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Irani Papel e Embalagem investirá R$ 743 milhões em pacote de projetos

O valor é inferior àquele planejado inicialmente pela companhia, de R$ 1,2 bilhão, para ser aplicado na esteira de seu “re-IPO”

A Irani Papel e Embalagem, fabricante brasileira de embalagens de papelão ondulado, revisou seu plano de investimentos a curto e médio prazo e executará um pacote de projetos que demandará R$ 743 milhões. O valor é inferior àquele planejado inicialmente pela companhia, de R$ 1,2 bilhão, para ser aplicado na esteira de seu “re-IPO”. Denominada Plataforma Gaia, a iniciativa resultará na ampliação de capacidade e modernização da empresa durante os próximos quatro anos.

Segundo o presidente da Irani, Sérgio Ribas, dois projetos estão sendo reavaliados e serão executados quando a taxa de retorno se mostrar mais atrativa. Um deles visa à expansão da fábrica de papel e o outro, uma nova linha de embalagens em Minas Gerais. “Tínhamos no portfólio o projeto em Minas Gerais, mas ainda em fase embrionária e com retorno relativamente baixo. Estamos revisitando esse projeto”, declarou, em webinar realizado para comentar o balanço do terceiro trimestre.

Depois de angariar R$ 405 milhões com uma oferta primária de ações no mês de julho, a Irani está negociando recursos adicionais com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a fim de financiar a Plataforma Gaia, que agora é concentrada nas operações de Santa Catarina. A ação inclui a instalação de uma nova caldeira de recuperação, reforma da MP2 na mesma unidade, expansão em embalagem e repotenciação de duas pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).

A operação na Bolsa de Valores e um amplo processo de gestão de passivos levaram a fabricante a reduzir a 1,1 vez a alavancagem financeira medida pela relação entre dívida líquida e resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda). Levando-se em conta os recursos que serão recebidos pela venda de ativos (florestas e imóvel) e crédito de PIS e Cofins, tal índice chega a 0,42 vez. De acordo com o diretor de Administração, Finanças e Relações com Investidores da companhia, Odivan Cargnin, “isso abre espaço para o novo ciclo de crescimento”.

Entre julho e setembro, a Irani obteve lucro líquido de R$ 25,6 milhões. Já a receita líquida foi de R$ 261,4 milhões, alta de 9,4% na comparação anual, e o Ebitda, de R$ 55,6 milhões, um crescimento de 10,4%. O principal destaque foi o aumento nas vendas de embalagens de papelão, que subiram de 12,7% para 43,2 mil toneladas.

O executivo explica que a maior parte da reestruturação de passivos, que passou pelo pagamento dos financiamentos mais caros, já foi realizada e existe pouco espaço para nova operação do gênero. Simultaneamente, apesar de haver a possibilidade de buscar linhas com bancos para financiar parte do projeto, a meta é contratar recursos junto ao BNDES, pois as condições são mais atrativas.

Cargnin ainda aponta que a migração da Irani para o Novo Mercado da Bolsa de Valores está caminhando de acordo com o cronograma previsto e espera-se que a listagem, com a conversão de ações preferenciais em ordinárias na proporção de um para um, aconteça ainda neste mês. “Estamos na antessala de conclusão desse processo”, comentou.

Para Ribas, o mercado de papelão ondulado tem demonstrado vigor extremo, tendência que deve ser mantida até o primeiro trimestre do próximo ano. “Já estamos registrando pedidos para fevereiro”, informou.

O aquecimento da demanda aquecida e o aumento do preço das aparas de papel têm permitido a aplicação de reajustes mensais pela Irani, o que deve continuar até dezembro. “Devemos ter elevação expressiva das margens”, concluiu.

Fonte
Valor Econômico
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