de Mercado Papéis Tissue da Andritz, com mais de 25 anos de experiência em vestimentas.

Maximize a produção em máquinas de papel tissue com tratamento de contaminantes

Os especialistas debateram o atual cenário, com a diminuição da geração de aparas de papel e a baixa qualidade do material produzido, o que traz como consequência muito mais contaminantes no processo produtivo de papel tissue.

Rogério explicou quais as vantagens do tratamento de contaminantes para indústria de papel tissue. “Nós, da Contech, validamos que o tratamento de contaminantes é fundamental no segmento tissue; nossas tecnologias atuam na causa e no efeito dessas sujidades. Quando falamos na causa, dizemos que o tratamento correto é o da massa, a vantagem dessa aplicação é que nós atuamos nas contaminações em seu estado coloidal, fazendo com que elas não se aglomerem e se depositem nos rolos, vestimentas e demais equipamentos do processo”, fala.

A Contech possui em seu portfólio tratamentos patenteados de contaminantes. “O tratamento de vestimentas da Contech é uma tecnologia patenteada, ela é realizada por um equipamento termodinâmico que combina água, vapor e produto químico que produz uma solução ativa com alto poder de limpeza. O tratamento de vestimentas, além de fazer a eliminação dessas contaminações, traz outros benefícios na produção, como o aumento da vida útil, pois mantém a resiliência e a drenabilidade, ganhos em qualidade devido à melhora do perfil transversal de umidade, incremento de velocidade em fusão do teor seco que se ganha na sessão das prensas. Então, nós da Contech atuamos, tanto na parte da causa das contaminações assim como na parte do efeito, e é muito importante ressaltar que esse tratamento combinado é que traz os benefícios necessários em toda cadeia produtiva do segmento de tissue”, completa.

Jorge Silvestrini, representando a Andritz, líder no fornecimento no mercado de tissue, com mais de 50% de market share no segmento, contou quais as dificuldades dos fabricantes nesse sentido e quais as melhores práticas para lidar com os contaminantes. “Quando a gente tem alto índice de contaminante chegando nas vestimentas, o ideal seria que esses contaminantes não cheguem com a massa pela caixa de entrada pela tela formadora, mas isso não é possível, então o ideal é ter uma barreira química. Agora com essa pandemia a gente pode perceber que a qualidade e a quantidade de aparas tem caído, gera um grande problema para a indústria papeleira, assim como tem produtos químicos para o tratamento de contaminantes, nós também temos algumas tecnologias em vestimentas que podem ajudar a reduzir a quantia de contaminantes. Também hoje, o que eu tenho visto nas máquinas de papel, é que cada vez mais estão utilizando solução alta temperatura. Realmente, a Contech tem um sistema que aplica o produto em solução após a alta temperatura que facilita muito a limpeza, mantém o volume ativo dos feltros, mantém a permeabilidade e com isso o feltro, as vestimentas podem ganhar mais duração”, pontua.

Sidney mencionou qual a importância do tratamento de contaminantes no processo produtivo de papel tissue e quais os benefícios que ele ocasiona no produto final do Papel Tangará e na conversão de tissue. “Hoje, se você vai fazer funcionar uma máquina sem o tratamento físico nem o químico, o papel sai, as bobinas enrolam e tudo, mas quando vai desenrolar que é o problema. Antes de você comprar a máquina, você tem que comprar a parte da preparação, por que a gente vai instalando a limpeza química, investimento que aumentou a vida útil de feltro, de tela, inclusive melhorou a secagem, você mantém limpo o feltro e a tela, você consegue um papel mais limpo, mais limpo o secador, aumentou a velocidade. Eu acho que sem isso você faz papel, mas a pessoa que vai comprar sua bobina depois vai ver, no nosso caso a gente não converte, no máximo, a gente guarda a bobina para o tipo de papel toalha, guardanapo. Sem limpeza hoje, sem tirar os contaminantes, é difícil fazer papel, difícil se manter no mercado”, defende.

Nesse ponto, Rogério comentou que a qualidade das aparas está cada vez pior, o que faz com que o tratamento de contaminantes precise ser cada vez mais eficiente. Assim, pontuou quais são as novidades que a Contech tem para os fabricantes de papel tissue. “Hoje em dia a questão de água está cada dia pior, então hoje a condição de backup está cada vez menor e o circuito de máquina está cada vez mais fechado, então isso potencializa o efeito de contaminação de forma exponencial. A Contech, apesar de 31 anos no mercado, nós nos consideramos novos, ao quesito inovação, isso está nas raízes da Contech, essa filosofia transita em todos os setores da empresa, então nós estamos disponibilizando já no mercado de tissue e demais mercados, o nosso sistema Triway, nós vamos atuar de forma constante no tratamento de água, vestimentas e de massa. Essas três tecnologias são patenteadas”, ressalta.

A Andritz também possui sua estratégia para auxiliar os fabricantes de tissue a trabalharem com essa realidade de contaminantes. “A Andritz é baseada em tecnologia e inovação, em termos de vestimentas, a gente tem as telas formadoras, hoje tripla camada, tem conceito de drenagem vertical, sabemos que para o contaminante não ficar fixado ao papel ou a vestimenta, ele tem que sair na água, então a gente procura uma rápida drenagem na tela formadora tripla, de maneira que esse contaminante vai embora com água drenada. Por outro lado, o feltro, a gente tem a tecnologia hoje que se baseia no desaguamento no nip, ou seja, o feltro entra saturado no nip e a própria água quando estiver no feltro com a pressão da prensa ou com vácuo na prensa, extraindo essa água e o contaminante. Adicional a essa drenagem no feltro, nós temos também os revestimentos, tipos de ranhuras específicas para trabalhar no nip junto com o feltro para acelerar a remoção de água e contaminante”, observa Jorge.

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Devido à pandemia do novo coronavírus e o isolamento social, muitas empresas acabaram trabalhando em home office, o que ocasionou na falta de aparas no mercado. Nesse ponto, Sidney conta como a Papel Tangará está lidando com essa escassez e a baixa qualidade de aparas. “Nós, há uns três anos, já temos o costume de comprar dessas matérias primas cerca de 90% à vista, chega aqui o caminhão, a gente vê a qualidade e paga essas aparas. Talvez isso tenha ajudado um pouco, aqui no momento a gente nunca chegou a parar a fábrica por falta de aparas. A cada semana, está subindo o preço, é oferta e procura, estamos conseguindo trabalhar só que a qualidade piorou, se não tiver tratamento das aparas, da parte de vestimenta, desde a preparação, está cada vez mais difícil desenrolar as bobinas aqui”, relata.

Sidney encerrou falando sobre o projeto da segunda máquina da Papel Tangará, projeto que continua ativo mesmo diante da pandemia. “Tudo que já estava em andamento a gente continuou, a gente só segurou um pouco a preparação de massa e a parte elétrica, mas agora já está sendo tudo continuado”, conclui.

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