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Inovações sustentáveis desenvolvidas no Brasil podem transformar mercado de papel tissue

Novidades foram apresentadas em congresso na Tissue World São Paulo, que reuniu companhias líderes como Voith, Klabin, Kemira, Pöyry, entre outras.

No segundo dia do Congresso “América Latina: Desafios e Oportunidades, abordagens para impulsionar o sucesso”, que aconteceu na Tissue World São Paulo, foram apresentadas inovações brasileiras ligadas à sustentabilidade do setor.

Marcos Scheil Gonçalves, gerente de Vendas da Voith, falou sobre o bem sucedido caso da tecnologia TissueLev, desenvolvida pela empresa para atender a Duni/Rexcell, líder no mercado sueco para decoração de mesa. “A ideia era criar um novo produto que fosse ecologicamente sustentável, cujo processo pudesse aumentar a produtividade das máquinas”. A criação, que obteve sucesso, aumentou a velocidade das máquinas da Duni/Rexcell em 20%, além de reduzir o número de fibras, tornando o material 1g mais leve.

A pesquisadora sênior em desenvolvimento de produtos da Fibria, Heloisa Ramires, apresentou o caso da EucaStrong, polpa de eucalipto de alta resistência desenvolvida pela empresa. “Essa polpa tem maior capacidade de ligação. Para chegarmos a ela, executamos mudanças de processo, com aditivos durante o processo de branqueamento. Entre outros benefícios, estão a redução da energia de refino e redução de custos de produção”.

Outra discussão do congresso foi o consumo de papel tissue no Brasil e no mundo. Manoel Neves, gerentes de Estudos Econômicos da Pöyry, apontou algumas questões do parque industrial brasileiro. No Brasil, São Paulo, Santa Catarina e Paraná representam 76% da capacidade instalada. “A produção está lado a lado do mercado tradicional, então é preciso analisar a questão do frete no país, pois existem outros públicos que devem aumentar o consumo no Brasil”. Atualmente as máquinas de tissue instaladas no país são relativamente pequenas, com capacidade para menos de 25 mil toneladas/ano. A região Nordeste tem uma capacidade menor do que a demanda regional. “Imaginamos um crescimento de 1% acima do PIB de 2018 a 2020”, prevê Neves.

Os congressistas internacionais apresentaram tecnologias para aumentar produtividade e valor agregado. O Diretor de Ciência para Tecnologias e Processos da Andritz (EUA), o pesquisador Eric Xu mostrou os benefícios da tecnologia BCTMP (bleached chemi-thermomechanical pulp), que fornece propriedades funcionais ao tissue, além de reduzir os gastos de energia. “Existe maior retorno do recurso madeireiro e menor custo de investimento. Hardwoods necessitam de tratamento químico para desenvolver resistência e o processo é muito flexível. Isso é importante porque diferentes polpas são necessárias para fabricação de papel, já que a combinação tem melhores propriedades de bulk e tração”. De acordo com o cientista, já foi comprovado comercialmente que esse tipo de polpa pode ser utilizado em determinadas categorias de tissue.

Já o gerente de Pesquisas da FP Innovations (Canadá), Xuejun Zou, apresentou como tema “Soluções Inovadoras para Melhorar o Desempenho e Eficiência de Conversão de Tissue”. O assunto é relevante já que, na América do Norte, a indústria precisa alcançar cada vez mais altos níveis de valor no produto, acredita o pesquisador. “Dentro dessa necessidade, precisamos atender diversos requisitos, muitas vezes conflitantes, como a criação de produtos que ao mesmo tempo sejam resistentes à umidade e apresentem alta absorção, ou tenham grande suavidade e não soltem partículas. Isso faz com que novas ferramentas de medição sejam criadas, para quantificar estrutura e o desempenho do papel tissue”.

O pavilhão da feira traz soluções de grandes empresas do mercado brasileiro. Um dos exemplos é a Klabin. “Estamos com expectativas otimistas, uma vez que o mercado já vem utilizando produtos como as celuloses LyptusCel™, PineCel™ e a PineFluff™ desde a entrada em operação da fábrica, com excelentes resultados”, afirma José Soares, diretor Comercial de Celulose da Klabin. Para a companhia, a participação na Tissue World, um dos mais tradicionais eventos do segmento tissue, é extremamente importante “Somos a única empresa do Brasil a produzir, a partir de uma mesma unidade industrial, celulose de fibra curta, celulose de fibra longa e celulose fluff”.

Da Finlândia, mas hoje estabelecida como uma empresa global, a Kemira também é expositora. “Vemos a Tissue World como um ponto de encontro dos fabricantes e não poderíamos deixar de participar. Já participamos da edição de Milão, e agora em São Paulo”, diz Felipe Higa, gerente de Vendas na América do Sul para tissue. “Temos uma grande expectativa de que o Congresso seja um importante canal de comunicação sobre nossa nova tecnologia de químicos para resistência do papel Tissue” complementa.

A Tissue World São Paulo é a plataforma ideal para empresas e profissionais dessa indústria em busca de conhecimento e novas oportunidades de negócio em toda a América Latina, além dos demais continentes. Paralelamente à feira, a conferência Desafios e Oportunidades na América Latina: abordagens para acelerar o sucesso” traz palestrantes altamente gabaritados do mercado em mais de 30 apresentações com tendências, inovações em processos, conversão, soluções para fornecedores, entre outros temas relevantes, para que os participantes, além de adquirir mais conhecimento, possam conhecer potenciais parceiros de negócio.

 

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