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Fibria consegue redução de prejuízos no segundo trimestre

Nos seis primeiros meses do ano, a Fibria teve lucro líquido de R$ 405 milhões, frente a R$ 70 milhões no mesmo semestre de 2017.

Unidade da Fibria em Jacareí. (Foto: Divulgação)

Apesar do forte desempenho operacional, com recorde em resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) e fluxo de caixa livre, a Fibria encerrou o trimestre com prejuízo líquido atribuído aos sócios da empresa controladora de R$ 212,3 milhões no segundo trimestre de 2018, queda de 19% frente à perda líquida apurada um ano antes.

O resultado reflete elevadas despesas financeiras líquidas, influenciadas pelo efeito negativo da desvalorização de 16% do real frente ao dólar dentro do trimestre, na dívida expressa em moeda estrangeira.

A maior produtora mundial de celulose de eucalipto teve prejuízo consolidado de R$ 210,1 milhões no trimestre, comparável a R$ 259,1 milhões também negativos um ano antes. Nos seis primeiros meses do ano, a Fibria teve lucro líquido de R$ 405 milhões, frente a R$ 70 milhões no mesmo semestre de 2017.

Na linha financeira, a Fibria teve resultado negativo de R$ 2,239 bilhões no segundo trimestre, quase três vezes acima do valor registrado um ano antes. A variação cambial proveniente da dívida teve impacto negativo de R$ 1,752 bilhão no resultado financeiro. Já a marcação a mercado de derivativos tiveram variação negativa de R$ 472 milhões.

De abril a junho, a companhia teve receita líquida de R$ 4,722 bilhões, 70% acima do registrado um ano antes, com o forte aumento nos preços da celulose e crescimento no volume vendido. Esses fatores também contribuíram para a evolução do resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), que praticamente triplicou e ficou em R$ 2,531 bilhão. Pelo critério ajustado, o Ebitda subiu 133%, a R$ 2,499 bilhão.

A geração de fluxo de caixa livre da companhia, que colocou uma nova fábrica de celulose em operação em agosto, foi recorde em R$ 1,685 bilhão no trimestre, alta de 551%, enquanto o retorno sobre o capital investido (ROIC) saltou de 4% há um ano para 15,3%.

Ao fim do primeiro semestre, a dívida líquida estava em R$ 13,8 bilhões, alta de 8% ante o registrado no encerramento do primeiro trimestre e equivalente a 1,83 vez o Ebitda anualizado em reais. Em dólar, a alavancagem financeira fechou o intervalo em 1,58 vez, com recuo de 0,44 vez.

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