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Notícias Tissue no Brasil

Fornecedores para indústria tissue garantem diferenciais que ampliam vantagens competitivas dos players

Independentemente do nicho de atuação e da estratégia do fabricante, o foco do segmento tissue que vem se fortalecendo nos últimos anos é o mesmo: melhoria de qualidade dos produtos aliada a redução de custos operacionais. A matemática com vista ao sucesso nos negócios é facilitada pelos fornecedores de tecnologia e produtos químicos usados no processo fabril. São eles que estão por trás dos incrementos que levaram ao desenvolvimento dos papéis disponíveis nas prateleiras dos supermercados hoje em dia.

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O salto tecnológico que marcou o segmento e apresentou o papel de folha dupla como estrela da melhoria de qualidade do mercado brasileiro é recente. “Há 15 anos, o papel que tínhamos no Brasil era basicamente de folha simples. A exigência por qualidade não era tão grande quanto hoje. A demanda mudou, assim como as fábricas e a cultura de fabricação”, contextualiza Marcelo Machado, diretor de Vendas da Kadant. Ao falar sobre a etapa de preparação de massa, que marca o início do processo produtivo de tissue, Machado informa que a planta também teve de se adequar para produzir uma matéria-prima mais limpa e gerar um papel de melhor qualidade. “Os avanços tecnológicos permitiram a conquista de um papel de melhor qualidade, incluindo alvura, maciez, resistência e baixa gramatura.

Hoje, é possível chegar a papéis de 13 g/m2, enquanto há alguns anos a gramatura girava em torno de 20 g/m2”, exemplifica. Entre as dificuldades do antigo processo de fabricação que levavam à gramatura mais alta, estava a quebra de folhas e contaminações de processo. “Com a melhoria de qualidade desde a preparação da massa e a mais eficiente remoção de contaminantes, foi possível conquistar avanços e elevar a qualidade do papel, até chegar aos papéis de folha dupla, tripla e até quádrupla. ”

Nos últimos anos, a Kadant lançou equipamentos para proporcionar essa qualidade necessária no processo fabril de tissue, não apenas removendo contaminantes existentes no processo e melhorando a qualidade dos produtos, mas também reduzindo custos operacionais, a exemplo dos relativos à energia da planta – “tudo para poder atingir uma qualidade diferenciada com um custo operacional viável, aceitável pelo mercado”, resume Machado.

Entre os exemplos mais recentes de avanços vistos no portfólio da empresa, estão os novos componentes de equipamentos importantes para o processo, como o desagregador, tanto em plantas que utilizam aparas quanto nas que se servem de celulose. “Lançamos recentemente no mercado um rotor que gasta 30% menos energia (ou produz 30% a mais com a mesma energia). Isso também pode ser feito em equipamentos já em operação”, detalha o diretor de Vendas sobre a prática de constante inovação buscada pela Kadant.

Outra prática comum tem pautado as metas da empresa: a união de diferentes processos em um mesmo equipamento. “Enquanto antigamente uma planta média de aparas apresentava cinco depuradores, hoje a Kadant já é capaz de substituí-los por um único equipamento, combinando três estágios de depuração em uma só máquina”, descreve Machado. Ele ressalta que, além dos ganhos em economia de energia e da redução dos custos operacionais, a troca dos cinco equipamentos por um só depurador promove melhorias na massa preparada. “Em termos de qualidade, é notável o resultado da massa que sai desse único depurador, uma vez que não há mais a quebra da contaminação de depuração ao longo dos cinco equipamentos. Trata-se de um processo mais suave; por isso, é mais fácil evitar a contaminação do processo”, diz ele sobre os diversos conceitos e ações voltados à melhoria da qualidade do papel e à redução do custo operacional, que têm sido o foco da Kadant no mercado.

Profissionais que formam a equipe da Albany International também veem benéficos incrementos tecnológicos em diferentes frentes do processo fabril. Marcos Bressani, consultor técnico da Área de Serviços da empresa, menciona um desenvolvimento que vem sendo empregado com frequência: a substituição dos cilindros Yankees de ferro fundido pelos de chapa de aço, embora ainda existam dúvidas quanto à durabilidade. “A troca melhora o rendimento térmico dos Yankees, principalmente no que se refere a ranhuras internas. Estima-se que os equipamentos em chapa de aço tenham eficiência de 15% a 30% maior em comparação aos de ferro fundido”, faz o balanço. Na visão de Julio Gerytch, também consultor técnico da Área de Serviços da Albany International, o grande destaque inovativo para máquinas convencionais de tissue (constituídas de Crescent Former, prensa, cilindro Yankee e capota) fica por conta da prensa de sapata exclusiva para máquina de tissue, cuja elevada flexibilidade no sentido transversal permite acomodação da sapata nas deflexões do Yankee.

