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Klabin continuará a pagar royalty por uso do nome

Em um movimento inesperado, a Klabin cancelou a sua assembleia de acionistas que iria votar a incorporação da Sociedade Geral de Marcas (Sogemar), que controla a sua marca, mostra um comunicado enviado ao mercado na quarta-feira (6).

A intenção da compra seria a de evitar a continuidade do pagamento de royalties pelo nome Klabin e outras seis marcas, mediante o pagamento de royalties estabelecidos em 1,3657% sobre o faturamento líquido obtido com a comercialização de produtos identificados com por elas.

O valor pago em 2018 chegou a R$ 52 milhões. A projeção do fluxo de pagamentos é crescente e pode alcançar R$ 74 milhões em 2024. O montante calculado para a proposta de aquisição foi de R$ 78 milhões ao ano.

Considerando o valor entre 2019 e 2024 (R$ 218 milhões), mais R$ 482 milhões na perpetuidade, o valor do contrato estaria em R$ 702 milhões. A proposta de aquisição era de  R$ 344 milhões mediante a emissão de 100.845.943 ações ordinárias, que teriam um período de lock-up (que impede a venda) de 5 anos.

O que aconteceu?

A companhia recebeu solicitação de um único acionista para convocar assembleia geral extraordinária visando a deliberar diretamente a “rescisão” do Contrato de Licenciamento em completa. Foi uma “inédita e absurda desconsideração dos mecanismos de administração”.

A Klabin ressalta que recebeu um segundo comunicado divulgado pela Associação dos Investidores no Mercado de Capitais, cujo presidente, por sua vez, havia sido, poucos dias antes, indicado por acionista minoritário para concorrer ao cargo de conselheiro de administração.

“A proposta carece de seriedade mínima, pois pretende imputar aos acionistas uma decisão que, para ser tomada com um mínimo de diligência, por quem quer que fosse, requereria uma análise criteriosa sob o ponto de vista jurídico, financeiro e empresarial quanto ao seu cabimento, custos, benefícios e riscos – podendo-se mesmo cogitar responsabilidade decorrente de eventual deliberação nesse sentido que se afigure ilegal e prejudicial a uma companhia aberta como a Klabin”, destaca.

A pretendida “rescisão” levaria a uma disrupção na utilização das marcas, aponta a empresa, que precisaria investir na criação de uma nova. Com isso, a Sogemar decidiu se retirar da mesa de negociação.

“Nos 120 anos em que KIC (Klabin Irmãos e Companhia) controla a Companhia, não se tem notícia de qualquer mácula ou escândalo que pudesse de qualquer forma prejudicar a Companhia ou sua imagem e reputação no mercado, mesmo nos tempos recentes, em que investidores de tantas companhias brasileiras, e a própria população por meio de investimentos públicos, viram serem destruídas enormes parcelas de suas poupanças por escândalos de corrupção e má gestão”.

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