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Marcas próprias de personal care podem oferecer melhor custo-benefício

Para Heraldo Villalta, diretor industrial da CCM, o atual cenário abre um caminho para o mercado de marca própria, a exemplo da Europa e dos EUA, que cresceram em diversos segmentos após períodos de crise

A CCM, fabricante de fraldas adulto e baby, localizada em Uberaba, no Triângulo Mineiro, foi fundada em 2008, tendo como principais focos a linha adulto e a linha baby, para o canal de varejo e também para o segmento hospitalar. De acordo com Heraldo Villalta, diretor industrial da CCM, a empresa tem o objetivo de fornecer uma boa relação custo-benefício aos clientes, com uma grande gama de produtos.

“Nossa missão principal como companhia é oferecer para o consumidor um desembolso menor, é o momento em que a família começa a comparar os gastos com fraldas descartáveis nos itens de cesta básica no mês a mês e nós temos produtos de categoria de A a Z, produto de primeiro preço, intermediário, premium e super premium. Nosso desafio é sempre tentar oferecer soluções que a gente chama de premium, é o premium, mas sem custo para o desembolso”, explicou, no quadro Talk Tissue com Felipe Quintino.

Considerando que os produtos de personal care são itens de primeira necessidade, Heraldo conta que a empresa está adotando para preservar a saúde dos colaboradores e manter a produção ativa diante da pandemia do coronavírus.

“A primeira missão e a mais importante foi essa de conscientização do time. Nosso trabalho está na cadeia de primeira necessidade, nós somos hoje um dos maiores fornecedores da cadeia hospitalar e isso traz uma responsabilidade grande, nós trabalhamos forte com a comunicação da equipe pessoalmente, conversando muito com o time e tomando as medidas. Aqui em Uberaba, nós fomos uma das primeiras indústrias a tomar o uso 100% de máscaras, álcool em gel em todos os setores, desinfecção todos os dias, em toda a entrada dos colaboradores é monitorada a temperatura, e [adotamos] esses procedimentos de distanciamento social, as reuniões presenciais em extrema necessidade com poucas pessoas… Hoje as reuniões, mesmo internas, são remotas”, pontuou.

O diretor industrial também opinou como está sendo o impacto no mercado de personal care devido à pandemia. “Economicamente falando, as indústrias de personal care no país estão muito afetadas porque o câmbio subiu muito, e ele afeta diretamente a compra de matéria prima. Com isso, a gente vê que todo esse cenário força o consumidor a procurar produtos de menor custo , defende.

Para ele, esse cenário abre um caminho para o mercado de marca própria, a exemplo da Europa e dos EUA, que cresceram em diversos segmentos após períodos de crise. “Vem ocorrendo isso com grande força no varejo. No nosso segmento, personal care, o que eu acho que é muito feliz nesse processo é o Canal Farma, que é uma grande rede de drogarias e associados que tem excelentes produtos na categoria de marca própria, e hoje ocupam um grande poder de posicionamento da marca. O varejo viu que ele tem o controle no ponto de venda, que pode dar uma limpada na gôndola dele, trabalhar com poucos produtos, posicionar os produtos dele de forma inteligente, que consiga ainda ser um produto de segundo preço e criar um distanciamento das marcas líderes. Então ele trabalha com poucas marcas e garante um posicionamento inteligente para os produtos de marca própria e consegue mostrar para o consumidor na compra que ele realmente está lhe trazendo custo-benefício”, aponta.

Heraldo opinou, também, sobre as mudanças no segmento de fraldas com as mudanças demográficas no Brasil, em que o crescimento populacional está desacelerando, e mais pessoas estão ficando idosas e com uma expectativa de vida maior, o que pode sugerir um aumento nas vendas de fraldas adultas.

“A gente visualiza um futuro promissor em crescimento, volume, em função disso. Hoje, nós temos um país que vem envelhecendo; em 2015, a média de idade era 71 anos; em 2050, vai passar de 75 anos. O mercado de incontinência tem que suportar essa população; uma em cada três mulheres tem problemas com incontinência, com o homem, um em cada 14 tem problemas com incontinência e é preciso mudar economicamente, para que as pessoas tenham condição de comprar o produto de higiene, senão isso não evolui. Culturalmente, você tem que quebrar o paradigma, o preconceito instaurado em nossas cabeças, a gente trata isso com restrição; nós estamos enxergando esse movimento no varejo importante para o segmento. O envelhecimento da população vai trazer um beneficio gigante de crescimento no mercado, só que a gente precisa aumentar a categoria, as opções de produto e investimento”, encerra.

Confira na íntegra o Talk Tissue com Heraldo Villalta, diretor industrial da CCM.

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