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Higiene Pessoal é o melhor resultado para o mercado de Não-Tecidos

O setor reavalia projeção de crescimento após ser afetado pelo momento ruim dos segmentos demandantes, como construção civil, e pela alta do petróleo e do dólar na formação de preços

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A Freudenberg investiu para ajustar a produção de sua fábrica

O mercado de não tecidos vem apresentando desempenho abaixo da expectativa, impactado pelo momento negativo de setores demandantes e pelo preço da matéria-prima. A projeção para 2018 é de um crescimento de cerca de 3%.

“As expectativas eram altas para este ano, de avanço acima de 10%, mas não está acontecendo. Em 2017, o setor cresceu 5% e esse ano esperávamos ficar duas ou três vezes acima do PIB do País. Dentro do atual cenário, devemos ficar bem abaixo”, afirma o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Nãotecidos e Tecidos Técnicos (Abint), Carlos Eduardo Benatto. O não tecido é uma estrutura constituída de véu ou manta de fibras ou filamentos, consolidada por processo químico, mecânico ou térmico. O termo é usado para definir produtos – como o feltro – que não são fabricados por tecelagem ou malharia. Entre os principais setores demandantes estão automotivo, construção civil, higiene pessoal e vestuário. “O automotivo está forte, crescendo. A construção civil está bem fraca, ainda não se recuperou. Higiene está num ritmo de 3% a 4%. E calçados está sofrendo por ser um setor com empresas menores, em que existe um grande receio de fazer investimento antecipado”, avalia.

O diretor geral da Freudenberg Performance Materials, Klaus Homberg, conta que os três principais mercados da empresa, vestuário, calçadista e higiene apresentam performances distintas desde o ano passado. “Higiene é um mercado mais dinâmico, houve muitas mudanças no processo produtivo de nossos clientes. Os outros mercados foram mais quietos.” No Brasil desde 1985, a empresa tem fábrica instalada em Jacareí (SP), onde também possui um laboratório de desenvolvimento. “Consideramos o 1º semestre positivo, apesar de algumas surpresas. Investimos nos últimos três anos na planta, ajustando a capacidade produtiva para uma perspectiva de crescimento de 5% a 7% ao ano”, destaca Homberg.

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Matéria-prima e produção

Benatto aponta que a desvalorização do real frente ao dólar também vem impactando o setor. “O que não é importado é dolarizado. Na prática, as matérias-primas são commodities. Com a retração do País, não é possível antecipar preços. Empresas do setor estão fechando, as margens estão cada vez mais apertadas. Estamos tentando achar uma forma de seguir produzindo, mas não está sendo fácil.”

O presidente Voith Paper América do Sul, Hjalmar Fugmann, afirma que a companhia está tendo um desempenho dentro do esperado. “Conforme previsto, as vendas do grupo aumentaram no primeiro semestre do ano fiscal, 4% superiores em relação ao mesmo período do ano anterior.” A empresa fornece máquinas e processos tecnológicos para produção da indústria de papel. Através de parcerias, vem transferindo suas competências para o setor de não tecidos. “Nossa estratégia é fortalecer ainda mais nossas tecnologias, ampliando nosso portfólio e atingindo cada vez mais indústrias e clientes”, declara Fugmann.

Fonte: DCI

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