“Essa prensa proporciona um papel de qualidade muito uniforme no sentido transversal e incremento de teor seco ao redor de 5% – o que significa 20% a mais de produção comparativamente a uma prensa de sucção para um mesmo nível de volume específico do papel”, descreve. As telas com anticontaminante para as máquinas Crescent Former, por sua vez, evitam má formação e furos no papel, conforme salienta José Erothides V. Boas, gerente de Produto (Telas Formadoras) da Albany International. As telas com ausência de arraste de fibras para Crescent Former com  eficiência de chuveiros e/ou matéria- prima e também as telas com tecnologia InLine e quatro quadros no lado papel, para formação e maciez, são mais exemplos de avanços da área.

Segundo Noberto Matos, coordenador de Feltros para Tissue da Albany International, os feltros com tecnologia multiaxial priorizam o tempo de arranque e a estabilidade ao longo de sua vida útil, mantendo o desaguamento, o teor seco da folha e o condicionamento constantes, enquanto os feltros com tecnologia de não tecido resultam na maximização do desaguamento no nip com manutenção do teor seco, estabilidade e condicionamento. Com base nos últimos pedidos de máquinas tissue, Marcelo Ribeiro, gerente de Vendas da Andritz para América do Sul, aponta que a melhoria da eficiência energética da planta desponta como o grande enfoque dos fabricantes atualmente.

Marcelo Ribeiro, gerente de Vendas da Andritz

Marcelo Ribeiro, gerente de Vendas da Andritz

“São basicamente Crescent Formers com prensa de sapata, máquinas projetadas para produzir papel com 100% de fibra virgem de eucalipto em camadas separadas, buscando maciez superficial (sem refinação) e resistência da folha (com refinação)”, descreve. “Outras tecnologias, como uso de cintas texturizadas e prensagem suave, são capazes de promover mais maciez ao produto”, completa ele ao contextualizar os avanços conquistados nos últimos anos. A utilização de caixa de entrada de multicamadas, esclarece Ribeiro, consiste em outra inovação importante, que, porém, acaba atrelada à necessidade do consumidor final em busca de produtos com maior maciez superficial.

De acordo com o gerente de Vendas, a atuação da empresa no Brasil tem como foco a fase de preparação de massa, com tecnologias que permitem aprimorar ainda mais a eficiência energética dos equipamentos e dos sistemas fornecidos. Entre as inovações mais recentes, ele cita o rotor de pulper FSV, que diminui em até 20% o consumo de energia e permite desagregar fibra virgem de eucalipto com consistências entre 6% e 9%, de modo a aumentar a eficiência dos processos existentes, levando a uma maior produtividade com significativa diminuição do consumo energético. Ele também comenta sobre o sistema de depuração e cleaners integrados para sistemas de destintado, chamado de depuração grossa e intermediária, com a utilização de menos equipamentos, resultando em menor consumo de energia e propiciando alta eficiência de limpeza.

Rui Stefanini, gerente sênior de Vendas da Valmet, acredita que os avanços tecnológicos conquistados nos últimos anos vêm ao encontro das demandas que pautam a situação externa dos fabricantes. “Em um cenário marcado pela constante elevação do custo de energia e pela necessidade de valorizar cada vez mais os recursos naturais (em especial a água, sempre mais escassa), em conformidade com a atual legislação ambiental, os incrementos de tecnologia foram direcionados a reduzir os consumos de energia (vapor, gás e eletricidade) com os requisitos básicos tanto de manter quanto de melhorar a qualidade do tissue fabricado.

Dessa forma, os impactos positivos recaíram sobre todo o projeto, que buscou melhor controle do processo, novas tecnologias de máquinas e equipamentos, transferência de know how e otimização”, avalia ele, ressaltando que a palavra eficiência define uma planta competitiva. “Em outras palavras, a pergunta-chave é: quanto papel de alta qualidade pode ser produzido por hora e a que preço?”, sugere ele aos fabricantes como tema de reflexão. Segundo Stefanini, a Valmet entende que o segmento tissue deve sempre contar com equipamentos capazes de propiciar alta produção com baixo custo operacional.

Com essa visão, ele cita os equipamentos da Valmet que mais refletem esses avanços tecnológicos: prensa de sapata flexível – ViscoNip, sistema de recuperação de energia – ReTurne e o novo conceito de máquina Advantage NTT. “Todos atendem desde a uma simples reforma para aumento de teor seco na prensagem até novas plantas de fabricação de tissue de alto desempenho”, resume. Como fabricante de rolos para toda a indústria de papel e celulose, a MWN tem por objetivo oferecer produtos que contribuam para ampliar as vantagens competitivas do cliente, incluindo aqueles do segmento tissue.

