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Celulose Notícias

Fibria fortalece o caixa e avança em sua expansão

Com o projeto de expansão da fábrica de Três Lagoas (MS) em franco desenvolvimento, a Fibria identificou uma janela para fortalecer seu caixa a custo competitivo e captou R$ 1,35 bilhão por meio da distribuição de certificados de recebíveis do agronegócio (CRA). A empresa está investindo R$ 8,7 bilhões na nova linha de produção naquela unidade, com capacidade para quase 2 milhões de toneladas por ano. No momento, o projeto já alcançou 40% de execução física e a previsão é iniciar operação no quarto trimestre de 2017.

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De acordo com o presidente da Fibria, Marcelo Castelli, o valor captado já contempla lote adicional de 35%, cuja colocação foi uma resposta da companhia à forte demanda. “Essa é a maior operação de CRA já emitida no mercado brasileiro”, disse. A demanda pelos títulos da Fibria chegou a R$ 2,4 bilhões, um recorde para esse tipo de operação. “Fechamos a operação a um custo bastante competitivo, o que foi mais uma conquista da empresa”, afirmou.

De acordo com o diretor de Finanças e de Relações com Investidores da companhia, Guilherme Cavalcanti, a Fibria foi uma das primeiras empresas do setor florestal a emitir CRA. A primeira série, com prazo de 4 anos e no montante de R$ 880,2 milhões, saiu a 97% do CDI. Já a segunda série, de cerca de R$ 470 milhões com vencimento em 2023, saiu a IPCA mais 5,98%.

“Esse recurso não é carimbado, não tem uso específico”, afirmou o executivo. “Fizemos a operação para manter a posição de caixa da companhia num momento me que cresce o capex do projeto de expansão”, acrescentou. A escolha do CRA para uma operação financeira neste momento, conforme Cavalcanti, não teve relação com o novo patamar de câmbio e a companhia não tem planos imediatos de recompra de bonds, entre outras razões porque não quer reduzir a liquidez desses papéis.

“Quando a Fibria emitiu o primeiro CRA, viu que tinha demanda muito forte e via possibilidade de sair com uma taxa abaixo do CDI, que foi o que ocorreu”, disse. Os recursos, acrescentou, ficarão aplicados a uma taxa maior do que o CDI. Ontem, quando os recursos entraram na companhia, a posição de caixa chegou a R$ 2,9 bilhões.

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Sobre o mercado mundial de celulose, o presidente da Fibria disse que, no período janeiro a maio, em relação ao mesmo período de 2015, houve um aumento total na demanda de celulose de eucalipto na faixa de 500 mil toneladas, das quais 300 mil toneladas na China. “Isso corrobora a nossa visão de que a demanda voltaria. Demanda não é problema nesses cinco meses. Os preços caíram, mas já voltaram”, disse.

Para Castellli, o mercado de celulose deve seguir balanceado no segundo semestre e ainda há muitas dúvidas quanto à entrada em operação da fábrica da OKI, na Indonésia, no fim de 2016 ou começo de 2017. “Na minha visão, não é o mais provável que o projeto vá entrar até o fim do ano. Mas se isso acontecer, o impacto no mercado será só no ano que vem”, disse.

O executivo disse ainda que o Brexit não tem impacto significativo nos negócios de celulose por causa do tamanho reduzido daquele mercado. “A Fibria tem exposição grande na Europa, mas muito pouca no Reino Unido, de apenas 4% [do total vendido]. Então, não vemos problema de ruptura ou fornecimento”, disse.

Valor