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Indústria da celulose avança com floresta mecanizada

Em fevereiro, as exportações cresceram 48% em relação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a fevereiro, a alta foi de 25,6%.

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Florestas mecanizadas, irrigadas por tratores automatizados e monitoradas por drones do plantio de mudas até a colheita. A indústria brasileira de papel e celulose, cuja competitividade vem da geografia e agora do câmbio favoráveis, ganhou produtividade nos últimos anos com o investimento em tecnologia, melhora genética e modernização de fábricas.

Voltado à exportação e com os custos em reais, o setor manteve-se na liderança da indústria brasileira mesmo com o fim do ciclo de alta no preço das matérias-primas. Os primeiros percalços só chegaram neste ano, com a redução no preço da celulose de fibra curta (eucalipto), em decorrência da demanda menor da China e do aumento da capacidade de produção da indústria.

Mesmo com a apreciação do real nas últimas semanas, a indústria ainda tem folga para se manter competitiva. “O setor vinha trabalhando com um dólar entre R$ 4,20 e R$ 4,50. Mas mesmo se cair para R$ 3,50, vai continuar com um nível de rentabilidade atrativo”, diz Viccenzo Paternostro, analista do banco Credit Suisse.

Em fevereiro, as exportações cresceram 48% em relação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a fevereiro, a alta foi de 25,6%.

“Muita gente acha que é só questão de clima e solo; dizem que o Brasil é abençoado. A verdade é que a indústria investe muito no setor, em tecnologia, mecanização e genética”, diz Paternostro.

A partir da modernização de uma máquina de papel e com um investimento de R$ 30 milhões, a Suzano iniciou, no ano passado, a produção de celulose tipo fluff, utilizada para a produção de fraldas e absorventes.

Em março, a Klabin colocou em operação a Unidade Puma, no Paraná, com capacidade para produzir 1,5 milhão de toneladas de celulose ao ano, entre fibra curta e fibra longa (pínus).

A celulose fluff é um nicho com perspectiva alta de crescimento devido a melhora na renda e a urbanização do Brasil. O país importa cerca de 400 mil toneladas de fluff, mas, com o projeto da Klabin, ficará autossuficiente.

Marcelo Castelli, presidente da Fibria, disse que a empresa monitora nichos como o de fluff, mas que “é preciso ter cuidado com um mercado que não é tão grande”, para não haver excesso de oferta.

Diversificar a receita com produtos renováveis está nos planos da empresa. Segundo Castelli, a intenção é, em complemento à exploração da celulose, transformar a biomassa florestal em produtos renováveis, como biocombustíveis e bioquímicos.

No final de 2017, a Fibria deve concluir sua nova linha operacional, que terá capacidade de 1,75 milhão de toneladas de celulose por ano. O projeto Horizonte 2, que recebeu investimento de R$ 8,7 bilhões para ampliar a unidade de Três Lagoas (MS), deve elevar a capacidade total de produção da Fibria dos atuais 5,3 milhões de toneladas por ano para 7 milhões de toneladas por ano.

A cidade abriga ainda a construção da nova fábrica da Eldorado, o projeto Vanguarda 2.0, um investimento de R$ 10 bilhões com capacidade prevista para 2,5 milhões de toneladas por ano.

A empresa, que tem apenas três anos, saltou de um prejuízo de R$ 419 milhões em 2014 para um lucro líquido de R$ 280,6 milhões em 2015, o primeiro da história da empresa.

Segundo José Carlos Grubisich, presidente da Eldorado, não há estratégia para diversificação da produção no momento, mas a empresa investe em mecanização e tecnologia. A Eldorado usa drones para o monitoramento florestal, reduzindo levantamentos feitos em campo de até três dias para algumas poucas horas.

folha.uol.com.br