“Com engenharia sofisticada e usinagem de precisão de nossos rolos, acreditamos dar nossa modesta contribuição no sentido de capacitar os clientes a operar suas máquinas tissue até o limite, atingindo 2.000 m/min ou mais”, diz Holger Sold, diretor de Vendas e Projetos. Sold reforça que, atualmente, para uma planta se destacar pela performance competitiva,  ferecendo ao mercado um produto econômico e de qualidade, é preciso, além de dominar o processo básico de fabricação como condição preliminar crucial, atender a alguns parâmetros indispensáveis de produção.

Como exemplo, ele cita: consumo de energia (que inclui máxima eficiência em recursos de vapor, gás e eletricidade), runnability da máquina tissue (a partir da otimização do perfil transversal, da raspagem correta e das mais recentes tecnologias  eferentes ao feltro e seções da enroladeira), controle dos custos operacionais (desde a máxima automação do processo e minimização do refugo até o menor consumo de fibras em função de um volume específico aparente aprimorado) e uso de energia verde (implantação de energias alternativas, que podem vir da cogeração de energia elétrica por meio de turbina a gás, combinada com recuperação de energia térmica). Flávio Silva, presidente da Voith Paper para a América do Sul, informa que a empresa aposta no desenvolvimento de tecnologias para uso eficiente dos recursos e que efetivamente agreguem valor para os clientes.

“A inovação se dá de duas formas: a partir de medidas incrementais, adotando produtos bem-sucedidos em outros segmentos e que podem trazer melhorias ao tissue, ou com inovações de ruptura, apresentando plataformas tecnológicas distintas às existentes no mercado”, define. Como exemplo da primeira categoria inovativa, Silva menciona a prensa de sapata Nipco Flex T, que já se encontra na segunda geração e proporciona maior teor seco após a prensa e, consequentemente, aumento de produção e economia de até 20% de energia térmica. Já a tecnologia ATMOS se destaca como inovação de ruptura, diferindo-se das plataformas existentes e desenvolvida exclusivamente pela companhia para a produção de papel tissue premium. Silva frisa que o fato de a empresa fabricar máquinas de todos os tipos de papel contribuiu para a conquista de um portfólio completo, com muita tecnologia aplicada, principalmente no segmento de papel gráfico.

“Como se trata de um segmento de alta demanda tecnológica, acabamos incorporando parte das soluções dos gráficos ao segmento tissue”, contextualiza. Ele ressalta que a otimização do uso de energia é foco permanente do trabalho da Voith. Como exemplo, cita a caixa de entrada que dispensa recirculação – antiga tecnologia usada para garantir uma pressão constante ao longo da caixa. “Ao dispensar o método, chegamos a uma economia média de 30% de energia na bomba de mistura”, detalha ele, completando que o desenvolvimento do Yankee de chapa, o reaproveitamento do condensado do Yankee por meio de sistema fechado e os métodos de cogeração de energia são outros avanços tecnológicos vistos nos produtos mais recentes da empresa. Ainda na visão do presidente da Voith para a América do Sul, a água desponta como mais um importante item no processo fabril de tissue, especialmente no contexto atual, em que o País enfrenta uma delicada crise hídrica. “Além da água, energia e fibra são duas variáveis que conjuntamente respondem por 70%–80% do custo do fabricante.

Buscamos balancear esse tripé com a qualidade do produto final, apêndice indispensável que deve estar sempre adequado ao mercado.” Com base na significativa transformação pela qual passou a qualidade do tissue brasileiro nos últimos 15 anos, Silva sinaliza que o mercado atual se divide em três grandes áreas: folha simples de baixa qualidade, folha simples de alta qualidade e folha dupla, essa última conquistando uma fatia maior do total. “A questão da qualidade, portanto, é  fundamental também para melhorar a posição competitiva do cliente. O consumidor mudou de perfil, e temos de responder a isso”, explica.

Dineo Silvério, diretor de Vendas e Atendimento ao Cliente da Fabio Perini.

Dineo Silvério, diretor de Vendas e Atendimento
ao Cliente da Fabio Perini.

