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Kimberly-Clark substituiu o óleo diesel por combustível de fontes renováveis

Em sua única filial no Estado, localizada na pequena Correia Pinto, cidade de 15 mil habitantes e distante 25 quilômetros de Lages, a multinacional norte-americana Kimberly-Clark (KC) implantou um sistema que substitui o óleo diesel por combustível de fontes renováveis para alimentar uma das quatro caldeiras da fábrica, cujo carro-chefe da produção é o papel higiênico.

A ideia sustentável é simples: reduzir ao máximo as emissões na atmosfera. Assim, a KC começou a utilizar na caldeira de biomassa restos de madeira (cavaco), de fibras de celulose e aparas de papel. A mistura desses resíduos é feita por uma empresa parceira e o material que seria descartado em um aterro sanitário é consumido como combustível.
A coordenadora ambiental da Kimberly-Clark no Brasil, Janaína Rodrigues, garante que os resultados obtidos com o novo sistema são os melhores possíveis sob os aspectos ambientais, econômicos e produtivos.

O método deu tão certo que, até o próximo ano, a KC pretende utilizar o mesmo tipo de combustível à base de resíduos nas outras três caldeiras da empresa, atualmente movidas a gás. Além disso, a empresa assume o compromisso de que até 2015 nenhuma de suas cinco unidades no país enviará resíduos para aterros.

Produção de papel higiênico é a que mais cresce no setor de celulose atualmente

Com aproximadamente 20 mil colaboradores diretos em 300 pequenas, médias e grandes empresas, a indústria de papel e celulose de Santa Catarina deve crescer entre 2,5% e 3% no ano. E dentro do setor, o segmento que mais se destaca é o de papel higiênico, no qual está inserida a Kimberly-Clark, que deve crescer o dobro em relação à média geral.

O presidente do Sindicato das Indústrias de Celulose e Papel de SC (Sinpesc), Nereu Baú, entende que a expectativa de crescimento é reflexo da nova classe média que está surgindo no Brasil. Com mais dinheiro no bolso, a tendência é de que as pessoas passem a adquirir melhores produtos de todos os segmentos, especialmente de higiene pessoal.

Dados do Sinpesc apontam que o papel e a celulose têm participação de 5,24% na indústria de transformação catarinense e de 8,43% no setor em âmbito nacional. O Estado é o terceiro maior produtor de papel do Brasil.

 

Fonte: Diario Catarinense