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Investimento inteligente

Tecnologia permite ampliar produtividade de indústrias de papel com payback no primeiro mês

A economia brasileira está apresentando índices de retomada de crescimento desde o ano passado. Para este ano a expectativa dos analistas do mercado financeiro é crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 2,48%. Estas perspectivas são ainda mais positivas porque somam-se a um ano de recordes de exportação experimentado pelo setor de papel em 2018. Isto quer dizer que haverá mais demanda, por isto as fabricantes têm que se preparar para atender volume maior de vendas. Muitas indústrias já saíram na frente e encontram a solução com investimento inteligente, que tem retorno imediato com incremento imediato na produção.

Pelas contas dos economistas, teremos um horizonte financeiro mais amigável para os próximos anos. A expectativa de expansão da economia para 2021 e 2022 é ainda um pouco mais positiva do que vamos experimentar neste ano, será de 2,50%. Mais especificamente para o setor de base florestal, os dados da Ibá (Indústria Brasileira de Árvores) são muito positivos. De acordo com a entidade, o ano de 2018 foi recorde com o melhor desempenho das exportações e da balança comercial. O setor exportou US$ 10,7 bilhões, um crescimento de 25,5% frente a 2017. Houve alta nas exportações de celulose (+31,5%), painéis de madeira (+7,3%) e papel (+8,3%). O saldo da balança comercial do setor ficou em US$ 9,7 bilhões, o que representa um avanço de 28,4% quando comparado ao desempenho de 2017. A representatividade da balança do setor somou 4,5% do total de exportações brasileiras e 10,6% das exportações do agronegócio.

Com este cenário positivo, indústrias do setor de papel e celulose iniciaram a produzir mais. A empresa de Pinheiro Preto (SC), Papel Tangará, está entre as que investiram para acompanhar a retomada da economia. A fabricante de bobinas de papel tissue ampliou a produtividade em 5%, sem nem gastar dinheiro, porque o retorno se deu logo no primeiro mês.

Em outubro do ano passado a indústria implementou no setor de formação e prensagem de sua máquina, o sistema de tratamento de vestimentas produzido pela Contech Brasil, especializada em soluções químicas para o tratamento contínuo de feltros e telas. “Atualmente subimos nossa velocidade de produção de 930 metros por minuto com papel de 18 gramas para 970 metros”, comemora Sidney Melotti, sócio da empresa.

Ele ressalta que o modelo de negócio proposto pela Contech permitiu payback logo no primeiro mês. “O equipamento é fornecido em sistema de comodato, então adquirimos somente os químicos. No primeiro mês de uso, depois do ajuste do sistema, o valor de investimento foi coberto e ainda veio com retorno”, garante Sidney. Os serviços de assistência técnica para manutenção preventiva e ajustes do equipamento, ficam sob responsabilidade da Contech.

A empresa de Santa Catarina produz e comercializa bobinas de papel tissue para as conversoras beneficiarem três tipos de produtos: papel higiênico, guardanapo e papel toalha. Nestes primeiros meses do ano a produção diária foi de 50.5 t. “Produzimos sobre encomenda, não fazemos estoque”, explica o sócio da companhia, que ocupa uma área construída de 8.500 m² e possui 45 funcionários. A empresa trabalha 24 horas por dia, os sete dias da semana quando há demanda.

Além da produtividade, a Papel Tangará também comemora outros ganhos com a utilização da solução proporcionada pela Contech. Com o mesmo consumo de vapor, 6.8 toneladas por mês, foi possível ampliar a produção, ou seja, o gasto com energia caiu. “O teor seco do papel aumentou e o feltro que começava a perder o desempenho após a produção de 1.100 t de papel, agora vai a 1.400 t produzidas”, destaca Sidney.

Os gestores da indústria não avaliam a vida útil dos componentes pelas horas trabalhadas e sim pela tonelagem produzida. “Assim fica mais claro verificar os ganhos”, explica. Neste sentido, o feltro que resistia um desempenho instável de no máximo 4.200 t produzidas, agora mantém a produtividade constante até 6.100 t. “Está se mantendo mais limpo e produzindo menos atrito”, completa o sócio da Papel Tangará. Pelos cálculos de Sidney, os ganhos de vida útil da tela formadora subiram 45% em relação ao desempenho anterior ao uso dos produtos da Contech e o feltro ganhou 30% a mais de tempo de desempenho antes da troca.

A empresa está com o projeto de ampliação de produção definido, somente aguardando a estabilidade da economia brasileira, para colocá-lo em prática. Quando implementado, a nova máquina irá mais que dobrar a capacidade atual da indústria. Atualmente, a Papel Tangará atende os mercados de Rondônia, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Minas Gerais.

Tecnologia

O tratamento das vestimentas desenvolvido pela Contech e patenteado, é composto por um equipamento de alta eficiência, que promove aos chuveiros da máquina uma solução química homogênea, pressurizada e com temperatura adequada. “O tratamento utiliza equipamento térmico de alta eficiência, que combina vapor, água e produto químico, e produz uma potente solução de limpeza”, explica Abilio Franco.

 “Com máquinas cada vez mais velozes, em temperaturas mais altas, as reações químicas também se aceleram”, detalha Abilio. Nestas temperaturas, a viscosidade e densidade da água diminuem, facilitando a penetração do produto químico na estrutura do feltro.

Quando da passagem do feltro pela caixa de sucção, a água quente e os contaminantes serão extraídos, deixando a estrutura do feltro limpa, mais leve, com maior permeabilidade e melhor resiliência.

Empresa

Estabelecida em 1989, a Contech é referência em qualidade e tecnologia no segmento químico para celulose e papel. “A atuação no tratamento químico contínuo de feltros e telas, tornou a empresa líder de mercado na América Latina, oferecendo produtos e serviços para os maiores grupos globais produtores de papel e celulose”, aponta Abilio Franco, diretor de operações da Contech Brasil.

Ganhos com tratamento das vestimentas

  • Eficiência de limpeza, reduzindo a frequência de paradas das máquinas para lavar os feltros
  • Redução do tempo perdido nas interrupções de produção para limpeza dos feltros e telas
  • Uniformidade de perfil transversal de umidade e qualidade da folha
  • Melhoria de estabilidade de máquina, com redução do número de quebras de folha
  • Aumento da produtividade da máquina, devido à maior remoção de água da folha;
  • Eliminação do manuseio e uso de substâncias nocivas no ambiente de trabalho (segurança)
  • Aumento da vida útil do feltro
  • Redução de problemas e custos no tratamento de efluentes
  • Limpeza química contínua dos feltros e telas formadoras
  • Limpeza química em batch ou choque dos feltros e telas formadoras
  • Limpeza química das telas secadoras
  • Coating das telas formadoras e feltros
  • Proteção química dos rolos

“Com máquinas cada vez mais velozes, em temperaturas mais altas, as reações químicas também se aceleram” – Abilio Franco, diretor de operações da Contech Brasil

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