Para Dineo Silvério, diretor de Vendas e Atendimento ao Cliente da Fabio Perini, os avanços tecnológicos de maior impacto para o segmento tissue dizem respeito à produção de papéis cada vez mais delicados e sofisticados com alta eficiência. “Para chegar a esse resultado, é necessário que a linha de conversão esteja dotada de sistema de controle de tensionamento de papel, a fim de evitar a degradação das características obtidas na máquina”, esclarece. Silvério frisa que, atualmente, é indispensável que as fábricas do segmento aliem eficiência e flexibilidade produtiva. Ele acredita que, sem a combinação desses dois fatores, a competitividade no mercado fica inviabilizada, em razão do expressivo custo do capital de investimento de uma linha de conversão de alta produtividade.

“Para ser competitiva, a fábrica precisa ser eficiente, mas também extremamente flexível em termos de capacidade de produtos feitos dentro dessa alta eficiência. Com tal flexibilidade, consegue otimizar custos produtivos, realizar uma gama mais vasta de produtos e maximizar a atuação do produtor no mercado em que atua”, justifica.

A Fabio Perini se dedica justamente a criar equipamentos de diferentes capacidades  rodutivas, que tenham alta eficiência e extrema flexibilidade produtiva como características. “O cliente pode mudar seu produ­to por completo em poucas horas ou minutos de parada de produção”, pontua Silvério. O diretor de Vendas e Atendimento ao Cliente informa que as máquinas re­bobinadeiras, os gofradores e as empacotadeiras são desenhadas com foco em alta velocidade produtiva (dentro do range de produção escolhido pelo cliente), sem deixar de lado um projeto que viabilize ao operador a troca de produto de forma rápida e fácil, atingindo a meta de unir a eficiência e a flexibilidade necessárias ao segmento.

André Miranda Coelho, gerente de Mercado da Área Tissue da Buckman

André Miranda Coelho, gerente de Mercado da Área Tissue da Buckman

Em paralelo aos incrementos tecnológicos conquista­dos ao longo dos últimos anos, a evolução da área de químicos trouxe diferenciais significativos ao processo fabril de tissue. Segundo André Miranda Coelho, gerente de Mercado da Área Tissue da Buckman, é consenso que os fabricantes buscam aumentar a eficiência de seus processos produtivos, reduzir custos de fabricação e me­lhorar a qualidade do papel. “Para atender a todas essas exigências, a constante inovação em produtos e progra­mas químicos tem fundamental importância. Assim, fo­ram desenvolvidas não só novas gerações de produtos já existentes e conhecidos pelo mercado, mas também tecnologias inovadoras”, introduz o tema.

Recentemente, exemplifica ele, foram introduzi­dos novos adesivos de recobrimento para os cilindros Yankee, de modo a atender à nova tendência das má­quinas tissue, “com maior capacidade de secagem e velocidade, tendo por objetivo o aumento da produti­vidade e a fabricação de papéis de maior qualidade”. Coelho esclarece que os adesivos têm a capacidade de trabalhar em cilindros com temperaturas mais elevadas, mantendo um nível adequado de adesividade e forma­ção das barras de crepe. “Para completar o programa de recobrimento do Yankee, também foram desenvolvidos novos agentes releases à base de matérias-primas de fontes renováveis e desprovidos de compostos orgâni­cos voláteis”, descreve.

Ainda sobre os desenvolvimentos mais atuais, Coe­lho ressalta que os consecutivos aumentos do custo da energia elétrica, responsáveis por impactos sobre os custos de fabricação de papel, acabaram por intensificar a busca por produtos ou programas capazes de reduzir o consumo de energia na planta fabril. A tecnologia Maxi­myze da Buckman proporciona ao fabricante de tissue a oportunidade de promover a refinação química da fibra sem geração de finos no processo, de modo a aumentar a resistência do papel e a reduzir o consumo de energia nos refinadores. “A tecnologia apresenta outros bene­fícios que revertem positivamente na qualidade do pa­pel e permitem reduzir ou até eliminar o uso de alguns agentes de resistência a seco, como o amido. Com a otimização desse aditivo utilizado na fabricação de pa­pel, observa-se aumento da maciez e redução do pó do papel”, completa o gerente de Mercado do segmento.

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Luciano Viana da Silva, gerente comercial da Contech para a América Latina, concorda que, em um mercado que se apresentou crescente nos últimos anos mesmo com todas as dificuldades do cenário econômico e que ainda mostra perspectivas de seguir em crescimento, a relação qualidade–produtividade revela-se fundamental para a competitividade de um player. “Inovar na quali­dade e produzir com eficiência seguramente são o que garante uma posição bastante competitiva.”

Ele acredita que os dois grandes avanços da química dentro do segmento tissue foi o combate aos contami­nantes que circundam o uso de fibras recicladas e tam­bém o conceito de maciez. “Os stickies (contaminantes sintéticos presentes nas aparas) merecem tratamento químico bastante específico, enquanto o conceito de maciez agregou muita tecnologia a uma aplicação que contribui significativamente para a qualidade final do tissue”, resume ele sobre os dois tópicos.

Ainda de acordo com a visão de Silva, o segmento tissue tem apresentado relevante demanda por so­luções químicas integradas. “Uma inovação aplicada com sucesso pela Contech foi o desenvolvimento de um produto capaz de limpar contaminantes sintéticos derivados dos produtos para Resistência a Úmido (RU), utilizados no processo de fabricação e que acabam se fixando nos feltros e causando perda de performance produtiva e paradas de produção. Com uma aplicação química em alta temperatura e pressão, conseguimos obter alta eficiência de limpeza e condicionamento quí­mico, ganhando tempo produtivo, eliminando paradas de máquinas, economizando energia e incrementando a produtividade”, detalha.

A evolução do segmento acontece em um processo contínuo, na visão da Solenis. “As máquinas mudam com o passar dos anos e as necessidades dos clientes também variam a todo momento, conforme o tipo de fibra usado, a máquina em questão e outros fatores diversos”, avalia Noemy Aintablian Svitras, gerente de Marketing e Aplicações Tissue da América Latina.

Ela reforça que a fase de forte crescimento mundial, com destaque para a América Latina, não está calcada apenas em máquinas convencionais. “Há muitas má­quinas com concepções inovadoras e tecnologias que demandam produtos diferentes”, afirma, justificando os motivos que levam a empresa a dispensar um portfólio restrito. “Oferecemos uma grande variedade de produ­tos para cada finalidade, a fim de conseguirmos identifi­car a necessidade da planta e, em seguida, definirmos o produto ideal para supri-la.”

Entre as inovações recentemente apresentadas ao mercado pela Solenis, Noemy cita produtos destinados ao coating para conferir maior maciez, aumentar a re­sistência do papel, melhorar o andamento da máquina, diminuir as quebras e facilitar a conversão. Quanto à resistência a úmido, outra importante propriedade na fabricação de tissue, a empresa apresenta a segunda geração de um produto que já desponta como líder de mercado. “Os benefícios técnicos da segunda geração em resistência a úmido seguem os mesmos, mas con­tam com o diferencial de proteção ao meio ambiente e aos operadores”, resume ela sobre a novidade, que visa atender às regulamentações vigentes.

A Nalco se destaca como mais um fornecedor que aposta na contínua busca por soluções capazes de con­tribuir para a eficiência operacional dos fabricantes e a qualidade dos produtos do mercado tissue. “Em termos de diferencial competitivo de qualidade, os fabricantes têm procurado aprimorar maciez, resistência ou absor­ção, de acordo com as necessidades de cada produto final. A Nalco oferece diversas soluções que possibilitam desempenho superior em todas as etapas do processo de fabricação”, afirma João Victor Boechat, gerente de Marketing do Segmento Tissue para a América Latina.

Novas resinas para coating de Yankee, tecnologias para otimização do consumo de água e energia, pro­dutos químicos e automação para condicionamento de feltros e telas, bem como métodos para análise de pitch e stickies no processo, são alguns exemplos dos novos desenvolvimentos que complementam o amplo portfó­lio da empresa.

A gestão do processo de crepagem, com a combina­ção de diferentes tecnologias fornecidas pela empresa, compõe uma inovação de alto valor para os clientes. “A nova resina para fabricação de tissue com alta suavida­de (TULIP) é um produto robusto, capaz de operar em altas umidades de bobina e máquinas com deficiência de perfil transversal, o que resulta em produtos de maior qualidade, menor custo operacional e melhor eficiência de máquina e conversão. Já o sistema para monitora­mento da raspa de crepe (EWCD) consiste em um equi­pamento que proporciona às equipes de operação um preciso e eficiente controle do processo de crepagem, permitindo um ajuste fino do coating, troca de raspa em tempo otimizado, detecção de problemas mecânicos na máquina e, principalmente, monitoramento preventivo do aparecimento de chatter (danos físicos na superfície do Yankee). Há, ainda, um equipamento da Nalco para analisar a estrutura de crepagem do papel tissue, permi­tindo correlações com todo o processo produtivo. Isso viabiliza o ajuste de outros parâmetros com embasa­mento laboratorial, incluindo o tipo de raspa, o coating e os tratamentos químico e mecânico da fibra, entre ou­tros aspectos”, detalha Boechat, reforçando que a aplicação combinada dessas tecnologias muda o patamar de qualidade do processo de crepagem.

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